Moto Z3 Play tem alto desempenho por baixo custo

A Motoro­la vem mel­ho­ran­do seus celu­lares inter­mediários a tal pon­to que ficou difí­cil dis­tin­gui-los dos pre­mi­um. Isto tem os dois lados: eles ficam tec­ni­ca­mente bem mel­hores a cada ano, mas tam­bém mais caros. Foi assim com o Moto G6 Plus, e ago­ra com o Moto Z3 Play, que chegou com preço sug­eri­do de R$ 2.299.

Tes­ta­mos a ver­são mais sim­ples, com 4 GB de memória RAM e 64 GB de armazena­men­to. Ele tem visu­al bacana, boas especi­fi­cações (emb­o­ra não per­feitas), tela capricha­da e uns truques esper­tos.

Design

Usei um com a bela cor índi­go, um azul pro­fun­do quase pre­to. Como de praxe na lin­ha, ele é bem fino, com só 6,7 mm de pro­fun­di­dade. Mas se você incluir um acessório Moto Snaps, pode ficar um pouco mais “gordinho”. E talvez você pre­cise de um Snap de bate­ria (falo dis­so mais abaixo).

O vidro da tra­seira é ele­gante, mas sen­sív­el a mar­cas de gor­du­ra –a menos que você use uma cap­in­ha. O sen­sor de dig­i­tais foi da frente para a lat­er­al, o que foi um pon­to bem-vin­do. Mas a câmera tra­seira é pro­tu­ber­ante demais e às vezes incli­nará o celu­lar na mesa, derrubando‑o no chão.

O taman­ho dele é um pouco grande para o meu gos­to (15,6 cm de altura, 7,6 cm de largu­ra), por isso segurá-lo com uma mão só foi muito difí­cil. Mas com o taman­hão veio tam­bém uma sen­ho­ra tela, o pon­to forte deste apar­el­ho.

Tela

Com seis pole­gadas, a boa res­olução Full HD+ e ilu­mi­nação Super Amoled, a tela do mod­e­lo faz jus ao “Play” do seu nome, tornando‑o uma feliz escol­ha para quem curte ver vídeos no celu­lar.

Há um recur­so que val­oriza ain­da mais a tela: você pode tro­car os três prin­ci­pais botões de nave­g­ação do Android por um úni­co botão de gestos. E esse botão fica ocul­to, só rea­pare­cen­do quan­do você o puxa para cima com o dedo. Assim, o usuário gan­ha mais uns milímet­ros de tela.

Com ele, o gesto de deslizar com o dedo para a esquer­da é o “Voltar”; para a dire­i­ta, mostra os apps aber­tos; no cen­tro, vol­ta para a tela prin­ci­pal. Usei bas­tante e me pare­ceu fun­cionar muito bem.

Desempenho

O Snap­drag­on 636 com até 1,8 GHz de veloci­dade, mais os 4 GB de RAM, servem prin­ci­pal­mente para dar con­ta de quase todas as tare­fas médias e pesadas, como jogos e gravação de vídeo. Por não traz­er um proces­sador de pon­ta, o celu­lar pode ficar mais lento após o primeiro ano de uso.

Para quem gos­ta de testes de bench­mark, ele obteve no 3D Mark 938 pon­tos; no AnTu­Tu, 110.969; e no Geek­bench 4 1.309 pon­tos (núcleo úni­co) e 4.868 pon­tos (mult­i­nú­cleo). Números mel­hores que os do con­cor­rente XperiaXA2 Ultra, por exem­p­lo.

Câmera

A câmera dupla de 12 MP + 5 MP vai te dar fotos com bom bril­ho (a aber­tu­ra máx­i­ma é boa, de f/1.7) e fidel­i­dade de cores. Mas alguns pon­tos da foto ficam meio escuros, mes­mo lig­an­do o recur­so HDR (que equi­li­bra o con­traste). No escuro, a imagem gran­u­la mais. É um inter­mediário-pre­mi­um com câmera de qual­i­dade idem.

Már­cio Padrão/UOL

Foto com a câmera tra­seira (sem HDR) do Moto Z3 Play

Már­cio Padrão/UOL

Foto com a câmera tra­seira (com HDR) do Moto Z3 Play

Már­cio Padrão/UOL

Foto com a câmera tra­seira (com HDR) do Moto Z3 Play

A câmera é dupla para segu­rar os efeitos de pro­fun­di­dade, como modo retra­to sele­ti­vo (o des­foque pode ser edi­ta­do depois do clique), tro­ca de fun­do e pre­to e bran­co sele­ti­vo. Deu para perce­ber que eles estão mel­hores do que nos Motoro­las do ano pas­sa­do.

Már­cio Padrão/UOL

Foto com a câmera tra­seira (com HDR) do Moto Z3 Play apli­can­do efeito tro­ca de fun­do

Már­cio Padrão/UOL

Foto com a câmera tra­seira (com HDR) do Moto Z3 Play apli­can­do modo retra­to e pre­to e bran­co sele­ti­vo

Már­cio Padrão/UOL

Foto com a câmera frontal do Moto Z3 Play

Out­ros recur­sos da câmera são fil­tros esti­lo Snapchat, aces­so ao Google Lens para recon­hecer obje­tos, um scan­ner de tex­to (que não fun­cio­nou em quase todas as ten­ta­ti­vas) e o diver­tido “Cin­ema­graph”, um tipo de GIF que você edi­ta a parte do enquadra­men­to que vai se mex­er.

