O livro impresso agoniza, Livraria Saraiva fecha 20 lojas

O livro impresso agoniza, Livraria Saraiva fecha 20 lojas

Depois de a Livraria Cul­tura entrar com pedi­do de recu­per­ação judi­cial, ago­ra foi a vez da Livraria Sarai­va tomar uma medi­da mais drás­ti­ca. Nes­ta segun­da-feira, 29, ela está fechan­do 20 lojas espal­hadas pelo Brasil. A empre­sa não con­fir­ma a relação das livrarias fechadas, mas segun­do fontes do mer­ca­do, estão entre elas as lojas de Lon­d­ri­na, San­tos (Aveni­da Ana Cos­ta), Camp­inas (Gale­ria Shop­ping), Alphav­ille, Tam­boré, Gran­ja Viana, Mogi das Cruzes e dos shop­pings Anália Fran­co, West Plaza e Plaza Sul.

Em comu­ni­ca­do, a Sarai­va disse que vem toma­do “medi­das voltadas à evolução da oper­ação e perenidade do negó­cio”. Isso inclui o fechamen­to das 20 lojas e o for­t­alec­i­men­to do seu e‑commerce, que hoje rep­re­sen­ta, segun­do a empre­sa, 38,4% do negó­cio. A rede tem, no momen­to, 84 livrarias.

A Sarai­va e a Cul­tura são pro­tag­o­nistas (e tam­bém respon­sáveis) por uma das piores crises do mer­ca­do edi­to­r­i­al brasileiro. Nos últi­mos meses, não estão con­seguin­do liq­uidar o paga­men­to para seus fornece­dores — agra­van­do ain­da mais a situ­ação das edi­toras. Ao mes­mo tem­po, livrarias como a Mar­tins Fontes e as redes Leitu­ra, Livrarias Curiti­ba, Trav­es­sa e Vila, mais con­ser­vado­ras em sua gestão, está con­seguin­do pas­sar um pouco mais tran­quil­a­mente pela atu­al crise.

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