Como Colocar sua Empresa nas Smart TVs Samsung, LG e Roku

Como colocar sua empresa nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Sua empre­sa provavel­mente já pos­sui um site.

Talvez ten­ha Insta­gram, YouTube, Face­book, aplica­ti­vo para celu­lar e até uma platafor­ma própria de con­teú­do.

Mas existe uma tela que muitas empre­sas ain­da estão deixan­do de lado:

a tele­visão.

A Smart TV hoje fun­ciona como uma platafor­ma dig­i­tal com­ple­ta, basea­da em aplica­tivos, stream­ing, con­teú­do sob deman­da, pub­li­ci­dade e serviços conec­ta­dos.

Net­flix, YouTube e grandes empre­sas de mídia aju­daram a pop­u­larizar esse com­por­ta­men­to, mas a pre­sença na tele­visão conec­ta­da não está mais restri­ta às grandes cor­po­rações.

Emis­so­ras region­ais, Web TVs, igre­jas, uni­ver­si­dades, clubes, pro­du­toras, empre­sas de edu­cação, rádios, orga­ni­za­ções, platafor­mas de stream­ing e mar­cas podem ter seu próprio aplica­ti­vo insta­l­a­do dire­ta­mente na Smart TV do con­sum­i­dor.

Imag­ine seu cliente lig­an­do uma tele­visão Sam­sung, LG ou Roku e encon­tran­do:

o aplica­ti­vo da sua própria empre­sa.

Com sua iden­ti­dade visu­al.

Seu con­teú­do.

Sua pro­gra­mação.

Seu stream­ing.

Seus vídeos.

Sua mar­ca.

Essa pos­si­bil­i­dade trans­for­mou a tele­visão conec­ta­da em mais um canal de rela­ciona­men­to entre empre­sas e con­sum­i­dores.

Mas existe uma per­gun­ta inevitáv­el:

Como colocar uma empresa nas Smart TVs?

A respos­ta é mais inter­es­sante do que sim­ples­mente “cri­ar um aplica­ti­vo”.

Sam­sung, LG e Roku pos­suem ecos­sis­temas difer­entes, tec­nolo­gias difer­entes, lojas difer­entes e proces­sos próprios de pub­li­cação.

Por isso, neste arti­go vamos enten­der como fun­ciona todo esse proces­so do pon­to de vista empre­sar­i­al, sem entrar em códi­gos ou tuto­ri­ais téc­ni­cos.

Por que sua empresa deveria pensar em Smart TV?

Durante muitos anos, as estraté­gias dig­i­tais seguiram uma lóg­i­ca bas­tante pre­visív­el:

site → redes soci­ais → aplica­ti­vo mobile.

Mas o com­por­ta­men­to do con­sum­i­dor mudou.

Hoje, con­teú­do dig­i­tal voltou para a tela grande.

Só que ago­ra ele não chega nec­es­sari­a­mente por meio da tele­visão tradi­cional.

Ele chega através da inter­net.

Isso criou o con­ceito de Con­nect­ed TV — CTV, que envolve Smart TVs e out­ros dis­pos­i­tivos conec­ta­dos usa­dos para con­sumir con­teú­do audio­vi­su­al.

Esse movi­men­to está crian­do opor­tu­nidades para empre­sas que até alguns anos atrás difi­cil­mente imag­i­nar­i­am pos­suir pre­sença própria na tele­visão.

Uma emis­so­ra region­al pode dis­tribuir sua pro­gra­mação pela inter­net.

Uma uni­ver­si­dade pode disponi­bi­lizar aulas.

Uma igre­ja pode trans­mi­tir cul­tos.

Uma pro­du­to­ra pode disponi­bi­lizar seu catál­o­go.

Um clube pode cri­ar sua própria platafor­ma de con­teú­do.

Uma Web TV pode deixar de depen­der exclu­si­va­mente do YouTube.

Uma empre­sa pode disponi­bi­lizar treina­men­tos e con­teú­do insti­tu­cional.

Ou seja:

a Smart TV está se trans­for­man­do em mais um canal dig­i­tal de dis­tribuição.

