Machine Learning — Aprendizado de Máquina (parte 01)

Em 2006, o cien­tista da com­putação Geof­frey Hin­ton pub­li­cou um paper mostran­do como pro­gra­mar uma rede neur­al para recon­hecer car­ac­teres man­u­scritos com pre­cisão de
(> 98%). Para essa téc­ni­ca ele chamou de “Deep learn­ing”, tal feito até então era impos­sív­el para época. O arti­go logo des­per­tou o inter­esse da comu­nidade cien­tí­fi­ca geran­do em pouco tem­po muitos out­ros tra­bal­hos que demon­straram que através do Deep Learn­ing não era ape­nas pos­sív­el, mas capaz de realizar muitos out­ros tra­bal­hos sur­preen­dentes.
Atual­mente o Machine Learn­ing está pre­sente em vários setores: nos resul­ta­dos de pesquisas na web, no recon­hec­i­men­to de voz, em car­ros autônomos, em jogos GO, entre out­ros…

O que é Machine Learn­ing?

Machine Learn­ing é um méto­do de análise de dados que autom­a­ti­za a con­strução de mod­e­los analíti­cos. É um ramo da inteligên­cia arti­fi­cial basea­do na ideia de que sis­temas podem apren­der com dados, iden­ti­ficar padrões e tomar decisões com o mín­i­mo de inter­venção humana.

Graças às novas tec­nolo­gias com­puta­cionais, o machine learn­ing de hoje não é como o machine learn­ing do pas­sa­do. Ele nasceu do recon­hec­i­men­to de padrões e da teo­ria de que com­puta­dores podem apren­der sem serem pro­gra­ma­dos para realizar tare­fas especí­fi­cas; pesquisadores inter­es­sa­dos em inteligên­cia arti­fi­cial que­ri­am saber se as máquinas pode­ri­am apren­der com dados. O aspec­to iter­a­ti­vo do apren­diza­do de máquina é impor­tante porque, quan­do os mod­e­los são expos­tos a novos dados, eles são capazes de se adap­tar inde­pen­den­te­mente. Eles apren­dem com com­putações ante­ri­ores para pro­duzir decisões e resul­ta­dos con­fiáveis, passíveis de repetição. Isso não é uma ciên­cia nova – mas uma ciên­cia que está gan­han­do um novo impul­so.

Emb­o­ra diver­sos algo­rit­mos de machine learn­ing exis­tam há muito tem­po, a capaci­dade de aplicar cál­cu­los matemáti­cos com­plex­os ao big data auto­mati­ca­mente – de novo e de novo, mais rápi­do e mais rápi­do – é um desen­volvi­men­to recente. Eis alguns exem­p­los bem con­heci­dos de apli­cações de machine learn­ing, dos quais você já deve ter ouvi­do falar:

  • Os car­ros autônomos super esper­a­dos do Google? A essên­cia do machine learn­ing;
  • Ofer­tas recomen­dadas como as da Ama­zon e da Net­flix? Apli­cações de machine learn­ing para o dia-a-dia;
  • Saber o que seus clientes estão falan­do de você no Twit­ter? Machine learn­ing com­bi­na­do com cri­ação de regras lin­guís­ti­cas;
  • Detecção de fraudes? Um dos usos mais óbvios e impor­tantes de machine learn­ing no mun­do de hoje.

Diferença entre machine learning e deep learning

Tan­to o machine learn­ing quan­to o deep learn­ing são for­mas de uso inteligên­cia arti­fi­cial. Mas existe difer­ença entre eles porque o deep learn­ing (que sig­nifi­ca apren­diza­do pro­fun­do) tem car­ac­terís­ti­cas mais pare­ci­das com a capaci­dade de apren­diza­do do ser humano.

O deep learn­ing tam­bém usa a pre­visão de resul­ta­dos a par­tir de dados já esta­b­ele­ci­dos. A difer­ença é que isso acon­tece com mais pre­cisão, mais pare­ci­do com o que acon­tece no cére­bro de uma pes­soa porque o com­puta­dor con­segue adap­tar a infor­mação com mais flex­i­bil­i­dade.

Isso acon­tece porque no deep learn­ing é cri­a­da uma rede neur­al arti­fi­cial, que que o fun­ciona­men­to pare­ci­do com a rede de neurônios do cére­bro humano.

É essa rede que faz com que o fun­ciona­men­to da máquina ten­ha muitas semel­hanças com o fun­ciona­men­to do cére­bro e con­si­ga de apren­der e inter­pre­tar infor­mações.

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