Um retrato da Previdência no Brasil em 6 fatos

Um retra­to da Pre­v­idên­cia no Brasil em 6 fatos

história da Pre­v­idên­cia no Brasil começa 130 anos atrás, em 1888, com um decre­to que reg­ula­va a aposen­ta­do­ria de fun­cionários dos Cor­reios — e que era curiosa­mente mais rig­oroso do que o sis­tema atu­al, levan­do-se em con­sid­er­ação a expec­ta­ti­va de vida na época: era pre­ciso ter 30 anos de serviço e idade mín­i­ma de 60 anos para se aposen­tar.

Nas décadas seguintes foram insti­tuí­dos sis­temas de aposen­ta­do­ria para fun­cionários de diver­sos setores lig­a­dos ao Esta­do, da Casa da Moe­da à Alfân­de­ga. Com o tem­po, vários dess­es sis­temas que aten­di­am ape­nas uma cat­e­go­ria foram fun­di­dos, a rede de pro­teção social no Brasil foi se estru­tu­ran­do e, em 1990, surgiu o Insti­tu­to Nacional de Serviço Social, o INSS

Perca peso de forma rápida e saudável - Turbolipo

O debate sobre a even­tu­al neces­si­dade — e a maneira — de se refor­mar a Pre­v­idên­cia tam­bém não é novo. Des­de o surg­i­men­to do Plano Real, todos os gov­er­nos ten­taram reestru­tu­rar o INSS e o sis­tema de aposen­ta­do­ri­aervi­dores públi­cos

Algu­mas mudanças pon­tu­ais foram feitas no decor­rer dos últi­mos 20 anos. No gov­er­no FHC surgiu o fator prev­i­den­ciário, que reduz­iu o val­or dos bene­fí­cios de quem se aposen­ta­va mais cedo. O gov­er­no Lula aprovou uma refor­ma par­cial no sis­tema do fun­cional­is­mo — quem ingres­sou no serviço públi­co após 2003, quan­do foi aprova­da a medi­da, não tem mais dire­ito a se aposen­tar com o salário inte­gral, como acon­te­cia até então.

Os gov­er­nos Dil­ma e Temer tam­bém pro­puser­am mudanças, mas não con­seguiram passá-las pelo Con­gres­so.

Propostas de reforma dos governos Dilma e Temer sofreram oposição de sindicatos e do movimento trabahista (Foto: GIBRAN MENDES via BBC News Brasil)

PROPOSTAS DE REFORMA DOS GOVERNOS DILMA E TEMER SOFRERAM OPOSIÇÃO DE SINDICATOS E DO MOVIMENTO TRABAHISTA (FOTO: GIBRAN MENDES VIA BBC NEWS BRASIL)

Em um país como o Brasil, em que os salários médios são baixos e as aposen­ta­do­rias chegam a ser a úni­ca fonte de ren­da men­sal de famílias inteiras, o debate sobre refor­ma da Pre­v­idên­cia é difí­cil e con­tro­ver­so, inclu­sive entre os leg­is­ladores.

Des­ta vez não deve ser difer­ente, já que a pau­ta foi con­sid­er­a­da como pri­or­itária do gov­er­no Bol­sonaro, que deve apre­sen­tar uma pro­pos­ta no iní­cio de fevereiro.

Por meio de 6 fatos, a BBC News Brasil mostra como o sis­tema de aposen­ta­do­rias fun­ciona hoje: como é finan­cia­do, quan­to paga de bene­fí­cios — e a quem — e o taman­ho da dívi­da de quem deixou de recol­her para o INSS.

A Pre­v­idên­cia gas­tou em 2018 cer­ca de R$ 186 bil­hões mais do que arrecadou

O deficit do Regime Ger­al da Pre­v­idên­cia Social (RGPS) entre janeiro e novem­bro de 2018, o dado mais recente divul­ga­do pela Sec­re­taria da Pre­v­idên­cia, chegou a R$ 186,3 bil­hões, o maior da série históri­ca.

O RGPS é um dos três grandes braços do sis­tema prev­i­den­ciário no Brasil. É ele que paga as aposen­ta­do­rias dos tra­bal­hadores urbanos e rurais e bene­fí­cios como auxílio doença e pen­sões por morte.