Que tipo de empresa pode ter aplicativo para Smart TV?

Não existe ape­nas um per­fil.

Uma apli­cação pode faz­er sen­ti­do para orga­ni­za­ções como:

📺 emis­so­ras de tele­visão;

📡 Web TVs;

🎬 pro­du­toras;

🎥 platafor­mas de stream­ing;

⛪ igre­jas;

🎓 uni­ver­si­dades e esco­las;

⚽ clubes esportivos;

🎤 pro­du­tores de even­tos;

📻 rádios;

🏢 empre­sas de comu­ni­cação;

🎞️ dis­tribuido­ras;

🎓 platafor­mas de cur­sos;

📰 veícu­los jor­nalís­ti­cos;

🏛️ insti­tu­ições públi­cas;

🤝 asso­ci­ações;

🌐 platafor­mas OTT;

📣 empre­sas que pro­duzem muito con­teú­do audio­vi­su­al.

O fator mais impor­tante é exi­s­tir con­teú­do ou serviço que faça sen­ti­do ser con­sum­i­do na tele­visão.

Se sua empre­sa já pro­duz vídeos con­stan­te­mente, talvez exista uma opor­tu­nidade que ain­da não este­ja sendo explo­ra­da.

Aplicativo próprio ou YouTube?

Essa é uma das primeiras dúvi­das.

E não é necessário escol­her um ou out­ro.

YouTube con­tin­ua sendo uma fer­ra­men­ta fan­tás­ti­ca de alcance.

O aplica­ti­vo próprio resolve out­ro prob­le­ma.

No YouTube, sua empre­sa está den­tro do ambi­ente do YouTube.

No aplica­ti­vo próprio, o usuário entra em um ambi­ente da sua mar­ca.

Isso per­mite con­stru­ir uma exper­iên­cia per­son­al­iza­da com:

seu logotipo;

suas cat­e­go­rias;

seus ban­ners;

sua pro­gra­mação;

seus con­teú­dos;

seus usuários;

sua estru­tu­ra de nave­g­ação;

seus serviços.

Imag­ine uma emis­so­ra.

No YouTube, o usuário encon­tra o canal jun­to de mil­hares de out­ros.

No aplica­ti­vo próprio, ele abre:

TV Exem­p­lo

e encon­tra ime­di­ata­mente:

Ao Vivo | Pro­gra­mas | Jor­nal­is­mo | Esportes | Entre­vis­tas | Doc­u­men­tários

A per­cepção muda com­ple­ta­mente.

Samsung, LG e Roku não são a mesma plataforma

Esse é um pon­to fun­da­men­tal.

É comum alguém per­gun­tar:

“Vocês fazem um aplica­ti­vo e colo­cam nas três TVs?”

Do pon­to de vista com­er­cial, sim: é pos­sív­el ofer­e­cer o mes­mo serviço nas três platafor­mas.

Do pon­to de vista tec­nológi­co, porém, exis­tem difer­enças impor­tantes.

As prin­ci­pais platafor­mas abor­dadas neste arti­go são:

Sam­sung → Tizen

LG → webOS

Roku → Roku OS

Cada fab­ri­cante pos­sui tec­nolo­gias, req­ui­si­tos, fer­ra­men­tas e proces­sos de pub­li­cação próprios.

Se quis­er enten­der mel­hor essas difer­enças antes de escol­her onde lançar seu pro­je­to, recomen­do tam­bém o com­par­a­ti­vo:

Roku, LG webOS ou Sam­sung Tizen: Onde Vale Mais Cri­ar Apps em 2026?

Como colocar sua empresa nas Smart TVs Samsung

A Sam­sung uti­liza o sis­tema opera­cional Tizen em seus tele­vi­sores.

Para uma empre­sa apare­cer nos tele­vi­sores Sam­sung através de um aplica­ti­vo próprio, nor­mal­mente existe um proces­so com­pos­to por:

plane­ja­men­to → desen­volvi­men­to → testes → preparação para pub­li­cação → homolo­gação → disponi­bi­liza­ção.

Não bas­ta enviar um endereço de site.

