Jack Ma: precisamos mudar a forma de ensinar e aprender

precisamos mudar a forma de ensinar e aprender

“A maneira como ensi­namos as cri­anças é a mes­ma que há 200 anos. É basea­da em trans­mi­tir con­hec­i­men­to. E nós não con­seguimos ensi­nar deste jeito uma for­ma de com­pe­tir com as máquinas. As máquinas sem­pre serão mais inteligentes que os home­ns. As máquinas nun­ca esque­cem, as máquinas nun­ca ficam bravas”. A reflexão é do bil­ionário Jack Ma, fun­dador e CEO do gigante chinês Aliba­ba.

Durante par­tic­i­pação no Fórum Econômi­co Mundi­al nes­ta quar­ta-feira (24/01), Ma defend­eu que a inteligên­cia arti­fi­cial e o uso dos robôs terão um enorme impacto nas indús­trias e serão respon­sáveis pela elim­i­nação de empre­gos em mas­sa.

“Tudo que nós apren­demos dev­e­ria ser difer­ente, difer­ente das máquinas. Se a máquina pode faz­er mel­hor, pre­cisamos pen­sar a respeito”, disse. A úni­ca esper­ança de con­tornar a situ­ação é mudar a for­ma como apren­demos e ensi­namos. E garan­tir assim que “nos­sas cri­anças” não passem apuros nos próx­i­mos trin­ta anos. “A edu­cação é o nos­so grande desafio ago­ra”, disse Ma.

Para o bil­ionário, os pro­fes­sores pre­cisam parar “de ensi­nar con­hec­i­men­to” e pas­sar a inve­stir na edu­cação de “algo úni­co”, que a máquina não pos­sa copi­ar. Olhar para as habil­i­dades com­por­ta­men­tais — e não téc­ni­cas — chamadas de “soft skills”. “As soft skills que pre­cisamos ensi­nar às cri­anças são: val­ores, pen­sa­men­to inde­pen­dente, jul­ga­men­to, tra­bal­ho em equipe, cuida­do pelos out­ros”, disse.

“A sim­ples trans­mis­são de con­hec­i­men­to não ensi­na essas softs skills”. Para ensi­nar essas habil­i­dades, na opinião de Ma, seria pre­ciso edu­car as cri­anças através dos esportes, músi­ca, pin­tu­ra e arte, por exem­p­lo. E tam­bém inve­stir em um novo tipo de pro­fes­sor. “Os pro­fes­sores dev­e­ri­am apren­der o tem­po todo, os pro­fes­sores dev­e­ri­am com­par­til­har o tem­po todo”.

Ma tam­bém defend­eu que parte des­ta nova edu­cação envolve “apren­der mais com os erros” e não ficar ape­nas lendo histórias de suces­so. “Não impor­ta o quão inteligente você seja, apren­da com os seus erros. Com­par­til­he seus erros com os out­ros. Não apren­da com as histórias de suces­so.

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