Como manter o foco em escritórios abertos e barulhentos

Como manter o foco em escritórios abertos e barulhentos

Defen­di­dos ou con­de­na­dos, os escritórios aber­tos rep­re­sen­tam uma tendên­cia cres­cente em empre­sas de diver­sos setores.
A ideia de con­stru­ir um espaço de maior colab­o­ração entre os fun­cionários e que pos­sa estim­u­lar a cria­tivi­dade está cada vez mais difun­di­da – mas alguns prob­le­mas podem apare­cer com esse novo mod­e­lo.

Uma das prin­ci­pais causas de desen­tendi­men­tos ness­es espaços é o barul­ho exces­si­vo, que pode prej­u­dicar fun­cionários que pre­cisam se con­cen­trar em tare­fas que exigem foco. Espe­cial­is­tas ouvi­dos pela Har­vard Busi­ness Review (HBR) indicam que, para evi­tar que as inter­ações sejam muito per­tur­bado­ras e atra­pal­hem a real­iza­ção do tra­bal­ho, é pre­ciso desen­volver algu­mas “estraté­gias de sobre­vivên­cia”, além de regras bási­cas de con­vivên­cia que devem ser esta­b­ele­ci­das entre a equipe.

Abraçar os aspectos positivos

A auto­ra do HBR Guide to Office Pol­i­tics (“Guia HBR para a Políti­ca de Escritórios”, em tradução livre), Karen Dil­lon, afir­ma que existe um cer­to nív­el de segu­rança psi­cológ­i­ca rela­ciona­da aos escritórios com por­tas. Afi­nal, eles garan­tem um mín­i­mo de pri­vaci­dade para falar ao tele­fone sem que out­ras pes­soas escutem ou aces­sar sites sem que a tela do com­puta­dor este­ja expos­ta o tem­po todo. No entan­to, Karen avalia que é impor­tante “ten­tar abraçar o con­ceito de escritório aber­to, con­cen­tran­do-se nos aspec­tos pos­i­tivos, como o vín­cu­lo, e min­i­mizan­do os neg­a­tivos”. Tente resi­s­tir ao seu impul­so de ser o primeiro a recla­mar do barul­ho.

Alinhar expectativas

A sug­estão do pro­fes­sor da Uni­ver­si­dade Oral Roberts, David Burkus, é sim­ples: em vez de recla­mar, con­verse com a equipe. Dessa for­ma, é pos­sív­el ter um con­hec­i­men­to mais claro sobre a maneira ideial que todos devem tra­bal­har em um escritório aber­to. A recomen­dação é con­ver­sar primeiro com o seu ger­ente, já que é mel­hor que a dis­cussão seja “insti­ga­da pela lid­er­ança”. Essa ini­cia­ti­va aju­da a esta­b­ele­cer obje­tivos e nor­mas cole­ti­vas que via­bi­lizem uma con­vivên­cia saudáv­el.

Investir em fones de ouvido

Por mais que as nor­mas de con­vivên­cia este­jam esta­b­ele­ci­das e claras para todos, é pos­sív­el que, jus­to naque­le dia que você pre­cisa de um silên­cio abso­lu­to para con­seguir se con­cen­trar em uma tare­fa, o escritório este­ja espe­cial­mente tumul­tua­do. Nesse caso, fones de ouvi­do com can­ce­la­men­to de ruí­do serão os seus mel­hores ami­gos. Além de aju­dar na con­cen­tração inten­sa, os fones tam­bém servem como um sinal visu­al para os cole­gas, que enten­derão que você não deve ser inco­moda­do a menos que seja abso­lu­ta­mente necessário.

Mudar de lugar

Segun­do Dil­lon, todo mun­do pre­cisa de um lugar no tra­bal­ho onde seja pos­sív­el “pen­sar, escr­ev­er e debater sem dis­trações”. Por isso, é impor­tante que mes­mo o mais aber­to dos escritórios ten­ha alguns espaços mais dis­cre­tos e pri­v­a­tivos. Aproveite as salas de con­fer­ên­cia vazias, os cubícu­los semi-pri­v­a­tivos e qual­quer out­ro ambi­ente mais iso­la­do. Em empre­sas grandes, Burkus acred­i­ta que é “sem­pre útil mudar para um andar difer­ente do seu pré­dio” – uma vez que se as pes­soas não te con­hecem bem, é menos prováv­el que você se dis­tra­ia.

Deixar o escritório temporariamente

Se nen­hu­ma das dicas ante­ri­ores for sufi­ciente, Burkus recomen­da pedir per­mis­são para tra­bal­har em out­ro lugar. Pode ser um café nas prox­im­i­dades ou uma bib­liote­ca. É impor­tante prestar atenção no tipo de tra­bal­ho que você deve faz­er e anal­is­ar qual local será ade­qua­do para você se sen­tir con­fortáv­el e ser mais pro­du­ti­vo. Isso pode, inclu­sive, aju­dar na hora de pedir a per­mis­são para a chefia. Um exem­p­lo: “Quan­do escre­vo ess­es relatórios, pre­ciso estar foca­do. Pos­so atrav­es­sar a rua para tra­bal­har no café para faz­er esse tra­bal­ho?”. Como é um pedi­do “menor” do que tra­bal­har em casa um dia por sem­ana, é mais difí­cil que seja recu­sa­do.

 

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