O aplica­ti­vo pre­cisa fun­cionar ade­quada­mente no ambi­ente da tele­visão.

Tam­bém pre­cisa uti­lizar cer­ti­fi­ca­dos apro­pri­a­dos. A Sam­sung infor­ma que os aplica­tivos pre­cisam ser assi­na­dos com cer­ti­fi­ca­dos váli­dos antes de poderem ser insta­l­a­dos ou exe­cu­ta­dos.

Depois de con­cluí­do o desen­volvi­men­to, a pub­li­cação é admin­istra­da pelo Sam­sung Apps TV Sell­er Office. É nesse ambi­ente que o aplica­ti­vo é reg­istra­do e prepara­do para dis­tribuição.

Con­heça o ecos­sis­tema ofi­cial Sam­sung Smart TV Devel­op­er

A Samsung precisa aprovar o aplicativo?

Sim.

Esse detal­he é impor­tante para empre­sas que estão entran­do nesse mer­ca­do.

Desen­volver um aplica­ti­vo e pub­licá-lo não são exata­mente a mes­ma coisa.

Existe um proces­so de preparação e avali­ação.

Inclu­sive, a Sam­sung esta­b­elece req­ui­si­tos para mate­ri­ais que acom­pan­ham a apli­cação, como ícones, screen­shots e infor­mações necessárias ao proces­so de pub­li­cação.

Por isso, uma empre­sa espe­cial­iza­da em Smart TV não dev­e­ria atu­ar ape­nas na pro­gra­mação.

Ela dev­e­ria con­hecer tam­bém:

homolo­gação, doc­u­men­tação, testes e pub­li­cação.

Esse con­hec­i­men­to pode evi­tar retra­bal­ho.

Como colocar sua empresa nas Smart TVs LG

No uni­ver­so LG, a platafor­ma prin­ci­pal é o webOS TV.

Assim como acon­tece na Sam­sung, existe um proces­so próprio de desen­volvi­men­to e dis­tribuição.

O pro­je­to pre­cisa ser cri­a­do con­sideran­do a exper­iên­cia de tele­visão:

con­t­role remo­to;

foco;

menus;

play­er;

desem­pen­ho;

com­pat­i­bil­i­dade;

stream­ing;

nave­g­ação;

trata­men­to de erros.

Depois de con­cluí­do, o aplica­ti­vo pas­sa para a eta­pa de pub­li­cação.

A doc­u­men­tação ofi­cial da LG divide seu proces­so de aprovação em três grandes fas­es:

Sub­mis­sion → Test­ing → Approval.

Primeiro o aplica­ti­vo é sub­meti­do através do LG Sell­er Lounge.

Depois a LG real­iza testes de QA.

Se prob­le­mas forem iden­ti­fi­ca­dos, a apli­cação pode ser rejeita­da e devolvi­da com itens que pre­cisam de cor­reção. Somente depois da aprovação ela é disponi­bi­liza­da aos con­sum­i­dores.

Con­heça o por­tal ofi­cial LG webOS TV Devel­op­er

Isso mostra por que sim­ples­mente con­tratar alguém para “faz­er uma tela” não rep­re­sen­ta nec­es­sari­a­mente todo o pro­je­to.

O obje­ti­vo final pre­cisa ser:

ter um aplica­ti­vo fun­cional, aprova­do e disponív­el ao públi­co.

E como funciona na Roku?

A Roku pos­sui um ecos­sis­tema bas­tante par­tic­u­lar e forte­mente asso­ci­a­do ao con­sumo de stream­ing.

Aplica­tivos públi­cos pre­cisam pas­sar por cer­ti­fi­cação antes de serem dis­tribuí­dos pela Roku Stream­ing Store.

A Roku anal­isa req­ui­si­tos lig­a­dos a:

design;

per­for­mance;

fun­cional­i­dade;

deep link­ing;

con­tas;

paga­men­tos;

pub­li­ci­dade;

exper­iên­cia do usuário;

inte­grações especí­fi­cas.