GIF feito no Cinemagraph do Moto Z3 Play - acredite, as pessoas atrás estavam se mexendo

GIF feito no Cin­ema­graph do Moto Z3 Play — acred­ite, as pes­soas atrás estavam se mex­en­do

Imagem: Már­cio Padrão/UOL

Bateria

Pon­to forte nas ger­ações ante­ri­ores do Moto Z, a bate­ria infe­liz­mente fraque­jou. O primeiro Z Play alcança­va dois dias de uso com facil­i­dade e podia sobrar um pouco. O Z2 Play chega­va com esforço aos mes­mos dois dias.

Com só 3.000 mAh, o Z3 Play te dá um dia e meio sob uso leve (com muito tem­po de stand­by), ou cer­ca de um dia e duas horas no mod­er­a­do (inter­net, músi­ca e redes soci­ais em 20% do tem­po fora da toma­da). É ok, mel­hor que out­ros celu­lares médios ou de pon­ta, mas con­sid­er­a­do o seu pas­sa­do, hou­ve sim essa per­da.

Ele vem com car­regador rápi­do, mas talvez o usuário pre­cise inve­stir em um Snap de bate­ria extra (atual­mente, por R$ 449), que sac­ri­fi­ca a “finu­ra” do mod­e­lo. Ou com­prar um car­regador de out­ra mar­ca, mais bara­to.

Que mais?

O Android 8.1 da Motoro­la ain­da é bem limpo e flui bem. De extra, só o app Moto, que geren­cia fun­cional­i­dades extras da mar­ca.

Os clás­si­cos gestos de abrir câmera (girar duas vezes o celu­lar) e lanter­na (sacud­ir duas vezes) tam­bém estão lá.

Traz ain­da um assis­tente Moto Voz, que achei bem ruim: não enten­dia min­ha voz nem executou os coman­dos pedi­dos.

Há o recon­hec­i­men­to facial nati­vo do Android 8 que fun­ciona bem. É que nem no iPhone X: um cadead­in­ho mostra que a tela está sem sen­ha, bas­tan­do deslizar com o dedo depois. Testei algu­mas vezes com uma foto grande do meu ros­to e feliz­mente a tela não des­blo­queou desse jeito.

O fone de ouvi­do é só ok: quase sem graves, como a maio­r­ia dos fones para celu­lar. A notí­cia ruim: não tem a entra­da de 3,5 mm para fone. Na caixa vem um adap­ta­dor para plu­gar via entra­da USB 3.0. E o áudio do alto-falante tam­bém é só ok, emb­o­ra estoure com vol­ume alto.

Vale a pena?

No con­jun­to o Z3 Play é óti­mo. Com preço sug­eri­do de R$ 2.299 e já cus­tan­do cer­ca de R$ 2.000 à vista, encara rivais como o Sam­sung Galaxy A8+ ou ao Sony Xpe­ria XA2 Ultra –todos inter­mediário-pre­mi­um com telonas e quase empata­dos em preço, com difer­ença de R$ 100 a R$ 200 entre eles, depen­den­do da loja.

O Galaxy A8+ gan­ha um pouco na câmera e o Xpe­ria XA2 Ultra, na bate­ria, enquan­to o forte do Z3 Play é a tela (emb­o­ra seja um empate téc­ni­co tam­bém com a do A8+).

Há uma ver­são no mer­ca­do do Z3 Play com 128 GB e 6 GB de RAM, com preço sug­eri­do de R$ 2.699. Mas na faixa de preço do mod­e­lo de 64 GB/4 GB, vale pagar um pouco mais mais por um top de lin­ha da ger­ação ante­ri­or, como o Moto Z2 Force (R$ 2.400), LG G6 (R$ 2.100) e o Galaxy S8 (R$ 2.640).

Ficha técnica: Motorola Moto Z3 Play

Tela: 6 pole­gadas Full HD+ (1.080 x 2.160 pix­els)
Sis­tema opera­cional: Android 8.1
Proces­sador: Snap­drag­on 636 (1,8 GHz)
Memória: 64 GB de armazena­men­to e 4 GB de RAM; ou 128 GB de armazena­men­to e 6 GB de RMA
Câmeras: 12 MP e 5 MP (prin­ci­pal) e 8 MP (frontal)
Dimen­sões e peso: 156,5 x 76,5 x 6,7 mm; e 155 g
Bate­ria: 3.000 mAh
Pon­tos pos­i­tivos: Boni­to design, tela poderosa e grande, e um diver­tido modo de GIFs
Pon­tos neg­a­tivos: grande e escor­re­ga fácil; bate­ria deixou de ser o destaque; cus­to-bene­fí­cio piorou
Preço: R$ 2.299 (com 64 GB/4 GB) e R$ 2.699 (128 GB/6 GB)

 

Fonte: UOL

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