O YouTube é um lugar de vídeos baratos?

O YouTube é um lugar de vídeos baratos

O cofun­dador do Por­ta dos Fun­dos, ter­ceiro canal mais pop­u­lar do YouTube no Brasil, com 14 mil­hões de seguidores, Ian SBF resolveu se aven­tu­rar no mer­ca­do da ani­mação. Em seis meses, o canal Sociedade da Vir­tude atingiu mais de 400 mil inscritos. As ver­sões amer­i­cana e mex­i­cana, lançadas antes, somam 200 mil inscritos.

Ain­da que o públi­co ten­ha aderi­do rap­i­da­mente à pro­pos­ta do canal, Ian afir­ma que o YouTube não é o mel­hor meio para pro­je­tos caros. “A platafor­ma foi fei­ta pra ter uma pes­soa em casa falan­do com uma câmera, não uma pro­dução cara como a que a gente faz”, diz. “Eu duvi­do que alguém nesse mun­do ten­ha a disponi­bil­i­dade e a von­tade e o din­heiro de gas­tar o din­heiro que eu gas­to. Eu ten­ho prob­le­mas, obvi­a­mente”, brin­ca o pro­du­tor.

A pro­dução de um úni­co vídeo, que tem em média 2 a 3 min­u­tos, demo­ra cer­ca de 6 sem­anas. Com uma equipe enx­u­ta, de ape­nas 8 pes­soas fixas, o negó­cio é faz­er o tra­bal­ho ren­der. “Se você pegar uma sem­ana nos­sa, você vai ver provavel­mente 5 vídeos sendo feitos no mes­mo momen­to, só que em eta­pas difer­entes”, diz Ian. As eta­pas incluem desen­ho, ani­mação, tril­ha sono­ra e leg­en­da. O resul­ta­do do tra­bal­ho tem sido pos­i­ti­vo: “a galera aqui no Brasil abraça esse tipo de ini­cia­ti­va”, afir­ma.

Ian sabia que esse não seria um pro­je­to fácil. Por ter exper­iên­cia com o Por­ta dos Fun­dos, foi muito mais fácil ter pé no chão na hora de começar o tra­bal­ho. “O que eu con­heço de YouTube é que não dá pra pen­sar em nada em menos de 2 anos. Só depois dis­so dá para começar a pen­sar em gan­har din­heiro”, afir­ma. Ele ressalta que o momen­to ago­ra é de inve­stir no canal para con­quis­tar uma base forte e diver­si­ficar a ren­da com pro­du­tos. Há um art­book e em breve haverá quadrin­hos impres­sos.

A ven­da e licen­ci­a­men­to de pro­du­tos só é pos­sív­el graças aos desen­hos. O pro­du­tor diz que é mais fácil faz­er uma camise­ta com a estam­pa de um per­son­agem do que de uma pes­soa real. “Acho que a gente tem muito mais chance em licen­ci­a­men­tos do que o Por­ta. Ao mes­mo tem­po, eles têm muito mais chances de vender anún­cios”, afir­ma.

Vender anún­cios e pro­du­tos é a for­ma de gan­har din­heiro com a inter­net, diz Ian. “Públi­co não fal­ta, mas o brasileiro não está muito condi­ciona­do a pagar pelas coisas que vê”, afir­ma Ian. Para ele, vídeos pagos como os da Net­flix e da Ama­zon vão con­sci­en­ti­zar as pes­soas sobre a importân­cia de finan­ciar a pro­dução. “Estou sentin­do que novas coisas estão surgin­do por causa deles. Vamos ver o que acon­tece”.

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