9 sinais biológicos de que você está envelhecendo

9 sinais biológicos de que você está envelhecendo

“Não con­heço ninguém que mel­hore com a vel­hice do pon­to de vista biológi­co.” Ain­da que a frase do médi­co Manuel Ser­ra­no, do Cen­tro Nacional de Pesquisas Oncológ­i­cas da Espan­ha, seja desan­i­mado­ra, tam­bém deve ser encar­a­da como um pon­to de par­ti­da para lidar com os efeitos do pas­sar dos anos.

Ser­ra­no é coau­tor do estu­do Os sinais do envel­hec­i­men­to, no qual são enu­mer­a­dos os prin­ci­pais proces­sos que ocor­rem no organ­is­mo de mamífer­os, inclu­sive o de seres humanos, quan­do envel­he­ce­mos.

“São fatores inevitáveis”, diz Ser­ra­no. “Podem ser mais ou menos pre­pon­der­antes em uma pes­soa por seu esti­lo de vida ou genéti­ca, mas ocor­rem sem­pre em maior ou menor medi­da.”

Con­fi­ra os 9 pon­tos desta­ca­dos pelo espe­cial­ista:

1. Danos se acumulam em nosso DNA

O DNA é como um códi­go que é trans­mi­ti­do entre as célu­las. Com a idade, vão aumen­tan­do os pos­síveis erros que podem ocor­rer quan­do essa infor­mação é pas­sa­da adi­ante — e ess­es erros se acu­mu­lam em nos­sas célu­las.

O fenô­meno é con­heci­do como “insta­bil­i­dade genômi­ca” e é espe­cial­mente rel­e­vante quan­do o dano no DNA afe­ta as funções das célu­las-tron­co, o que põe em risco seu papel de ren­o­var teci­dos.

2. Os cromossomos se desgastam

As cadeias de DNA têm em seus extremos uma capa pro­te­to­ra chama­da telômero. Quan­do envel­he­ce­mos, os telômeros vão se des­ga­s­tan­do, o que deixa os cro­mos­so­mos sem pro­teção.

Isso faz com que eles não se repliquem cor­re­ta­mente, o que é prob­lemáti­co. Pesquisas asso­ci­am a dete­ri­o­ração dos telômeros ao desen­volvi­men­to de doenças como fribrose pul­monar e ane­mia aplás­ti­ca, o que faz com que difer­entes teci­dos per­cam sua capaci­dade de regen­er­ação.

3. A expressão dos genes se altera

Nos­so cor­po desen­volve proces­sos epi­genéti­cos, que ditam a for­ma como o DNA se expres­sa, um proces­so que indi­ca a cada célu­la como ela deve se com­por­tar, ou seja, ser uma célu­la de pele ou do cére­bro, por exem­p­lo.

Os anos e hábitos podem alter­ar a for­ma como se dão essas instruções epi­genéti­cas, o qual pode faz­er com que as célu­las se com­portem de for­ma dis­tin­ta da que dev­e­ri­am.

4. Perdemos a capacidade de renovar as células

Nos­so organ­is­mo tem a capaci­dade de pre­venir a acu­mu­lação de com­po­nentes “danosos” e garan­tir a ren­o­vação con­tínua de nos­sas célu­las.

No entan­to, essa capaci­dade diminui com os anos. Assim, as célu­las vão acu­mu­lan­do pro­teí­nas inúteis ou tóx­i­cas que, em alguns casos, estão rela­cionadas com enfer­mi­dades como Alzheimer, Parkin­son e catara­ta.

5. O metabolismo das células se descontrola

O pas­sar do tem­po faz com que as célu­las per­cam sua capaci­dade de proces­sar sub­stân­cias como gor­duras e açú­cares.

Assim, podem sur­gir doenças como a dia­betes, porque a pes­soa não con­segue metab­o­lizar de maneira ade­qua­da os nutri­entes que chegam às célu­las.

6. As mitocôndrias ficam menos eficientes

As mitocôn­drias fornecem ener­gia às célu­las, mas, com os anos, per­dem sua eficá­cia. Quan­do as mitocôn­drias não fun­cionam bem, podem causar danos ao DNA.

Alguns estu­dos sug­erem que reparar as funções das mitocôn­drias pode­ria aumen­tar a expec­ta­ti­va de vida dos mamífer­os.

7. As células se tornam ‘zumbis’

Quan­do uma célu­la acu­mu­la muitos danos, isso inter­rompe seus cic­los, o que evi­ta a pro­dução de out­ras célu­las defeitu­osas.

Mas, ao mes­mo tem­po, isso acel­era seu próprio envel­hec­i­men­to, o que, por sua vez, pode causar out­ros danos rela­ciona­dos a nív­el celu­lar com o pas­sar dos anos.

8. As células-tronco vão parando de trabalhar

A redução do poten­cial regen­er­a­ti­vo dos teci­dos é uma das car­ac­terís­ti­cas mais evi­dentes do envel­hec­i­men­to.

As célu­las-tron­co se esgo­tam com o tem­po e deix­am de cumprir esta função.

Estu­dos recentes sug­erem que reju­ve­nescer as célu­las-tron­co pode­ria revert­er a for­ma como o envel­hec­i­men­to se man­i­fes­ta no organ­is­mo.

9. As células deixam de se comunicar

As célu­las estão em con­stante comu­ni­cação entre si, mas, con­forme envel­he­ce­mos, essa capaci­dade vai dimin­uin­do, o que aumen­ta as infla­mações — isso, por sua vez, impede que out­ras célu­las se comu­niquem, crian­do um ciclo.

A fal­ta de comu­ni­cação tam­bém faz com que sejam reduzi­dos os aler­tas sobre a pre­sença de agentes patogêni­cos e célu­las can­cerosas.

Ain­da que Ser­ra­no aponte que a juven­tude eter­na é uma meta “dis­tante”, esse tipo de pesquisa pode servir para “atrasar a dete­ri­o­ração gen­er­al­iza­da dos teci­dos e órgãos, com o obje­ti­vo de atrasar o surg­i­men­to de doenças asso­ci­adas” ao proces­so de envel­hec­i­men­to.

Além dis­so, ain­da que ess­es efeitos sejam inevitáveis, Ser­ra­no desta­ca que “podem ser reduzi­dos com esti­los de vida saudáveis”.

“Hoje em dia, a vida das pes­soas mais vel­has é muito mel­hor e mais saudáv­el do que há décadas. Podemos des­fru­tar da vida ain­da que ten­hamos uma idade avança­da.”

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