A empre­sa tam­bém disponi­bi­liza fer­ra­men­tas próprias para análise estáti­ca, com­por­ta­men­to do aplica­ti­vo e testes pré-cer­ti­fi­cação.

Out­ro detal­he extrema­mente impor­tante para uma empre­sa con­tratante:

A conta Roku deveria pertencer à própria empresa

A doc­u­men­tação da Roku recomen­da explici­ta­mente que o aplica­ti­vo seja pub­li­ca­do através da con­ta per­ten­cente à orga­ni­za­ção pro­pri­etária do con­teú­do.

Caso uma empre­sa ter­ce­i­riza­da ten­ha desen­volvi­do o aplica­ti­vo, ela pode rece­ber per­mis­sões admin­is­tra­ti­vas, mas a con­ta raiz deve per­manecer com o pro­pri­etário do serviço.

Esse é um óti­mo pro­ced­i­men­to de gov­er­nança.

Doc­u­men­tação ofi­cial Roku Devel­op­er

Preciso lançar em Samsung, LG e Roku ao mesmo tempo?

Não obri­ga­to­ri­a­mente.

Exis­tem pelo menos três estraté­gias pos­síveis.

Estratégia 1 — Uma plataforma primeiro

A empre­sa começa por uma platafor­ma, val­i­da o pro­du­to e pos­te­ri­or­mente expande.

Essa abor­dagem reduz inves­ti­men­to ini­cial.

Estratégia 2 — Samsung + LG

Pode faz­er sen­ti­do para empre­sas con­cen­tradas no mer­ca­do brasileiro e que dese­jam pre­sença nas duas grandes mar­cas de tele­vi­sores.

Estratégia 3 — Multiplataforma

O pro­je­to já nasce prepara­do para:

Sam­sung + LG + Roku + Android/Google TV + Fire TV.

Essa alter­na­ti­va exige maior plane­ja­men­to, mas cria uma pre­sença muito mais ampla.

O impor­tante é não tomar a decisão sim­ples­mente per­gun­tan­do:

“Qual é a mel­hor TV?”

A per­gun­ta dev­e­ria ser:

“Onde está min­ha audiên­cia e qual obje­ti­vo quero alcançar?”

Para uma análise mais apro­fun­da­da das platafor­mas, con­sulte tam­bém:

Roku vs LG webOS vs Sam­sung Tizen — Qual Platafor­ma Escol­her?

Tenho apenas um streaming ao vivo. Posso ter um aplicativo?

Sim.

Aliás, esse é um dos pro­je­tos mais comuns para emis­so­ras e Web TVs.

O aplica­ti­vo pode abrir uma inter­face con­tendo:

logo da emis­so­ra

pro­gra­mação atu­al

stream­ing ao vivo

grade de pro­gra­mação

infor­mações da empre­sa

e, pos­te­ri­or­mente, rece­ber out­ras fun­cional­i­dades.

Uma estraté­gia inteligente pode ser começar sim­ples.

Primeiro:

Ao Vivo.

Depois:

Ao Vivo + Pro­gra­mas.

Depois:

Ao Vivo + Pro­gra­mas + VOD.

Depois:

catál­o­go com­ple­to + login + mon­e­ti­za­ção.

Isso per­mite que o pro­je­to evolua con­forme a audiên­cia cresce.

E se minha empresa possuir vídeos sob demanda?

Então as pos­si­bil­i­dades aumen­tam.

Imag­ine uma pro­du­to­ra com cen­te­nas de con­teú­dos.

O aplica­ti­vo pode orga­ni­zar ess­es mate­ri­ais em:

Filmes

Séries

Doc­u­men­tários

Entre­vis­tas

Cur­sos

Shows

Even­tos

Pro­gra­mas

Um back­end ou CMS pode con­tro­lar o catál­o­go.

Assim, não é necessário pub­licar nova­mente o aplica­ti­vo toda vez que um novo con­teú­do for adi­ciona­do.

A tele­visão con­sul­ta o servi­dor e recebe as infor­mações atu­al­izadas.

É exata­mente essa arquite­tu­ra que está por trás de muitas platafor­mas mod­er­nas de stream­ing.