A Pre­v­idên­cia segue um regime de repar­tição com um caráter “solidário”: a con­tribuição de quem está na ati­va ban­ca os bene­fí­cios de quem está aposen­ta­do e a con­tribuição dos tra­bal­hadores urbanos finan­cia a aposen­ta­do­ria dos tra­bal­hadores rurais, que não pre­cisam recol­her para o INSS.

O RGPS atua em para­le­lo com o Regime Próprio de Pre­v­idên­cia Social (RPPS), volta­do aos fun­cionários públi­cos, e com o sis­tema de aposen­ta­do­rias dos mil­itares, que tam­bém tem regras próprias.

O deficit no atu­al sis­tema prev­i­den­ciário é anti­go, ele nasceu prati­ca­mente com o INSS, insti­tuí­do em 1990. Segun­do o pro­fes­sor da FGV-EBAPE Kaizô Bel­trão, depois de ser super­av­itário por alguns anos, já em 1997 a Pre­v­idên­cia pas­sou a gas­tar mais do que arreca­da — e opera assim até hoje.

O deficit vem se apro­fun­dan­do, entre­tan­to, des­de 2014.

Gráfico 1 (Foto: BBC)

Depois de quase 10 anos na faixa dos R$ 40 bil­hões, ele pas­sou de R$ 56 bil­hões para R$ 85 bil­hões em 2015 e atingiu R$ 182,4 bil­hões em 2017, o pior resul­ta­do da série até então.

O deficit do ano pas­sa­do, que já é o maior no acu­mu­la­do de janeiro a novem­bro, deve super­ar essa mar­ca.

Os recordes neg­a­tivos são resul­ta­do de uma dinâmi­ca des­fa­voráv­el nas duas pon­tas da arit­méti­ca prev­i­den­ciária: de um lado, o aumen­to das despe­sas do RGPS com bene­fí­cios e, de out­ro, a redução da arrecadação prev­i­den­ciária — um reflexo da crise, que diminuiu o número de tra­bal­hadores com carteira assi­na­da e, por con­se­quên­cia, de con­tribuintes.

A prin­ci­pal fonte de recei­ta da Pre­v­idên­cia vem do descon­to men­sal que é feito na fol­ha de paga­men­tos dos tra­bal­hadores com carteira assi­na­da, que varia de 8% a 11%, e da con­tribuição fei­ta pelas empre­sas por cada empre­ga­do — que era de 20% até 2011, foi reduzi­da a até 1% pela medi­da de des­on­er­ação da fol­ha de paga­men­tos insti­tuí­da no gov­er­no Dil­ma Rouss­eff e vem sendo grada­ti­va­mente recon­sti­tuí­da.

Quan­do o que é arrecada­do não é sufi­ciente para ban­car o total de bene­fí­cios, a difer­ença é cober­ta com out­ros recur­sos des­ti­na­dos a finan­ciar a Seguri­dade Social, que englo­ba, além da Pre­v­idên­cia, a Assistên­cia Social e a Saúde.

Entre eles estão a Con­tribuição para o Finan­cia­men­to da Seguri­dade Social (Cofins) e a Con­tribuição Social sobre Lucro Líqui­do (CSLL), que inci­dem sobre o lucro das empre­sas.

Quan­do isso tam­bém não é sufi­ciente, como é o caso atual­mente, o Tesouro usa o din­heiro de out­ros impos­tos para cobrir a neces­si­dade de finan­cia­men­to da Pre­v­idên­cia.

A Pre­v­idên­cia paga men­salmente 35 mil­hões de bene­fí­cios

As aposen­ta­do­rias como um todo respon­dem por 58% dos bene­fí­cios pagos pela Pre­v­idên­cia.

Ou seja, são 20,3 mil­hões de aposen­ta­do­rias pagas todo mês no Brasil, das quais 10,7 mil­hões são aposen­ta­do­rias por idade — para quem se aposen­tou aos 65 (home­ns) ou 60 anos (mul­heres) -, 6,3 mil­hões por tem­po de con­tribuição — quem se aposen­tou depois de con­tribuir por 35 anos (home­ns) e 30 anos (mul­heres) — e 3,3 mil­hões por invalidez.

