Amoêdo: Bolsonaro ‘nunca contribuiu para nada’!

O can­dida­to do par­tido Novo a pres­i­dente, João Amoê­do, afir­mou nes­ta quar­ta (3) que a inco­erên­cia entre o dis­cur­so do líder da cor­ri­da pres­i­den­cial, Jair Bol­sonaro (PSL), e sua atu­ação como dep­uta­do fed­er­al põe em dúvi­da suas promes­sas de ren­o­vação da políti­ca.

“Ele nun­ca con­tribuiu para nada em duas décadas de ativi­dade par­la­men­tar”, afir­mou. “É difí­cil imag­i­nar que algu­ma mudança ven­ha daí, e por isso sou muito céti­co sobre seu dis­cur­so.”

Ex-ban­queiro que entrou na cor­ri­da pres­i­den­cial para dar impul­so ao par­tido que fun­dou e sua platafor­ma lib­er­al, Amoê­do aparece nas pesquisas com 3% das intenções de voto e tem sido pres­sion­a­do por seguidores a aderir à onda con­ser­vado­ra que lev­ou Bol­sonaro à lid­er­ança.

→ Poderosa fibra emagrecedora garante queima de gordura em tempo recorde

O can­dida­to do Novo ao gov­er­no de Minas Gerais, Romeu Zema, chegou a pedir votos para Bol­sonaro, e não só para Amoê­do, no fim de um debate na noite de terça (2). O par­tido repreen­deu o can­dida­to pub­li­ca­mente, lem­bran­do o com­pro­mis­so que seus fil­i­a­dos têm com a dis­ci­plina par­tidária.

Amoê­do, que não quis opinar sobre Zema, disse acred­i­tar que difi­cil­mente a eleição pres­i­den­cial será liq­uida­da no primeiro turno e afir­mou que os rumos do Novo no segun­do turno serão definidos pelo diretório nacional após avali­ação das pro­postas dos can­didatos que dis­putarem a roda­da deci­si­va.

Emb­o­ra não faça parte do diretório, Amoê­do afir­mou que dev­erá par­tic­i­par das dis­cussões. De acor­do com o estatu­to do Novo, can­didatos e deten­tores de manda­to ele­ti­vo não podem ocu­par car­gos na buro­c­ra­cia par­tidária.

“Uma definição no primeiro turno tiraria do eleitor a chance de faz­er uma escol­ha con­sciente e debater mel­hor as pro­postas dos can­didatos”, afir­mou Amoê­do. “No segun­do turno, espero que o par­tido dis­cu­ta ideias e princí­pios antes de decidir o que faz­er.”

O can­dida­to do Novo descar­tou a pos­si­bil­i­dade de apoio a Fer­nan­do Had­dad (PT), o segun­do colo­ca­do nas pesquisas, num even­tu­al segun­do turno. “O PT não recon­hece seus erros e não merece crédi­to”, afir­mou. “Há inco­erên­cia no fato de ele ain­da ser vis­to por tan­tos eleitores como uma per­spec­ti­va.”

Fun­da­do em 2011, o par­tido Novo só teve o reg­istro aprova­do pelo Tri­bunal Supe­ri­or Eleitoral em 2015. Elegeu qua­tro vereadores nas eleições de 2016 e par­tic­i­pa pela primeira vez de uma dis­pu­ta nacional, com cin­co can­didatos a gov­er­nador e cen­te­nas de can­didatos à Câmara dos Dep­uta­dos e às Assem­bleias Leg­isla­ti­vas.

Em 2014, quan­do a sigla ain­da esta­va se con­sti­tuin­do, o Novo declar­ou for­mal­mente apoio a Aécio Neves (PSDB) no segun­do turno, con­tra Dil­ma Rouss­eff (PT).

Em 2016, o par­tido man­teve neu­tral­i­dade no Rio, em Belo Hor­i­zonte, Por­to Ale­gre e out­ras cidades onde hou­ve segun­do turno na eleição para prefeito.

Posts Similares