O aplicativo precisa conversar com meu sistema atual?

Em muitos pro­je­tos, sim.

A apli­cação para Smart TV pode fun­cionar como uma nova inter­face para uma infraestru­tu­ra que a empre­sa já pos­sui.

Por exem­p­lo:

CMS → API → Smart TV

ou:

platafor­ma de stream­ing → API → Samsung/LG/Roku

ou ain­da:

back­end → usuário → catál­o­go → favoritos → tele­visão

As APIs tor­nam pos­sív­el man­ter difer­entes dis­pos­i­tivos conec­ta­dos ao mes­mo ecos­sis­tema.

Esse assun­to é apro­fun­da­do em:

Como APIs de IA conec­tam aplica­tivos móveis e aplica­tivos para Smart TVs

Por que um aplicativo de televisão precisa de UX específica?

Porque tele­visão não é celu­lar.

Parece óbvio, mas esse é um dos erros mais comuns em pro­je­tos mal plane­ja­dos.

No smart­phone você toca na tela.

Na TV você nor­mal­mente uti­liza:

⬆️
⬇️
⬅️
➡️
OK
Voltar

Cada ele­men­to pre­cisa ter um esta­do de foco claro.

Se o usuário não sabe onde está o foco, o aplica­ti­vo parece que­bra­do.

Tam­bém é pre­ciso con­sid­er­ar que ele pode estar sen­ta­do a três met­ros da tela.

Por isso entram questões como:

fontes grandes;

con­traste;

poucos ele­men­tos por tela;

car­rosséis naveg­áveis;

botões facil­mente iden­ti­ficáveis;

tran­sições pre­visíveis.

Um aplica­ti­vo de tele­visão pode pare­cer sim­ples visual­mente e, ain­da assim, exi­gir muito cuida­do de UX.

A qualidade do streaming também importa

Se seu negó­cio tra­bal­ha com vídeo, o aplica­ti­vo é ape­nas uma parte da exper­iên­cia.

Existe toda uma cadeia:

origem do vídeo → encoder → servidor/CDN → inter­net → aplica­ti­vo → tele­visão.

Quan­do existe prob­le­ma em qual­quer parte dessa cadeia, o usuário nor­mal­mente cul­pa:

“o aplica­ti­vo”.

Por isso um pro­je­to profis­sion­al deve avaliar não ape­nas a inter­face, mas tam­bém a infraestru­tu­ra uti­liza­da para entre­gar o con­teú­do.

Um play­er boni­to não cor­rige uma trans­mis­são instáv­el.

É possível monetizar um aplicativo próprio?

Sim.

Depen­den­do do mod­e­lo, exis­tem várias pos­si­bil­i­dades:

💵 pub­li­ci­dade;

🔒 assi­natu­ra;

🎥 con­teú­do pre­mi­um;

📺 canais FAST;

🤝 patroci­nadores;

🛒 serviços;

🎓 cur­sos;

🏟️ con­teú­do esporti­vo;

🎬 pay-per-view.

A mel­hor estraté­gia depende da audiên­cia.

Ter mil usuários muito enga­ja­dos em deter­mi­na­do nicho pode ser com­er­cial­mente mais inter­es­sante do que ter dezenas de mil­hares de usuários sem per­fil definido.

Para apro­fun­dar esse assun­to:

Como Mon­e­ti­zar Apps de Smart TV na Práti­ca

Tam­bém vale con­hecer:

Como Mon­e­ti­zar Seu Con­teú­do nas Smart TVs: Apps, FAST e TV Conec­ta­da

Quanto custa colocar uma empresa nas Smart TVs?

Essa per­gun­ta não pos­sui um úni­co val­or cor­re­to.

Um aplica­ti­vo con­tendo:

logotipo + trans­mis­são ao vivo

não pos­sui a mes­ma com­plex­i­dade de uma platafor­ma con­tendo:

login;

per­fis;

assi­natu­ra;

catál­o­go;

cen­te­nas de vídeos;

bus­ca;

favoritos;

DRM;

pub­li­ci­dade;

ana­lyt­ics;

back­end;

CMS;

múlti­plas platafor­mas.

