O que há por trás do acordo da Apple com o Google

O que há por trás do acordo da Apple com o Google

A Apple gos­ta de lem­brar que é difer­ente de out­ras empre­sas do mun­do da tec­nolo­gia: ela não tem um mod­e­lo de negó­cios basea­do na cole­ta e ven­da de dados pes­soais de usuários para fins de pub­li­ci­dade. Ape­sar dis­so, o Google é o mecan­is­mo de bus­ca padrão dos iPhones, em um acor­do que rende bil­hões para a Apple todos os anos. Por mais que muitos vejam uma con­tradição nis­so, o CEO Tim Cook defende a parce­ria.

Em uma entre­vista dada ao pro­gra­ma Axios, da HBO, Tim Cook foi ques­tion­a­do sobre o acor­do. Para ter o Google como serviço de bus­ca padrão nos iPhones, a Apple recebe entre US$ 3 e US$ 9 bil­hões todos os anos, de acor­do com esti­ma­ti­vas de anal­is­tas. “Eu acho que o bus­cador deles é o mel­hor”, afir­mou o exec­u­ti­vo, que tam­bém recon­heceu que o acor­do com o Google “não é per­feito”.

O din­heiro pago pelo Google para a Apple vem prin­ci­pal­mente da recei­ta que a empre­sa gan­ha com os pub­li­ci­dade — ou seja, com a cri­ação de um per­fil do usuário para dire­cionar anún­cios de acor­do com os inter­ess­es dele, algo que a Apple diz com orgul­ho não faz­er. O Google não é exata­mente con­heci­do por pro­te­ger a pri­vaci­dade de usuários — difer­ente­mente da Apple, que diz con­sid­er­ar isso uma questão fun­da­men­tal.

Para min­i­mizar a cole­ta de dados, Cook lem­bra que o iOS con­ta com alguns recur­sos para “aju­dar” usuários a nave­g­arem com mais segu­rança no iOS — como a nave­g­ação anôn­i­ma no Safari, além de uma fer­ra­men­ta de pre­venção con­tra ras­treadores que con­tin­u­am cole­tan­do dados até quan­do usuários deix­am um site da web.

Ape­sar de defend­er o acor­do com o Google, Cook se posi­cio­nou con­tra a cole­ta mas­si­va de dados e a favor de leg­is­lações que restrin­jam o aces­so de empre­sas a infor­mações pes­soais — ele defende uma Lei Ger­al de Pro­teção de Dados nos Esta­dos Unidos nos moldes da leg­is­lação europeia e tam­bém da brasileira. “Sou um grande defen­sor do livre mer­ca­do, mas temos que admi­tir quan­do o livre mer­ca­do não fun­ciona. E ele não está fun­cio­nan­do. Acred­i­to ser inevitáv­el a cri­ação de algum tipo de reg­u­la­men­tação”, disse o exec­u­ti­vo na mes­ma entre­vista.

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