Com Carlos Wizard no comando a rede KFC quer atingir 500 lojas no Brasil

SAO PAULO ECONOMIA NEGOCIOS 10/08/2018 Loja da KFC no Shopping Eldorado, em São Paulo FOTO KFC

Com Carlos Wizard no comando a rede KFC quer atingir 500 lojas no Brasil

Depois de várias ten­ta­ti­vas de crescer no Brasil, a rede de fran­go frito KFC pre­tende final­mente se tornar rel­e­vante no cenário brasileiro de fast-food. Des­de jun­ho sob gestão da Sforza, hold­ing de inves­ti­men­tos da família do empresário Car­los Wiz­ard Mar­tins, a amer­i­cana pre­tende botar o pé no acel­er­ador nos próx­i­mos anos. Até o fim do ano, serão quase 30 novas lojas – para um total de 75. A par­tir de 2019, a ordem é inau­gu­rar pelo menos 50 unidades por ano. Para 2027, a meta é que sejam 500 restau­rantes espal­ha­dos pelo Brasil.

A KFC faz parte do port­fólio da amer­i­cana Yum!, tam­bém dona da Piz­za Hut – as duas mar­cas ago­ra têm a empre­sa do fun­dador da rede de esco­las Wiz­ard como fran­quea­do mas­ter por aqui. No caso da KFC, a Sforza terá a mis­são de sacud­ir de vez a poeira dos fra­cas­sos da rede no Brasil. A com­pan­hia naufragou por aqui nos anos 1970 e 1990. A atu­al “encar­nação” começou em 2011, mas a média de inau­gu­rações ficou abaixo de dez unidades por ano. É esse rit­mo que a Sforza quer mudar, num momen­to em que a rival Popeye’s tam­bém está chegan­do ao País.

Respon­sáv­el pela expan­são da KFC, o exec­u­ti­vo Ilde­fon­so de Cas­tro Deus, afir­ma que a rede encon­trou seu mod­e­lo de cresci­men­to no Brasil. A prin­ci­pal apos­ta são lojas com­pactas, de até 60 met­ros quadra­dos, em shop­ping cen­ters. Por enquan­to, a expan­são vai aproveitar espaços ociosos em shop­ping cen­ters, mas, para dar con­ta da meta de 500 lojas em dez anos, a KFC dev­erá ter tam­bém restau­rantes de rua, de 200 m². Os primeiros já devem ser aber­tos no ano que vem.

O exec­u­ti­vo afir­ma que o cus­to da oper­ação do KFC gira em torno de R$ 2 mil­hões por unidade – o val­or já inclui um cur­so obri­gatório de 90 dias sobre a oper­ação e o val­or do pon­to do shop­ping. Na “peneira” que está fazen­do para sele­cionar inter­es­sa­dos no pro­je­to, a hold­ing de Wiz­ard Mar­tins bus­ca investi­dores com pelo menos R$ 10 mil­hões para aplicar.

Por enquan­to ain­da con­cen­tra­da em São Paulo, a KFC diz que vai chegar a cap­i­tais como Por­to Ale­gre ain­da este ano. “A ideia é chegar com uma pre­sença rel­e­vante, com três ou qua­tro lojas de uma vez só”, expli­ca Cas­tro Deus. Um argu­men­to que o exec­u­ti­vo pre­tende usar para con­vencer investi­dores a ter pres­sa em abrir a carteiras é o fato de que, por enquan­to, estão disponíveis opor­tu­nidades em grandes cap­i­tais. Em alguns anos, lem­bra ele, a expan­são se dará em mer­ca­dos de retorno menos certeiro.

Movi­men­to de expan­são terá de enfrentar con­cor­rên­cia

Para o con­sul­tor Sér­gio Moli­nari, da Food Con­sult­ing, a chega­da do ex-dono da Wiz­ard à KFC pode ser o empurrão que fal­ta­va à rede de fran­go frito. “O empresário tem uma visão mais agres­si­va, sendo mais aguer­ri­do até do que a própria Yum!”, diz. Ele pon­dera, porém, que a KFC não fará o movi­men­to de expan­são soz­in­ha, já que o Burg­er King está trazen­do a rival Popeye’s ao Brasil.

Out­ro desafio para a KFC é a con­cor­rên­cia de lan­chonetes e bares que servem fran­go frito ou a pas­sar­in­ho. “É um mer­ca­do de rua, menos qual­i­fi­ca­do, mas que con­segue ofer­e­cer um pro­du­to que, pelo menos na aparên­cia, é semel­hante ao de uma grande rede”, diz. O con­sul­tor lem­bra, no entan­to, que o fran­go é uma pro­teí­na de cus­to mais baixo. Assim, se uma rede do tipo KFC “pegar” por aqui, tende a ser um negó­cio mais ren­táv­el do que as baseadas em carne bov­ina, por exem­p­lo.

Rival Popeye’s chega ain­da este ano

O Burg­er King Brasil vai abrir, no últi­mo trimestre deste ano, entre cin­co e dez lojas de uma con­cor­rente dire­ta do KFC: a tam­bém amer­i­cana Popeye’s, rede de fran­go frito que faz parte do port­fólio glob­al do fun­do 3G. De acor­do com Ariel Grunk­raut, vice-pres­i­dente de mar­ket­ing do BK Brasil, a expan­são do Popeye’s vai seguir o mod­e­lo ado­ta­do pelo Burg­er King des­de 2011 e será real­iza­do majori­tari­a­mente por meio de unidades próprias, com recur­sos próprios.

No fim do ano pas­sa­do, a oper­ação brasileira da cadeia de fast-food cap­tou R$ 2,2 bil­hões no proces­so de aber­tu­ra de cap­i­tal na Bol­sa paulista. O con­tra­to que selou a vin­da da rede para o Brasil deter­mi­na que pelo menos 300 unidades sejam aber­tas nos próx­i­mos dez anos. A Popeye’s já con­tra­tou as agên­cias de pub­li­ci­dade Bul­lett e F.Biz para o lança­men­to da mar­ca no Brasil.

Fonte: ESTADÃO

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