Por isso o orça­men­to pre­cisa con­sid­er­ar prin­ci­pal­mente:

quan­ti­dade de platafor­mas + fun­cional­i­dades + inte­grações + infraestru­tu­ra + pub­li­cação + manutenção.

Tam­bém existe uma difer­ença impor­tante entre desen­volver uma platafor­ma e adap­tar a exper­iên­cia para três ou cin­co ecos­sis­temas.

Uma boa avali­ação com­er­cial dev­e­ria começar com algo muito sim­ples:

“O que você dese­ja que o usuário con­si­ga faz­er quan­do abrir seu aplica­ti­vo?”

A respos­ta define grande parte do pro­je­to.

Quanto tempo demora?

Tam­bém depende do escopo.

Um pro­je­to bási­co pode ser rel­a­ti­va­mente rápi­do.

Já uma platafor­ma OTT com­ple­ta envolve diver­sas eta­pas.

Além do desen­volvi­men­to existe:

lev­an­ta­men­to → design → pro­gra­mação → inte­gração → testes → cor­reção → homolo­gação → pub­li­cação.

E existe uma eta­pa sobre a qual a empre­sa desen­volve­do­ra não tem con­t­role abso­lu­to: a análise da fab­ri­cante.

Por isso é pru­dente não plane­jar cam­pan­has de mar­ket­ing prom­e­tendo uma data públi­ca antes de con­sid­er­ar os proces­sos das lojas.

O que pode impedir a publicação?

Exis­tem vários fatores pos­síveis.

Por exem­p­lo:

❌ aplica­ti­vo instáv­el;

❌ con­t­role remo­to fun­cio­nan­do incor­re­ta­mente;

❌ vídeos indisponíveis;

❌ com­por­ta­men­to incon­sis­tente;

❌ prob­le­mas de login;

❌ desem­pen­ho inad­e­qua­do;

❌ con­teú­dos sem dire­itos apro­pri­a­dos;

❌ doc­u­men­tação incom­ple­ta;

❌ inte­gração inad­e­qua­da de paga­men­tos;

❌ vio­lação das políti­cas da platafor­ma.

A Roku, por exem­p­lo, ressalta que quem pub­li­ca é respon­sáv­el por pos­suir dire­itos ade­qua­dos para dis­tribuição do con­teú­do nas regiões onde o aplica­ti­vo será ofer­e­ci­do.

Esse aspec­to jurídi­co é espe­cial­mente impor­tante para filmes, esportes, músi­cas e con­teú­dos licen­ci­a­dos.

Quem deve ser dono das contas nas lojas?

Pref­er­en­cial­mente:

o cliente.

A empre­sa que desen­volve pode admin­is­trar tec­ni­ca­mente o proces­so, mas o pro­pri­etário do con­teú­do dev­e­ria man­ter a pro­priedade das con­tas prin­ci­pais quan­do a platafor­ma per­mi­tir essa estru­tu­ra.

Isso evi­ta dependên­cia futu­ra.

Se daqui a cin­co anos a empre­sa tro­car de desen­volve­dor, seu aplica­ti­vo e sua pre­sença dig­i­tal con­tin­u­am per­ten­cen­do a ela.

A própria Roku ori­en­ta explici­ta­mente esse mod­e­lo.

É uma práti­ca profis­sion­al que eu tam­bém con­sidero impor­tante para pro­je­tos em out­ras platafor­mas.

A inteligência artificial tornou desnecessário contratar especialistas?

A inteligên­cia arti­fi­cial está tor­nan­do o desen­volvi­men­to mais rápi­do.

Ela pode aju­dar a ger­ar:

com­po­nentes;

doc­u­men­tação;

testes;

códi­go;

inter­faces;

cor­reções;

inte­grações.

Mas existe uma difer­ença enorme entre:

“a IA ger­ou códi­go”

e:

“meu aplica­ti­vo está pub­li­ca­do e fun­cio­nan­do nas tele­visões dos meus clientes.”

