Empresas brasileiras dispensam o diploma na hora de contratar

Empresas brasileiras dispensam o diploma na hora de contratar

A Movile, espe­cial­iza­da em serviços móveis e dona de mar­cas como o iFood, não exige diplo­ma uni­ver­sitário para nen­hu­ma vaga. A Cred­i­tas segue a mes­ma políti­ca. No Nubank, o diplo­ma é vis­to como “refer­ên­cia” e não “pon­to de corte”. Na Thought­Works, o doc­u­men­to não é solic­i­ta­do na hora da admis­são.

Lev­an­ta­men­to solic­i­ta­do por Época NEGÓCIOS à platafor­ma Love Mon­days mostra que há empre­sas brasileiras dis­pen­san­do a obri­ga­to­riedade do diplo­ma na hora de con­tratar. Na práti­ca, sig­nifi­ca que muitos can­didatos não pre­cisam ter for­mação uni­ver­sitária para ocu­par diver­sas funções ou car­gos. As infor­mações foram envi­adas por dire­tores de RH e cole­tadas no final de agos­to.

Um traço em comum entre muitas das empre­sas que apare­cem no lev­an­ta­mente é que são star­tups. Elas seguem uma políti­ca prat­i­ca­da nos Esta­dos Unidos por gigantes, como Google, Ama­zon e IBM, segun­do o site de vagas Glass­door.

A lista abaixo mostra as práticas de algumas das empresas consultadas pela Love Mondays:

Cred­i­tas: não exige diplo­ma uni­ver­sitário para nen­hu­ma posição, é um “difer­en­cial para con­tratar desen­volve­dores”;

EBANX: não exige para desen­volve­dores;

e‑Core: não exige para sup­port engi­neer, pre­mier sup­port engi­neer, senior sup­port engi­neer, anal­ista de RH, desen­volve­dor de soft­ware, suporte a apli­cações e con­sul­to­ria;

Log­gi: não exige para aux­il­iar e anal­ista de logís­ti­ca;

Movile: não exige a apre­sen­tação de diplo­ma para prati­ca­mente nen­hu­ma posição

Nubank: não exige para engen­haria de soft­ware, cus­tomer expe­ri­ence ana­lyst, busi­ness ana­lyst;

Quero Edu­cação: não exige para BI, plane­ja­men­to com­er­cial, guia do aluno, account man­ag­er, vende­dor, bussi­ness devel­op­ment, aux­il­iar de serviços gerais, UX/UI design­er, prod­uct design, exec­u­tive assis­tant e todas as vagas de desen­volvi­men­to;

Thought­Works: o diplo­ma não é cobra­do como doc­u­men­to admis­sion­al para nen­hu­ma posição. Vagas mais comuns na empre­sa: desen­volve­dor de soft­ware, anal­ista de qual­i­dade, anal­ista de negó­cios, design­er de exper­iên­cia.

A dis­pen­sa do diplo­ma é moti­va­da prin­ci­pal­mente por dois fatores. O primeiro deles, segun­do Luciana Calet­ti, CEO da Love Mon­days, é a diver­si­dade. As empre­sas estão se esforçan­do para atrair pes­soas com per­fis e for­mações difer­entes. “Se o corte na seleção dos cur­rícu­los for feito pelo nome da fac­ul­dade que o can­dida­to fez, fica difí­cil ger­ar diver­si­dade na empre­sa. Fica difí­cil recru­tar pes­soas com ori­en­tações, gêneros, con­hec­i­men­tos e exper­iên­cias de vida difer­entes. E as empre­sas perce­ber­am que tudo isso gera mais val­or.”

 

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