Governo americano quer acessar mensagens do Facebook

Governo americano quer acessar mensagens do Facebook

O gov­er­no Amer­i­cano quer forçar o Face­book a que­brar a crip­tografia do seu aplica­ti­vo Mes­sen­ger para que autori­dades pos­sam ouvir as con­ver­sas de voz de um sus­peito em uma inves­ti­gação crim­i­nal, segun­do a agên­cia Reuters.

Se o gov­er­no vencer, out­ras empre­sas pode­ri­am ser forçadas a remod­e­lar out­ros serviços que uti­lizam a crip­tografia, como o What­sApp.

Três pes­soas que acom­pan­ham o caso, que segue sob sig­i­lo, foram ouvi­das pela Reuters. Elas dizem que a inves­ti­gação teve origem em Fres­no, na Cal­ifór­nia, e tem relação com a gangue sal­vadoren­ha MS-13.

Trump fre­quente­mente usa a gangue como exem­p­lo para criticar a políti­ca de imi­gração e atacar as leis que impe­dem a polí­cia de deter imi­grantes.

O pres­i­dente chamou os inte­grantes do grupo de “ani­mais” quan­do a xerife do con­da­do de Fres­no reclam­ou que as leis do esta­do impe­di­am sua coop­er­ação com agentes de imi­gração fed­erais.

O argu­men­to do Face­book, de acor­do com as fontes, é de que as lig­ações de voz no Mes­sen­ger são crip­tografadas do iní­cio ao fim, o que sig­nifi­ca que só as duas partes envolvi­das na con­ver­sa têm aces­so a ela. Men­sagens de tex­to, por out­ro lado, pode­ri­am ser inter­cep­tadas.

A empre­sa de Mark Zucker­berg teria ale­ga­do que só poderá colab­o­rar com as autori­dades se ree­scr­ev­er o códi­go ou hack­ear o usuário.

Uma briga judi­cial semel­hante ocor­reu em 2016, durante o gov­er­no Barack Oba­ma, quan­do o FBI (a polí­cia fed­er­al amer­i­cana) quis aces­sar dados do iPhone de um sim­pa­ti­zante do Esta­do Islâmi­co morador de San Bernardi­no, na Cal­ifór­nia, que havia assas­si­na­do duas pes­soas.

Na ocasião, a Apple argu­men­tou que o gov­er­no não pode­ria obri­gar a com­pan­hia a cri­ar um soft­ware para aces­sar o tele­fone sem que seus dire­itos pre­vis­tos na Primeira Emen­da fos­sem vio­la­dos. O gov­er­no desis­tiu da briga depois que con­seguiu aces­sar o dis­pos­i­ti­vo por out­ros meios.

Uma corte fed­er­al de apelações em Wash­ing­ton deter­mi­nou, em 2006, que a lei que obri­ga empre­sas de tele­fo­nia a per­mi­tir escu­tas da polí­cia tam­bém se apli­ca a grandes prove­dores de VoIP, tec­nolo­gia que per­mite a real­iza­ção de lig­ações de voz por meio de uma conexão de inter­net ban­da larga.

Mas reg­u­ladores fed­erais não esten­der­am a lei para casos de con­ver­sas, jogos e out­ros serviços da inter­net não total­mente inte­gra­dos a uma infraestru­tu­ra tele­fôni­ca, como Google Hang­outs e Face­book Mes­sen­ger, como o espe­cial­ista em pri­vaci­dade Al Gidari, da Uni­ver­si­dade de Stan­ford, afir­mou à Reuters.

O Face­book e o Depar­ta­men­to de Justiça não se posi­cionaram sobre o caso.

A empre­sa amer­i­cana é alvo de críti­cas sobre pri­vaci­dade des­de que foi rev­e­la­do que a con­sul­to­ria britâni­ca Cam­bridge Ana­lyt­i­ca teve aces­so aos dados de mil­hões de usuários da rede social. Essas infor­mações teri­am sido usadas para aux­il­iar a cam­pan­ha de Don­ald Trump na eleição amer­i­cana de 2016.

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