Sistema de reconhecimento facial erra e discrimina executiva famosa na China

Sistema de reconhecimento facial erra e discrimina executiva famosa na China

Sis­temas de recon­hec­i­men­to facial na Chi­na con­seguem cap­turar, em tem­po real, des­de crim­i­nosos e ladrões até pes­soas que atrav­es­sam a rua com o sinal fecha­do. Mas, essa sem­ana, uma câmera trouxe prob­le­mas a uma mul­her de negó­cios famosa por recon­hecê-la atrav­es­san­do um cruza­men­to no momen­to erra­do. O prob­le­ma era ape­nas um: ela nun­ca esteve fisi­ca­mente no local.

O fato acon­te­ceu em Zhei­jiang, no sul de Xan­gai. Dong Mingzhu, pres­i­dente da maior empre­sa de ar condi­ciona­do da Chi­na, apare­ceu em uma tela exibi­da ao públi­co para mostrar exem­p­los de pes­soas que infringiam a lei. Na leg­en­da, dizia que ela havia vio­la­do a lei, além de lis­tar parte de seu número de iden­ti­fi­cação e seu nome (com um erro em seu sobrenome, escrito como “Ju”).

Mas, na ver­dade, a câmera recon­heceu um anún­cio com o ros­to da exec­u­ti­va em um ônibus. A polí­cia local admi­tiu em um comu­ni­ca­do que a iden­ti­fi­cação foi um erro cometi­do pelo sis­tema de recon­hec­i­men­to facial e ale­gou que o prob­le­ma tin­ha sido cor­rigi­do por uma atu­al­iza­ção.

Dong Mingzhu ficou em primeiro lugar na lista da Forbes das 100 mul­heres empresárias mais desta­cadas da Chi­na em 2017 e virou notí­cia por nun­ca ter tira­do um dia de fol­ga em 26 anos. Uma foto da exec­u­ti­va viral­i­zou no Wei­bo, e as pes­soas apon­taram que, ape­sar do lado pos­i­ti­vo do recon­hec­i­men­to facial, o sis­tema pode come­ter erros.

Por que isso impor­ta — A polí­cia de trân­si­to chi­ne­sa está, cada vez mais, con­fian­do em sis­temas de recon­hec­i­men­to facial para cap­turar pes­soas que vio­lam as regras. A tec­nolo­gia já é empre­ga­da em cidades como Pequim, Xan­gai e Shanzhen e cap­turaram dezenas de mil­hares de cidadãos des­de a sua imple­men­tação. Um erro como ess­es exem­pli­fi­ca o quan­to sis­temas de inteligên­cia arti­fi­cial são suscetíveis e enviesa­dos, poden­do come­ter injustiças soci­ais e até mes­mo levar a decisões que com­pro­metam a vida de pes­soas.

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