Os out­ros 42% são pen­sões por morte, bene­fí­cios rela­ciona­dos a aci­dentes de tra­bal­ho e à Lei Orgâni­ca da Assistên­cia Social, como o Bene­fí­cio de Prestação Con­tin­u­a­da (BPC).

Quase 65% dos bene­fí­cios equiv­alem a um salário mín­i­mo

A Con­sti­tu­ição de 1988 esta­b­ele­ceu o salário mín­i­mo como piso dos bene­fí­cios pagos pelo INSS, pela assistên­cia social e para o seguro desem­prego.

Pela regra atu­al, o mín­i­mo deve ser anual­mente cor­rigi­do, levan­do em con­ta o cresci­men­to da econo­mia de dois anos antes e a inflação do ano ante­ri­or.

Foi esse cál­cu­lo que elevou o salário mín­i­mo em 2019 de R$ 954 para R$ 998.

O val­or san­ciona­do pelo pres­i­dente Jair Bol­sonaro é R$ 8 infe­ri­or ao que já havia sido aprova­do pelo Con­gres­so no Orça­men­to envi­a­do pela equipe de Temer, R$ 1.006, que incor­po­ra­va uma esti­ma­ti­va mais ele­va­da para a inflação de 2018.

O salário mínimo, fixado em R$ 998 para 2019, é o piso dos pagamentos da Previdência (Foto: Getty Images via BBC News Brasil)

O SALÁRIO MÍNIMO, FIXADO EM R$ 998 PARA 2019, É O PISO DOS PAGAMENTOS DA PREVIDÊNCIA (FOTO: GETTY IMAGES VIA BBC NEWS BRASIL)

A difer­ença, de acor­do com o gov­er­no, ger­ou uma econo­mia de R$ 2 bil­hões — jus­ta­mente porque o salário mín­i­mo é index­ador de uma série de paga­men­tos feitos pelo poder públi­co, entre eles os bene­fí­cios prev­i­den­ciários. Sem­pre que o salário mín­i­mo sobe, os gas­tos do INSS aumen­tam auto­mati­ca­mente.

Um estu­do do Depar­ta­men­to Inter­sindi­cal de Estatís­ti­ca e Estu­dos Socioe­conômi­cos (Dieese) apon­tou que cada real de acrésci­mo no salário mín­i­mo tem impacto esti­ma­do de cer­ca de R$ 302 mil­hões ao ano sobre a fol­ha de bene­fí­cios da Pre­v­idên­cia Social.

A fór­mu­la atu­al de rea­juste foi insti­tuí­da por lei em 2011 e vale até 2019 — o gov­er­no Bol­sonaro tem até abril para pror­rog­ar o mod­e­lo ou pro­por algo novo.

Os mais ricos se aposen­tam mais cedo e con­cen­tram quase 30% dos gas­tos da Pre­v­idên­cia

Entre os 35 mil­hões de bene­fí­cios pagos pela Pre­v­idên­cia, 6,3 mil­hões são con­ce­di­dos a quem se aposen­tou depois de con­tribuir para o INSS por 35 anos, no caso dos home­ns, e por 30 anos, no caso das mul­heres.

Isso rep­re­sen­ta 17,8% do total de bene­fí­cios.

A idade média de quem se aposen­ta por essa modal­i­dade no Brasil hoje é de 53 anos (mul­heres) e de 55 anos (home­ns).

Out­ros 10,7 mil­hões de pen­sion­istas do INSS, 30,7% do total de ben­efi­ciários, se aposen­taram quase dez anos mais tarde, por idade — ou seja, con­tribuíram por pelo menos 15 anos e der­am entra­da no bene­fí­cio aos 60 anos, no caso das mul­heres, e aos 65 anos, no caso dos home­ns.

Essa difer­ença entre as modal­i­dades de aposen­ta­do­ria é apon­ta­da como uma das raízes para o caráter regres­si­vo — ou seja, que amplia dis­torções soci­ais em vez de cor­ri­gi-las — do sis­tema de aposen­ta­do­rias no Brasil.

