Samsung Tizen, LG webOS e Roku OS: novidades e atualizações para desenvolvedores

Novidades e atualizações importantes na Samsung Tizen, LG webOS e Roku OS

Samsung: Tizen 10 e mudanças importantes no DRM

Os televisores Samsung de 2026 utilizam o Tizen 10.0. A documentação atualizada informa suporte ao .NET 8 e a uma nova geração das APIs TizenFX nos modelos de 2026.

A notícia mais importante para aplicativos de streaming é que a Samsung passou a classificar o PlayReady como depreciado e não recomendado para novos modelos, embora ele ainda apareça na tabela de compatibilidade. Para projetos novos, a empresa destaca o Widevine Modular como uma das alternativas disponíveis, dependendo do modelo e do conteúdo.

Na prática, para seus projetos com AVPlay, vale:

  • Revisar implementações novas baseadas exclusivamente em PlayReady;
  • Confirmar o DRM por ano e modelo de TV;
  • Não usar mais Widevine Classic;
  • Evitar APIs antigas de inicialização e finalização manual do DRM;
  • Testar licenciamento em aparelhos 2025 e 2026.

A própria API do AVPlay registra que operações como Initialize e Finalize estão depreciadas desde o Tizen 5.0 e que algumas propriedades antigas do Widevine foram incorporadas ao SetProperties.

A Samsung também está ampliando recursos de inteligência artificial para toda a linha de televisores de 2026, com foco em adaptação de imagem, som, personalização e integração do aparelho com outros dispositivos.

LG: novo modo de imagem e maior fiscalização dos aplicativos

A LG começou a disponibilizar o Creator Original Picture Mode para os modelos OLED C6, G6 e W6 de 2026. O recurso foi desenvolvido inicialmente em parceria com o Prime Video e permite que parâmetros de imagem sejam definidos de acordo com a intenção criativa de cada produção.

Ele pode controlar aspectos como:

  • Detalhes em áreas escuras;
  • Equilíbrio de cores;
  • Redução de ruído;
  • Tratamento de movimento;
  • Processamento de imagem.

Para desenvolvedores, outra notícia mais delicada é a decisão da LG de suspender aplicativos que transformem televisores em nós de proxy residencial. A medida surgiu após uma investigação encontrar aplicativos que permitiam que terceiros utilizassem a conexão de internet do televisor.

Isso indica que a LG deve aumentar a atenção sobre:

  • Processos executados em segundo plano;
  • Tráfego não relacionado à função principal do aplicativo;
  • Bibliotecas e SDKs de terceiros;
  • Monetização escondida;
  • Uso excessivo da rede;
  • Consentimento e transparência.

Também há relatos no fórum oficial de desenvolvedores sobre aplicações que funcionavam no webOS 25, mas encerravam logo após a tela inicial no webOS 26. Ainda não é possível afirmar que seja um problema geral da plataforma, mas é um alerta para testar novamente aplicativos existentes nos televisores de 2026.

Roku: Roku OS 15.3 em beta

A Roku liberou o Roku OS 15.3 para testes beta de desenvolvedores em 1º de julho de 2026. A atualização introduz novas APIs SceneGraph relacionadas à exibição de legendas em prévias e em reprodução que não ocupa a tela inteira.

Essa mudança pode ser importante para aplicativos que usam:

  • Vídeos de prévia;
  • Mini players;
  • Reprodução dentro de uma tela de detalhes;
  • Canais com informações ao redor do player;
  • Experiências picture-in-picture internas;
  • Legendas antes da entrada no player completo.

A Roku também alterou seus critérios de certificação. Aplicativos elegíveis publicados na loja dos Estados Unidos deverão implementar o recurso Instant Resume até 1º de outubro de 2026.

Isso significa que o aplicativo deve restaurar rapidamente o estado anterior, em vez de começar sempre pela tela inicial. Para se preparar, é recomendável salvar:

tela atual
item focado
posição da fileira
conteúdo em reprodução
posição do vídeo
perfil ativo
filtros selecionados

A Roku também confirmou seu Developer Summit 2026 para 23 e 24 de setembro, com transmissão para desenvolvedores. O evento normalmente apresenta APIs, requisitos de certificação e mudanças na plataforma.

O que eu considero mais importante para seus projetos

Por impacto técnico imediato, eu colocaria nesta ordem:

  1. Roku Instant Resume obrigatório em outubro — pode exigir mudanças no ciclo de vida e na persistência de estado.
  2. Roku OS 15.3 — precisa ser testado principalmente em aplicativos com SceneGraph e reprodução fora da tela cheia.
  3. Samsung Tizen 10 e DRM — novos projetos não devem depender de tecnologias que a Samsung já classifica como depreciadas.
  4. LG webOS 26 — testar novamente inicialização, player, Magic Remote e ciclo de vida em aparelhos de 2026.
  5. Revisão dos SDKs de terceiros na LG — especialmente bibliotecas de publicidade, analytics e monetização que gerem tráfego em segundo plano.

Algumas dessas informações ainda podem evoluir, principalmente durante o Roku Developer Summit e com novas atualizações dos SDKs de Tizen 10 e webOS 26.

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