Estudo confirma possibilidade de vida em Marte

Estudo confirma possibilidade de vida em Marte

Um novo estu­do da agên­cia espa­cial norte-amer­i­cana (Nasa) pub­li­ca­do nes­ta segun­da-feira (22), na revista Nature Geo­science, rev­el­ou que os depósi­tos de salmouras que podem exi­s­tir em Marte devem ter oxigênio sufi­ciente para supor­tar vida.

“A atmos­fera de Marte pode não con­ter muito oxigênio, mas isso não sig­nifi­ca nec­es­sari­a­mente que o plan­e­ta não ten­ha o mate­r­i­al”, diz o tex­to. Segun­do o estu­do real­iza­do por cien­tis­tas do Insti­tu­to de Tec­nolo­gia da Cal­ifór­nia (Cal­tech), “um novo cál­cu­lo de quan­to oxigênio pode­ria ser dis­solvi­do em salmouras mar­cianas mostra que o mun­do empoeira­do pode estar escon­den­do uma abundân­cia de oxigênio sob sua super­fí­cie”.

Até ago­ra, for­mas de vida capazes de res­pi­rar oxigênio em Marte eram con­sid­er­adas impos­síveis porque a atmos­fera do plan­e­ta é muito pobre nesse gás. Com a pesquisa, o cenário muda com­ple­ta­mente porque aumen­ta as chances de que na água mar­ciana exis­tam as condições para hospedar micror­gan­is­mos. A pesquisa rev­ela que a existên­cia desse oxigênio pode garan­tir a sobre­vivên­cia de vida micro­biana e ani­mais mais com­plex­os, como as espon­jas. No entan­to, os cien­tis­tas são cuida­dos e afir­maram que ain­da não há certezas de que real­mente exista tudo isso.

A cien­tista Daniela Bil­li, da Uni­ver­si­dade de Roma, disse que os novos dados mul­ti­pli­cam as pos­síveis for­mas de vida que Marte pode abri­gar, porque “ampli­am a gama de pos­síveis metab­o­lis­mos pre­sentes no plan­e­ta”.

De fato, com o tem­po, as con­cen­trações de oxigênio na água mar­ciana podem sofr­er mutações para abri­gar micror­gan­is­mos com metab­o­lis­mo basea­do em oxigênio.

Os pesquisadores do Cal­tech cal­cu­laram a quan­ti­dade de oxigênio que pode­ria ser dis­solvi­da na água sal­ga­da de Marte “con­sideran­do algu­mas das prin­ci­pais var­iáveis que con­tro­lam o proces­so de absorção de gás, como tem­per­atu­ra, con­cen­tração de soluções sali­nas, natureza dos sais dis­solvi­dos e lat­i­tude”, expli­cou o quími­co Raf­faele Sal­adi­no, da Uni­ver­si­dade de Tus­cia.

Des­ta for­ma, isso indi­ca “a pos­si­bil­i­dade de que uma quan­ti­dade razoáv­el de oxigênio pos­sa se acu­mu­lar em águas sal­gadas, espe­cial­mente nas regiões polares, onde exis­tem as condições ambi­en­tais mais favoráveis”.

Segun­do o espe­cial­ista, o oxigênio pre­sente na água “pode­ria, em princí­pio, realizar for­mas pri­mor­diais da vida” que res­pi­ram oxigênio “mas deve ser extremó­fi­los, ou exi­gir ele­va­do sal e tem­per­at­uras baixas para repro­duzir con­cen­trações”.

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