Apple: proteger o ambiente não é abrir mão do lucro

Apple: proteger o ambiente não é abrir mão do lucro

Não é um ativista falan­do, é a empre­sa mais valiosa do mun­do. Para Lisa Jack­son, vice-pres­i­dente de meio ambi­ente, políti­ca e ini­cia­ti­vas soci­ais da Apple, ser sus­ten­táv­el pode, sim, cam­in­har ao lado de aumen­tar os lucros. “Não há con­fli­to entre um plan­e­ta saudáv­el e um resul­ta­do saudáv­el”, afir­mou ela durante a aber­tu­ra do Web Sum­mit nes­ta segun­da-feira (05/11). “É fal­sa a ideia de que é pre­ciso escol­her entre ter lucro e sal­var o meio ambi­ente”.

Lisa con­tou que pas­sou anos de sua car­reira tra­bal­han­do para o gov­er­no — na admin­is­tração Oba­ma, ela chefiou a agên­cia de pro­teção ambi­en­tal amer­i­cana.

Do out­ro lado do bal­cão, como exec­u­ti­va da gigante de tec­nolo­gia, ela diz não duvi­dar de que as empre­sas têm um papel essen­cial para incen­ti­var a ino­vação e a mudança pos­i­ti­va no mun­do. “Estou sen­ta­da na primeira fileira e sou teste­munha do pro­gres­so da políti­ca ambi­en­tal em nos­so plan­e­ta e nos nos­sos lucros”, diz.

Segun­do Lisa, a Apple já emi­tiu US$ 2,5 bil­hões em green bonds – um tipo de títu­lo de crédi­to des­ti­na­do ao finan­cia­men­to de ini­cia­ti­vas sus­ten­táveis – nos últi­mos dois anos. Em abril deste ano, a empre­sa anun­ciou tam­bém que todos os seus escritórios, lojas e data cen­ters no mun­do usam ener­gia limpa. A próx­i­ma meta é ambi­ciosa: faz­er com que toda a sua cadeia de fornec­i­men­to seja ali­men­ta­da com fontes ren­ováveis de ener­gia. Para isso, diz ela, a empre­sa pre­tende inve­stir na ger­ação sus­ten­táv­el de elet­ri­ci­dade na Chi­na, tan­to na pesquisa de novas soluções como na imple­men­tação de usi­nas.

Out­ra ini­cia­ti­va da empre­sa é a de encon­trar mod­os de pro­dução mais sus­ten­táveis. “A cadeia de alumínio é polu­ente, e usamos os mes­mos méto­dos há mais de cem anos”, diz Lisa. Nes­sa área, a Apple fez parce­rias com Alcoa e a Rio Tin­to, para desen­volver um méto­do de fundição de alumínio que elim­i­na a emis­são dire­ta de gas­es de efeito est­u­fa.

O próx­i­mo pas­so, diz Lisa, é não pre­cis­ar extrair novos mate­ri­ais do plan­e­ta. Na sem­ana pas­sa­da, a empre­sa anun­ciou o lança­men­to de seus novos pro­du­tos. Entre eles, está um Mac­Book Air que pas­sa a ser fab­ri­ca­do com alumínio reci­cla­do em seu reves­ti­men­to. “Temos tam­bém dois robôs que desmon­tam iPhones usa­dos, para reti­rar os ele­men­tos valiosos de den­tro deles e reci­clá-los”, afir­ma Lisa, acres­cen­tan­do que a empre­sa bus­ca mon­tar uma cadeia para que os clientes pos­sam devolver os apar­el­hos sem uso.

“Podemos inve­stir no nos­so plan­e­ta enquan­to inves­ti­mos no negó­cio”, diz Lisa Jack­son. “Para isso, pre­cisamos inve­stir em trans­for­mação e ino­vação”. Segun­do ela, é pre­ciso que empre­sas e gov­er­nos se unam para lidar com prob­le­mas como mudanças climáti­cas.

Tam­bém pre­sente durante a aber­tu­ra do Web Sum­mit, o cineas­ta Dar­ren Aronof­sky, dire­tor dos filmes Cisne Negro, Noé e Mãe, con­cor­dou. “Pro­te­ger o meio ambi­ente é a prin­ci­pal questão da nos­sa época. Todos os out­ros prob­le­mas não irão impor­tar, se não tiver­mos uma casa para morar”, disse.

Educação

Lisa Jack­son lem­brou ain­da que a Apple recen­te­mente fechou uma parce­ria com a Malala Fund, para finan­ciar a ida de 100 mil meni­nas às esco­las. “Temos muitas per­gun­tas que ain­da estão sem respos­ta, e não con­seguire­mos encon­trá-las sem edu­cação ou sem edu­car as meni­nas. Não achare­mos as soluções das quais pre­cisamos sem as mul­heres”, afir­ma.

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