Como o “material do futuro” pode ajudar pessoas a enxergar de novo

retinas artificiais

Apon­ta­do como “mate­r­i­al do futuro” e con­sid­er­a­do uma apos­ta para a evolução da bate­ria dos smart­phones, o grafeno teve ago­ra mais um poten­cial descober­to pela ciên­cia. Pesquisadores uti­lizaram o mate­r­i­al para cri­ar reti­nas arti­fi­ci­ais – o que pode vir a ser a solução para mil­hões de pes­soas com prob­le­mas de visão.

A reti­na é a parte do olho respon­sáv­el por for­mar as ima­gens e con­vertê-las em impul­sos que podem ser inter­pre­ta­dos pelo cére­bro – em out­ras palavras, é respon­sáv­el pela visão. Uma vez afe­ta­da, pode faz­er a pes­soa perder esse sen­ti­do.

As reti­nas arti­fi­ci­ais foram uma das soluções desen­volvi­das para cor­ri­gir o prob­le­ma. O que temos hoje, porém, não é o ide­al, segun­do uma reportagem pub­li­ca­da pelo Fórum Econômi­co Mundi­al. Por serem rígi­das e planas, resul­tam em ima­gens bor­radas e dis­tor­ci­das, além de poderem causar danos aos olhos.

É nesse pon­to que começa o poten­cial demon­stra­do pelo grafeno. Uma pesquisa apre­sen­ta­da no Amer­i­can Chem­i­cal Soci­ety (ACS) uti­li­zou uma com­bi­nação dele com out­ros mate­ri­ais – entre eles o dis­sulfe­to de molib­dênio – para cri­ar uma reti­na arti­fi­cial mais semel­hante à nat­ur­al. Durante testes em lab­o­ratório e em ani­mais, segun­do a reportagem, a reti­na se mostrou mais com­patív­el em relação ao seu “fun­ciona­men­to” e tam­bém às suas dimen­sões.

“Emb­o­ra esta pesquisa ain­da este­ja em sua infân­cia, é um pon­to de par­ti­da muito estim­u­lante para o uso dess­es mate­ri­ais para restau­rar a visão”, escreve Nan­shu Lu, uma das pesquisado­ras envolvi­das no estu­do.

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