Ain­da exis­tem:

arquite­tu­ra;

com­pat­i­bil­i­dade;

play­er;

nave­g­ação;

testes;

cer­ti­fi­ca­dos;

con­tas;

homolo­gação;

reprovações;

pub­li­cação;

manutenção.

Por isso o val­or de uma empre­sa espe­cial­iza­da tende a migrar cada vez mais da sim­ples pro­gra­mação para a entre­ga com­ple­ta do pro­du­to.

Se quis­er enten­der para onde esse mer­ca­do está cam­in­han­do:

O futuro dos aplica­tivos para Sam­sung Tizen, LG webOS, Roku e Android TV

SmartLives: desenvolvimento especializado em aplicativos para Smart TVs

Para uma empre­sa que não dese­ja mon­tar inter­na­mente uma equipe espe­cial­iza­da em Sam­sung Tizen, LG webOS e Roku, existe a pos­si­bil­i­dade de ter­ce­i­rizar todo o desen­volvi­men­to.

A SmartLives atua especi­fi­ca­mente no desen­volvi­men­to, homolo­gação e pub­li­cação de aplica­tivos para Smart TVs.

Seu port­fólio públi­co apre­sen­ta apli­cações desen­volvi­das para difer­entes empre­sas e platafor­mas, além de exper­iên­cia com Sam­sung, LG, Roku, Google TV e Ama­zon Fire TV. A empre­sa infor­ma pos­suir mais de 15 anos de atu­ação nesse seg­men­to.

Con­heça a SmartLives — Desen­volvi­men­to de Aplica­tivos para Smart TVs

Para empre­sas que já pos­suem:

stream­ing, Web TV, catál­o­go, vídeos, cur­sos, pro­gra­mação ou uma platafor­ma dig­i­tal, a SmartLives pode avaliar como trans­for­mar essa infraestru­tu­ra em uma exper­iên­cia para a tele­visão.

O obje­ti­vo não é sim­ples­mente “cri­ar um app”.

É colo­car a empre­sa den­tro do ecos­sis­tema de tele­visão conec­ta­da.

Qual plataforma deveria vir primeiro?

Não existe uma respos­ta uni­ver­sal.

Mas existe uma boa for­ma de tomar a decisão.

Per­gunte:

Onde está meu públi­co?

Qual é meu orça­men­to?

Ten­ho stream­ing ao vivo ou VOD?

Pre­tendo mon­e­ti­zar?

Meu pro­je­to é nacional ou inter­na­cional?

Pre­ciso de login?

Já ten­ho back­end?

Pre­tendo entrar em out­ras platafor­mas depois?

Essas per­gun­tas aju­dam a evi­tar uma decisão basea­da sim­ples­mente em prefer­ên­cia pes­soal por uma mar­ca de tele­visão.

Pense no projeto como um ecossistema

Talvez essa seja a ideia mais impor­tante deste arti­go.

Não pense:

Sam­sung App
LG App
Roku App

como três pro­du­tos com­ple­ta­mente iso­la­dos.

Pense:

Min­ha platafor­ma de con­teú­do

e depois:

Sam­sung → uma inter­face

LG → out­ra inter­face

Roku → out­ra inter­face

Todas conec­tadas ao mes­mo back­end.

Essa arquite­tu­ra per­mite que sua empre­sa expan­da pos­te­ri­or­mente para:

Google TV;

Android TV;

Fire TV;

mobile;

web.

É assim que um aplica­ti­vo começa a se trans­for­mar em um ver­dadeiro ecos­sis­tema dig­i­tal mul­ti­platafor­ma.

Smart TV também fortalece posicionamento de marca

Existe ain­da um val­or difí­cil de medir exclu­si­va­mente em aces­sos.

Pre­sença.

Quan­do um cliente encon­tra uma peque­na ou média empre­sa den­tro da loja de aplica­tivos de sua tele­visão, a per­cepção muda.

A orga­ni­za­ção deixa de pare­cer somente:

“um canal do YouTube”

e pas­sa a pare­cer:

“uma platafor­ma de mídia.”

Para emis­so­ras, igre­jas, clubes e pro­du­toras, esse posi­ciona­men­to pode ser extrema­mente valioso.

