Walmart usa blockchain para tornar a refeição mais segura

Walmart usa blockchain para tornar a refeição mais segura

À primeira vista, as palavras alface e blockchain não pare­cem ter qual­quer relação plausív­el. Para o Wal­mart, porém, a união faz todo sen­ti­do. A maior rede vare­jista dos Esta­dos Unidos começará a uti­lizar a tec­nolo­gia por trás do Bit­coin para faz­er nada menos do que ras­trear seus veg­e­tais fol­hosos.

O pro­je­to foi detal­ha­do pelo New York Times. Segun­do o jor­nal, a rede uti­lizará um ban­co de dados desen­volvi­do pela IBM para incluir infor­mações sobre seus pro­du­tos e fornece­dores para poder local­izá-los de for­ma mais ráp­i­da e pre­cisa. Os fatores são impor­tantes, por exem­p­lo, nos casos em que são descober­tas con­t­a­m­i­nações. O prin­ci­pal destaque se deve ao fato de ele reg­is­trar todo o proces­so de trans­porte, que envolve várias eta­pas e muitas vezes não é feito de for­ma lin­ear.

Além de enfa­ti­zar para os clientes a qual­i­dade de seus ali­men­tos fres­cos, a com­pan­hia bus­ca reforçar a sua exper­iên­cia dig­i­tal com a ini­cia­ti­va. O sis­tema tam­bém pode rep­re­sen­tar econo­mia. Em casos de con­t­a­m­i­nação, o ras­trea­men­to per­mite que a rede local­ize e elim­ine ape­nas os lotes afe­ta­dos. Segun­do a reportagem, a IBM desen­volveu o ban­co pen­san­do tam­bém em out­ros vare­jis­tas com pro­je­tos semel­hantes.

Segun­do o jor­nal, “o esforço do Wal­mart levará tem­po para ser lança­do”. Até lá, ele deve enfrentar ques­tion­a­men­tos sobre o real difer­en­cial desse sis­tema em relação aos ban­cos de dados tradi­cionais. “Eu acho que é prin­ci­pal­mente uma ‘joga­da de mar­ket­ing’, assim essas empre­sas podem se vender como líderes de blockchain”, disse David Ger­ard, autor do livro Attack of the 50 Foot Blockchain (O Ataque do Blockchain de 50 pés, em tradução livre), em entre­vista à reportagem.

Algu­mas das críti­cas envolvem, por exem­p­lo, o fato de o ban­co não ser capaz de iden­ti­ficar pos­síveis fraudes nas eta­pas de trans­porte – como o caso de alguém sub­sti­tuir o con­teú­do de uma caixa de espinafres por out­ro pro­du­to, ou mes­mo por dro­gas. “Você pre­cisa de inspetores humanos que con­heçam as fraudes”, diz o autor.

Ape­sar dis­so, o Wal­mart diz acred­i­tar no poten­cial da tec­nolo­gia. O foco nos veg­e­tais verdes fol­hosos, segun­do o jor­nal, se deve ao fato deles, tais quais a carne bov­ina, serem alguns dos prin­ci­pais focos de con­t­a­m­i­nação. “Podemos traz­er con­fi­ança ao sis­tema”, diz Frank Yian­nas, vice-pres­i­dente de segu­rança ali­men­tar do Wal­mart, ao jor­nal.

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