Isso porque, em um país em que o nív­el de infor­mal­i­dade é ain­da muito alto, os mais pobres difi­cil­mente con­seguem se man­ter empre­ga­dos com carteira assi­na­da por perío­dos lon­gos — os 35 anos exigi­dos para home­ns e os 30 anos para mul­heres -, afir­ma o econ­o­mista Pedro Fer­nan­do Nery, coau­tor de Refor­ma da Pre­v­idên­cia — Por que o Brasil não pode Esper­ar.

Assim, quem geral­mente tem maior ren­da se aposen­ta mais cedo, enquan­to as class­es mais baixas acabam se aposen­tan­do aos 60 e 65 anos, quan­do con­tribuem por pelo menos 15 anos. Quem não con­segue tem como alter­na­ti­va o BPC, bene­fí­cio assis­ten­cial con­ce­di­do ape­nas a pes­soas em situ­ação de pobreza com mais de 65 anos.

“A refor­ma é para que o patrão deixe de se aposen­tar 10 anos antes do pedreiro e da empre­ga­da domés­ti­ca, como é hoje”, argu­men­ta Nery, que é con­sul­tor leg­isla­ti­vo do Sena­do.

Gráfico 2 (Foto: BBC)

Uma out­ra for­ma de enx­er­gar essa dis­crepân­cia é através do per­fil dos gas­tos da Pre­v­idên­cia.

Dos R$ 64 bil­hões pagos em aposen­ta­do­rias, pen­sões e bene­fí­cios assis­ten­ci­ais em novem­bro de 2018 pelo RGPS, aprox­i­mada­mente R$ 19 bil­hões foram des­ti­na­dos aos con­tribuintes aposen­ta­dos por tem­po de con­tribuição — ou seja, a quem se aposen­tou mais cedo -, o que rep­re­sen­ta 29,7% do total.

A difer­ença tam­bém aparece no val­or médio do bene­fí­cio: R$ 1,5 mil para as aposen­ta­do­rias por idade e pouco mais de R$ 3 mil para os bene­fí­cios por tem­po de con­tribuição.

Até 2018, o teto do INSS — o val­or máx­i­mo das aposen­ta­do­rias -, era de R$ 5.645,80. Esse val­or deve ser rea­jus­ta­do para R$ 5.839,45 em 2019.

A desigual­dade no sis­tema de aposen­ta­do­rias no Brasil é maior ain­da quan­do se com­param os regimes ger­al e próprio. O val­or médio das aposen­ta­do­rias dos servi­dores do Exec­u­ti­vo da União é de cer­ca de R$ 8,5 mil, pago a pouco mais de 402 mil pes­soas. O bene­fí­cio médio dos pen­sion­istas pagos pelo Exec­u­ti­vo, por sua vez, é de R$ 5,2 mil, pago a out­ras 285 mil pes­soas.

No Leg­isla­ti­vo, a aposen­ta­do­ria média é de R$ 26,8 mil, paga a 8,8 mil pes­soas, e no Judi­ciário, de R$ 18 mil, com 22,3 mil ben­efi­ciários, con­forme o Anuário Estatís­ti­co de Pre­v­idên­cia Social.

O deficit do Regime Próprio da União tam­bém é de R$ 43 bil­hões e o dos Esta­dos é quase o dobro, R$ 70 bil­hões, de acor­do com o Relatório Resum­i­do de Exe­cução Orça­men­tária (RREO).

Empre­sas, tra­bal­hadores, Esta­dos e municí­pios devem R$ 488,4 bil­hões à Pre­v­idên­cia

Esse é o mon­tante da dívi­da prev­i­den­ciária inscri­ta na Dívi­da Ati­va da União — ou seja, o val­or total dos débitos de quem deixou de recol­her para o INSS e que serão cobra­dos pela Procu­rado­ria Ger­al da Fazen­da Nacional (PGFN).

O vol­ume de recur­sos é grande o sufi­ciente para pagar duas vezes o déficit atu­al da Pre­v­idên­cia — e, por isso, uma das críti­cas feitas às ten­ta­ti­vas de refor­ma é a de que o gov­er­no pode­ria se con­cen­trar primeiro em cobrar essa dívi­da antes de tornar mais restri­ti­vas as condições para que os brasileiros se aposen­tem.

