Startups de olho no agronegócio

Startups de olho no agronegócio

No sub­úr­bio de Min­neapo­lis — USA, uma peque­na empre­sa que nun­ca teve lucro está pronta para super­ar as maiores com­pan­hias de agri­cul­tura no mun­do na cor­ri­da para levar ao mer­ca­do a próx­i­ma poten­cial ino­vação em engen­haria genéti­ca: uma lavoura com DNA “edi­ta­do”.

A Calyxt, uma empre­sa de oito anos, cofun­da­da por pro­fes­sor de genéti­ca, alter­ou os genes de uma plan­ta de soja para pro­duzir óleo de soja mais saudáv­el, usan­do a téc­ni­ca de pon­ta de edição, em vez da mod­i­fi­cação genéti­ca con­ven­cional.

Seten­ta e oito agricul­tores plan­taram essas sementes de soja em 17 mil acres na Dako­ta do Sul e em Min­neso­ta, uma safra que deve ser a primeira geneti­ca­mente edi­ta­da a ser ven­di­da com­er­cial­mente, superan­do empre­sas da For­tune 500.

As gigantes de desen­volvi­men­to de sementes, como a Mon­san­to, a Syn­gen­ta e a DowDuPont, têm dom­i­na­do a tec­nolo­gia de mod­i­fi­cação genéti­ca de pro­du­tos agrí­co­las, que surgiu na déca­da de 90.

Porém elas encar­am uma com­petição maior de star­tups e out­ros con­cor­rentes menores porque a edição genéti­ca de sementes tem cus­tos de desen­volvi­men­to dras­ti­ca­mente menores, e o Depar­ta­men­to de Agri­cul­tura dos Esta­dos Unidos (USDA, na sigla em inglês) decid­iu não reg­ulá-los.

Empre­sas rel­a­ti­va­mente descon­heci­das como a Calyxt, a Cibus e a Ben­son Hill Biosys­tems já estão avançan­do com seus próprios pro­je­tos de edição de genes na cor­ri­da con­tra as gigantes do agronegó­cio pelo domínio da tec­nolo­gia poten­cial­mente trans­for­mado­ra.

“É uma época muito boa para uma empre­sa tão jovem”, disse o pres­i­dente-exec­u­ti­vo da Calyxt, Fed­eri­co Tripo­di, que super­vi­siona 45 pes­soas.

“O fato de uma com­pan­hia tão peque­na e ágil con­seguir realizar essas coisas chamou o inter­esse na indús­tria.”

A tec­nolo­gia de edição de genes envolve mirar em genes especí­fi­cos em um úni­co organ­is­mo e inter­romper aque­les lig­a­dos a car­ac­terís­ti­ca inde­se­jáveis, ou alterá-los para faz­er uma mudança pos­i­ti­va. A mod­i­fi­cação genet­i­ca tradi­cional, por out­ro lado, envolve trans­ferir um gene de um tipo de organ­is­mo para out­ro, um proces­so que ain­da não foi com­ple­ta­mente aprova­do pelos con­sum­i­dores.

A edição de genes pode sig­nificar col­heitas maiores de safras com uma ampla gama de car­ac­terís­ti­cas dese­jáveis –tomates com gos­to mel­hor, tri­go com pouco glúten, maçãs que não oxi­dam, grãos de soja resistentes à seca ou batatas ade­quadas para estocagem em lugares frios.

Os avanços podem dobrar os US$ 15 bil­hões do mer­ca­do glob­al de biotec­nolo­gia de sementes em uma déca­da, disse o anal­ista Nick Ander­son, do ban­co de inves­ti­men­tos Bern­berg.

O USDA arquiv­ou 23 inves­ti­gações sobre se as sementes geneti­ca­mente edi­tadas pre­cisam de reg­u­lação e decid­iu que nen­hum dos pedi­dos se enquadra­va no seu critério para vig­ilân­cia.

Isso econ­o­miza anos e somas incal­culáveis para os seus desen­volve­dores, com­para­do com as lavouras geneti­ca­mente mod­i­fi­cadas tradi­cionais. Dess­es 23 organ­is­mos, ape­nas três estavam sendo desen­volvi­dos por grandes empre­sas agrí­co­las.

O novo cenário com­pet­i­ti­vo pode pro­mover mais parce­rias e acor­dos de licença entre as grandes e peque­nas empre­sas, jun­to com uni­ver­si­dades ou out­ras insti­tu­ições de pesquisa públi­ca, disse a rep­re­sen­tante da Mon­san­to, Camille Lynne Scott.

A Mon­san­to, que recen­te­mente foi com­pra­da pela Bay­er, investiu US$ 100 mil­hões na start­up Pair­wise Plants neste ano para acel­er­ar o desen­volvi­men­to de plan­tas de edição genéti­ca.

Por Rod Nick­el

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