Patrimônios da Unesco correm riscos pelo aquecimento global

Patrimônios da Unesco correm riscos pelo aquecimento global

Pelo menos 49 patrimônios tomba­dos pela Unesco (Orga­ni­za­ção das Nações Unidas para a Edu­cação, a Ciên­cia e a Cul­tura) na Itália cor­rem risco de desa­pare­cer até o final do sécu­lo, rev­el­ou nes­ta terça-feira (16) um estu­do pub­li­ca­do na revista “Nature”.

A sim­u­lação, real­iza­da por pesquisadores lid­er­a­dos por Lena Reimann, da Uni­ver­si­dade alemã de Kiel, indi­ca que Veneza, Fer­rara, Raven­na, Cinque Terre, e tam­bém a piaz­za del Duo­mo, em Pisa, o cen­tro históri­co de Nápoles e a cidade bar­ro­ca de Val di Noto são alguns dos locais ital­ianos que podem ser afe­ta­dos pela erosão costeira ou inun­dações dev­i­do ao aumen­to do nív­el do mar.

A equipe criou um ban­co de dados de todos os locais em risco e usou mod­e­los matemáti­cos para pre­v­er como o aumen­to do nív­el do mar os impactaria.

O estu­do avaliou 49 patrimônios no Mediter­râ­neo, destes 37 são sus­cep­tíveis ao risco de inun­dações nos próx­i­mos 100 anos, enquan­to que 42 são ameaça­dos pela erosão. Des­ta for­ma, há alguns sítios arque­ológi­cos que estão ameaça­dos pelos dois even­tos.

A pesquisa ain­da indi­ca que em 2100, em torno da bacia do Mediter­râ­neo o risco de inun­dação pode aumen­tar em 50% e o de erosão em 13%. Com isso, ape­nas dois tesouros Unesco — Med­i­na, na Tunísia e Xan­thos-Letoon, na Turquia — não cor­rem risco de sofr­er com os fenô­menos.

Com base no estu­do, os pesquisadores aler­tam as autori­dades locais para ado­tar urgen­te­mente sis­temas para pro­te­ger os patrimônios da humanidade. Entre as pos­síveis soluções, foram desta­cadas as bar­reiras arti­fi­ci­ais, que não têm impacto sobre a aparên­cia do local, ou bar­reiras nat­u­rais.

Com praças, museus, fontes e caste­los, a Itália abri­ga o maior número de Patrimônios da Humanidade da Unesco no plan­e­ta: no total, são mais de 50 lugares, entre mon­tan­has, igre­jas, par­ques, sítios arque­ológi­cos, vul­cões, edifí­cios, quar­teirões e até cidades inteiras.

De acor­do com a Unesco, o país abri­ga 70% do patrimônio históri­co e artís­ti­co do mun­do inteiro, dis­tribuí­dos em prati­ca­mente todas as regiões.

 

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