Brasil cai três posições no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial

DAVOS/SWITZERLAND, 26JAN08 - Anders Fogh Rasmussen (FLTR), Prime Minister of Denmark, Ali Babacan, Minister of Foreign Affairs and Chief Negotiator of Turkey; Young Global Leader, Jan Peter Balkenende, Prime Minister of the Netherlands, Hans-Gert Poettering, President of the European Parliament, Brussels, Christine Lagarde, Minister of Economy, Finance and Employment of France and Josef Ackermann, Chairman of the Management Board and the Group Executive Committee, Deutsche Bank, Germany; Co-Chairman of the Foundation Board of the World Economic Forum captured during the session 'Europe's Purpose' at the Annual Meeting 2008 of the World Economic Forum in Davos, Switzerland, January 26, 2008. Copyright by World Economic Forum swiss-image.ch/Photo by Remy Steinegger +++No resale, no archive+++

Brasil cai três posições no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial

O Brasil caiu três posições no rank­ing que avalia a com­pet­i­tivi­dade de 140 país­es, divul­ga­do nes­ta terça-feira (16/10) pelo Fórum Econômi­co Mundi­al em parce­ria com a Fun­dação Dom Cabral. Déci­mo maior mer­ca­do entre os avali­a­dos, o Brasil se desta­cou pela solidez de seu sis­tema finan­ceiro. Em capaci­dade ino­vado­ra, emb­o­ra não se com­pare às nações mais dinâmi­cas do mun­do, o país fica na metade supe­ri­or do rank­ing, em 40º lugar. Mas se colo­cou muito atrás em ter­mos de dinamis­mo empre­sar­i­al e ambi­ente macro­econômi­co. Em uma escala de 0 a 100 pon­tos, o Brasil fez 59,5. Isso depois de avançar um pouco em 2017 e já ter pio­ra­do bas­tante em 2016.

Pela nova metodolo­gia ado­ta­da este ano (detal­h­es mais abaixo), os Esta­dos Unidos são o país mais com­pet­i­ti­vo do mun­do, com 85,6 pon­tos, desta­can­do-se prin­ci­pal­mente em dinamis­mo empre­sar­i­al, sis­tema finan­ceiro e mer­ca­do de tra­bal­ho. Em segui­da vêm Cin­ga­pu­ra (83,5 pon­tos), Ale­man­ha (82,8), Suíça (82,6), Japão (82,5), Holan­da (82,4), Hong Kong (82,3), Reino Unido (82), Sué­cia (81,7) e Dina­mar­ca (80,6).

Em dinamis­mo no ambi­ente de negó­cios, o país ficou em 108º lugar, prin­ci­pal­mente pela difi­cul­dade em abrir um negó­cio (é 137º nesse aspec­to). Tam­bém pesaram con­tra o ambi­ente macro­econômi­co — neste ano, o país ocu­pa a 122ª posição — e o mer­ca­do de tra­bal­ho.

Segun­do análise orga­ni­za­da pelo pro­fes­sor Car­los Arru­da, da Fun­dação Dom Cabral, as refor­mas tra­bal­his­tas, até o momen­to, provo­caram o impacto opos­to do dese­ja­do: o país sai do 99º lugar (52,8 pon­tos) para ocu­par o 114º lugar (51 pon­tos) em 2018. Tam­bém apare­ce­mos mal em mobil­i­dade inter­na dos tra­bal­hadores (138º lugar), impos­tos tra­bal­his­tas (137º lugar), flex­i­bil­i­dade do salário (124º lugar) e facil­i­dade para con­tratar estrangeiros (122º lugar).

Os indi­cadores brasileiros acom­pan­ham a média lati­no-amer­i­cana (baixa em relação ao mun­do) em quase todos os pilares. No que se ref­ere aos desafios do país de cri­ar um ambi­ente favoráv­el à com­pet­i­tivi­dade, qua­tro pilares são con­sid­er­a­dos: insti­tu­ições, infraestru­tu­ra, adoção de tec­nolo­gias de infor­mação e comu­ni­cação e esta­bil­i­dade macro­econômi­ca.

De for­ma ger­al, a análise do fórum mostra que a “econo­mia glob­al não está prepara­da para a 4ª rev­olução indus­tri­al”. Das 140 econo­mias avali­adas, 103 pon­tu­aram menos da metade pos­sív­el no critério capaci­dade de ino­var — o que mostra, segun­do o WEF, que ino­vação ain­da é um empecil­ho para a mel­ho­ria da com­pet­i­tivi­dade.

Neste ano, o rank­ing traz uma nova metodolo­gia — 60% dos indi­cadores avali­a­dos são novos. O índice de com­pet­i­tivi­dade é for­ma­do por 98 var­iáveis agru­padas em 12 pilares, 22 subfa­tores e em 4 fatores de com­pet­i­tivi­dade (ambi­ente insti­tu­cional, cap­i­tal humano, mer­ca­dos e ecos­sis­tema de ino­vação). Segun­do o WEF, gan­haram maior peso na avali­ação deste ano negó­cios dis­rup­tivos que estão impul­sio­n­an­do a com­pet­i­tivi­dade, a diver­si­dade na força de tra­bal­ho e o esta­b­elec­i­men­to de um gov­er­no dig­i­tal.

 

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