Cinco maneiras de eliminar um hábito ruim, segundo a ciência

Cinco maneiras de eliminar um hábito ruim, segundo a ciência

Pode ser na ali­men­tação, no com­por­ta­men­to ou na roti­na: todo mun­do tem ao menos um hábito ruim que gostaria de elim­i­nar. Mas é difí­cil – e a difi­cul­dade vai além da força de von­tade.

Assim como os hábitos pos­i­tivos, como dec­o­rar e seguir um cam­in­ho de for­ma automáti­ca, os hábitos ruins são for­ma­dos a par­tir de práti­ca e repetição. Para se livrar deles, é pre­ciso seguir esse mes­mo proces­so. É o que expli­cam Elliot Berk­man, dire­tor do Lab­o­ratório de Neu­ro­ciên­cia Social e Afe­ti­va da Uni­ver­si­dade de Ore­gon, e Rus­sell Pol­drack, pro­fes­sor de psi­colo­gia na Uni­ver­si­dade Stan­ford, em entre­vista à revista Time. Os espe­cial­is­tas indicam cin­co estraté­gias que seguem a lóg­i­ca da ciên­cia e podem aju­dar na reed­u­cação.

Dimin­ua seus níveis de estresse

Além de serem reforça­dos pela práti­ca con­tínua, muitos maus hábitos são estim­u­la­dos por fatores fisi­ológi­cos. Alguns exem­p­los são cig­a­r­ro, açú­car e entor­pe­centes quími­cos. Seu con­sumo está lig­a­do à dopam­i­na, um sis­tema de rec­om­pen­sa do cére­bro com influên­cia sobre conexões entre neurônios e nos sis­temas cere­brais respon­sáveis pelas ações.

A reação do cor­po a esse tipo de sub­stân­cia remete à evolução da espé­cie humana, segun­do Pol­drack. Ele expli­ca que nos­so cor­po não está equipa­do para lidar com seus estí­mu­los e que, por isso, nos­so cére­bro pode ficar sobre­car­rega­do. Uma vez estres­sa­dos, ten­demos a faz­er coisas que não queríamos faz­er.

Dormir mais, faz­er exer­cí­cios reg­u­lar­mente e ado­tar téc­ni­cas de relax­am­en­to, como a med­i­tação, estão entra algu­mas das soluções apon­tadas pelo pro­fes­sor para aumen­tar a força de von­tade e a saúde do cére­bro.

Con­heça suas deixas

Segun­do Berk­man, os hábitos envolvem três partes: deixas, roti­na e rec­om­pen­sa. As deixas são car­ac­ter­i­zadas por con­tex­tos que estim­u­lam o hábito, atuan­do como um gatil­ho – como entrar em um bar enquan­to se bus­ca parar de beber. Para driblar esse fator, evi­tar que elas acon­teçam é o mel­hor cam­in­ho. Vale cri­ar novos hábitos. Bus­car por mudanças de maior pro­porção, como tro­car de tra­bal­ho ou de cidade, tam­bém pode aju­dar, já que trazem a opor­tu­nidade de con­stru­ir novos hábitos do zero.

Sub­sti­tua um mau hábito por um bom

Estu­dos mostram que quan­to mais suprim­i­mos um pen­sa­men­to, mais temos a tendên­cia de pen­sar nele. Berk­man usa como exem­p­lo os cig­a­r­ros: se você é um fumante e diz a si mes­mo para não fumar, seu cére­bro ain­da ouve “fumar”. Por isso, uma boa saí­da é cri­ar um novo hábito para sub­sti­tuir o anti­go, em vez de ape­nas reprim­ir. É pos­sív­el tro­car cig­a­r­ros por chi­cletes e álcool por água, por exem­p­lo, mas é pre­ciso ter em mente que pode levar um tem­po para se adap­tar. Segun­do um estu­do pub­li­ca­do em 2010 pelo The Euro­pean Jour­nal of Social Psy­chol­o­gy, um hábito leva em média 66 dias para mudar. O perío­do var­i­ou, con­tu­do, entre 18 e 254 dias.

Ten­ha um moti­vo mel­hor para aban­doná-lo

Emb­o­ra sub­sti­tuir o hábito inde­se­ja­do por um novo pos­sa aju­dar no dia a dia, ele não nec­es­sari­a­mente vai faz­er nos­so cor­po esque­cer facil­mente. O cére­bro reg­is­tra que chi­cletes não são a mes­ma coisa que nicoti­na, e não vão pro­duzir a mes­ma sen­sação facil­mente. Por isso, segun­do Berk­man, é impor­tante man­ter uma moti­vação mais forte para deixar aque­le vício de lado. Vale a pena ter em mente, por exem­p­lo, que deixar de fumar poderá traz­er mais anos de vida ao lon­go da família ou que com­er menos ham­búr­gueres trará mais ener­gia para ativi­dades que você gos­ta.

Defi­na metas mel­hores

Segun­do Pol­drack, mais do que esta­b­ele­cer uma meta de não faz­er algo, é pre­ciso plane­jar como imple­men­tar essa meta na roti­na. Isso inclui plane­jar ações – como, por exem­p­lo, evi­tar pas­sar pela prateleira de cook­ies se você quer parar de com­prá-los. O pro­fes­sor tam­bém expli­ca que pen­sar em como exata­mente você colo­cará algo em práti­ca pode colab­o­rar para desen­volver a men­tal­i­dade de que você pode faz­er isso – o que já é meio cam­in­ho anda­do.

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