Fracos resultados da Amazon e Alphabet geram preocupações com crescimento

Fracos resultados da Amazon e Alphabet geram preocupações com crescimento

As ações da Amazon.com tiver­am a maior que­da em qua­tro anos nes­ta sex­ta-feira, depois que suas per­spec­ti­vas para as ven­das no perío­do de fes­tas do fim do ano não atin­gi­ram as metas, geran­do pre­ocu­pações de que os querid­in­hos de tec­nolo­gia de Wall Street este­jam final­mente começan­do a enfrentar uma con­cor­rên­cia mais forte.

Este foi o segun­do trimestre con­sec­u­ti­vo em que a empre­sa do bil­ionário Jeff Bezos não con­seguiu atin­gir as metas de ven­das e, em con­jun­to com a decepção semel­hante ger­a­da pela pro­pri­etária do Google, a Alpha­bet, cha­coal­haram os mer­ca­dos acionários.

Não hou­ve rebaix­a­m­en­to nas clas­si­fi­cações dos anal­is­tas de Wall Street, que quase uni­ver­salmente apoiaram as per­spec­ti­vas de lon­go pra­zo das empre­sas, mas vários dis­ser­am que há sinais de que ambas as empre­sa estão começan­do a enfrentar uma con­cor­rên­cia mais acir­ra­da das demais empre­sas de tec­nolo­gia e por parte das vare­jis­tas que foram ameaçadas pela Ama­zon nos últi­mos anos.

Ago­ra, a empre­sa que devorou ​​vare­jis­tas tradi­cionais como Bor­ders, Sears e Toys’R’Us, enfrenta desafios maiores de multi­na­cionais que estão investin­do pesa­do para com­pe­tir, disse Thomas Forte, anal­ista da D.A. Davidson&Co.

Google, Microsoft e Wal­mart… são mais difí­ceis de matar”, disse ele.

A recei­ta dos negó­cios inter­na­cionais da Ama­zon, que rep­re­sen­ta 27,5% das ven­das totais, esteve no cen­tro da que­da nos resul­ta­dos, com o cresci­men­to cain­do pela metade em relação ao trimestre ante­ri­or, para 13,4%.

“Não vemos qual­quer prob­le­ma estru­tur­al real com a Ama­zon, mas quase todas as lin­has do negó­cio estão desaceleran­do um pouco, e nor­mal­mente vemos out­ra desacel­er­ação no vare­jo no quar­to trimestre, e esta­mos lutan­do para iden­ti­ficar um catal­isador”, disse Ross San­dler, anal­ista do Bar­clays.

A Ama­zon espera que as ven­das no quar­to trimestre sub­am entre 10 a 20%, para US$ 72,5 bil­hões, enquan­to anal­is­tas esper­avam um val­or máx­i­mo de US$ 73,9 bil­hões, de acor­do com dados da Refini­tiv. Sua pre­visão de lucro opera­cional entre US$ 2,1 bil­hões e US$ 3,6 bil­hões tam­bém ficou abaixo das esti­ma­ti­vas.

Diver­sos anal­is­tas con­sid­er­aram as esti­ma­ti­vas da empre­sa con­ser­vado­ras e dis­ser­am que qual­quer que­da no lucro parece alta­mente improváv­el.

“No ger­al, a tra­jetória de cresci­men­to da Ama­zon per­manece sól­i­da, incluin­do pub­li­ci­dade, super­me­r­ca­do, far­má­cia e vare­jo espe­cial­iza­do, bem como a Ama­zon Busi­ness e a Ama­zon Web Ser­vices”, dis­ser­am anal­is­tas da Telsey Advi­so­ry Group.

Às 15:06 (horário de Brasília), as ações a Ama­zon recuavam 6,8%, depois de caírem 10% na mín­i­ma da sessão, enquan­to os papéis da Alpha­bet per­diam 1,27%, ten­do recua­do 5,56% no pior momen­to da sessão.

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