O prob­le­ma, pon­tua o pro­fes­sor da FGV-EBAPE Kaizô Bel­trão, é que boa parte dessa dívi­da per­tence a empre­sas fal­i­das e, por isso, é difí­cil de ser cobra­da.

A lista dos 100 maiores deve­dores da Pre­v­idên­cia, por exem­p­lo, con­ta com nomes que já foram bas­tante con­heci­dos dos brasileiros, mas que há anos não exis­tem mais, como as com­pan­hias aéreas Varig, Vasp e Trans­brasil, a extin­ta TV Manchete e até a Edi­to­ra Pági­nas Amare­las, respon­sáv­el pela impressão das lis­tas tele­fôni­cas.

Gráfico 3 (Foto: BBC)

“Parte dos deve­dores é tam­bém do próprio Esta­do: estatais, órgãos estad­u­ais e munic­i­pais. Ain­da que se paguem, o total de din­heiro do Esta­do não aumen­ta: vai de um bol­so para o out­ro”, acres­cen­ta Nery.

A parte tida como de alta chance de recu­per­ação da dívi­da, segun­do ele, é de 5% — cer­ca de R$ 24 bil­hões.

“O argu­men­to sobre deve­dores não é tec­ni­ca­mente rig­oroso, mas cap­ta um sen­ti­men­to de que há trata­men­to favore­ci­do para setores da econo­mia — e de fato há”, diz Nery.

O econ­o­mista se ref­ere a bene­fí­cios con­ce­di­dos pelo gov­er­no a empre­sas, como, por exem­p­lo, os suces­sivos pro­gra­mas de refi­nan­cia­men­to de dívi­das trib­utárias e prev­i­den­ciárias, os chama­dos Refis, que em ger­al per­doam parte dos débitos que as com­pan­hias têm com o INSS.

Este, para ele, é um dos prin­ci­pais prob­le­mas da Pre­v­idên­cia pelo lado da recei­ta. “Pre­mi­am-se maus pagadores e cria-se o incen­ti­vo à inadim­plên­cia.”

Ele apon­ta ain­da o prob­le­ma das renún­cias fis­cais, con­ce­di­das a setores como o agronegó­cio e a empre­sas do setor de edu­cação, que não pre­cisam pagar ao INSS. A questão da des­on­er­ação da fol­ha de paga­men­tos ger­ou um debate nesse sen­ti­do quan­do foi ado­ta­do em 2011, já que a redução da alíquo­ta de con­tribuição das empre­sas — ou seja, o que as empre­sas deixaram de pagar à Pre­v­idên­cia — foi com­pen­sa­da com aportes do Tesouro.

“Me pre­ocupo menos com a dívi­da ati­va e mais com quem não está na dívi­da, porque foi per­doa­do ou sim­ples­mente é des­o­bri­ga­do de pagar.”

A pro­porção de aposen­ta­dos no total da pop­u­lação cresce rap­i­da­mente

Gráfico 4 (Foto: BBC )

A pop­u­lação com mais de 65 anos rep­re­sen­ta hoje 14,3% da pop­u­lação eco­nomi­ca­mente ati­va no Brasil, de 15 a 64 anos, de acor­do com o IBGE (Insti­tu­to Brasileiro de Geografia e Estatís­ti­ca).

Isso sig­nifi­ca que, para cada brasileiro com idade para se aposen­tar, exis­tem 7 tra­bal­hadores na ati­va. Dez anos atrás, essa razão era de 8,8 para 1 e, em 2004, o dado mais anti­go da série disponi­bi­liza­da pelo IBGE, de 10 para 1.

A chama­da razão de dependên­cia prev­i­den­ciária é uma medi­da impor­tante para país­es como o Brasil, em que o sis­tema de aposen­ta­do­rias segue um regime de repar­tição, em que quem está na ati­va paga pelos bene­fí­cios dos aposen­ta­dos.

A demografia rep­re­sen­ta um desafio dup­lo para o sis­tema de aposen­ta­do­rias. De um lado, o envel­hec­i­men­to pop­u­la­cional tende a aumen­tar a con­ta de despe­sas da Pre­v­idên­cia, enquan­to a que­da na taxa de fer­til­i­dade, de out­ro lado, tende a reduzir o número de con­tribuintes.

Perca peso de forma rápida e saudável - Turbolipo

Posts Similares