O melhor momento para começar pode ser antes do mercado amadurecer completamente

Exis­tem mil­hões de sites.

Mil­hões de aplica­tivos mobile.

Mas o uni­ver­so de aplica­tivos inde­pen­dentes para Smart TVs ain­da é muito menos sat­u­ra­do.

A própria SmartLives desta­ca jus­ta­mente o número rel­a­ti­va­mente reduzi­do de aplica­tivos disponíveis como uma das car­ac­terís­ti­cas inter­es­santes desse mer­ca­do.

Isso sig­nifi­ca que empre­sas que con­stroem pre­sença ago­ra podem acu­mu­lar:

exper­iên­cia

usuários

mar­ca

dados

autori­dade

antes de a com­petição aumen­tar.

E se você tra­bal­ha profis­sion­al­mente com tec­nolo­gia e pre­tende explo­rar esse mer­ca­do do out­ro lado — crian­do uma empre­sa espe­cial­iza­da — existe um arti­go com­ple­to sobre essa opor­tu­nidade:

Como Cri­ar uma Agên­cia Espe­cial­iza­da em Aplica­tivos para Smart TV

Perguntas frequentes

Posso colocar minha empresa em uma Smart TV?

Sim. Empre­sas podem pos­suir aplica­tivos próprios nas prin­ci­pais platafor­mas de tele­visão conec­ta­da, des­de que aten­dam aos req­ui­si­tos tec­nológi­cos, com­er­ci­ais e de pub­li­cação esta­b­ele­ci­dos por cada fab­ri­cante.

Preciso ter uma emissora de televisão?

Não. Web TVs, pro­du­toras, igre­jas, esco­las, clubes, platafor­mas de stream­ing e out­ras orga­ni­za­ções podem pos­suir aplica­tivos.

Samsung, LG e Roku utilizam o mesmo aplicativo?

Existe pos­si­bil­i­dade de com­par­til­har back­end, API, iden­ti­dade visu­al, con­teú­dos e partes da lóg­i­ca, mas as platafor­mas pos­suem tec­nolo­gias e req­ui­si­tos próprios. É necessário preparar cada ver­são ade­quada­mente.

Preciso possuir streaming?

Não nec­es­sari­a­mente. O aplica­ti­vo pode tra­bal­har ape­nas com VOD, catál­o­go ou out­ros serviços. Porém, para trans­mis­sões ao vivo, será necessária uma infraestru­tu­ra de stream­ing com­patív­el.

Minha empresa precisa possuir as contas das lojas?

É recomendáv­el que a pro­priedade prin­ci­pal per­maneça com a orga­ni­za­ção deten­to­ra do con­teú­do e que a empre­sa desen­volve­do­ra rece­ba as per­mis­sões necessárias para admin­is­trar o pro­je­to. A Roku recomen­da expres­sa­mente esse mod­e­lo.

Existe aprovação antes do aplicativo aparecer na televisão?

Sim. Sam­sung, LG e Roku pos­suem proces­sos próprios de sub­mis­são, análise e/ou cer­ti­fi­cação.

Posso começar apenas pela Samsung ou LG?

Sim. Muitas empre­sas começam com uma ou duas platafor­mas e pos­te­ri­or­mente ampli­am sua pre­sença.

Posso contratar uma empresa para fazer tudo?

Sim. Empre­sas espe­cial­izadas como a SmartLives podem tra­bal­har des­de o desen­volvi­men­to e inte­gração até homolo­gação e pub­li­cação.

Conclusão: sua empresa pode ocupar a maior tela da casa

Durante muito tem­po, tele­visão sig­nifi­ca­va com­prar espaço pub­lic­itário ou pos­suir con­cessão de trans­mis­são.

A inter­net mudou essa lóg­i­ca.

Hoje, uma empre­sa pode con­stru­ir sua própria pre­sença den­tro da tele­visão através de um aplica­ti­vo.

Sam­sung Tizen, LG webOS e Roku cri­aram ecos­sis­temas nos quais con­teú­do dig­i­tal pode chegar dire­ta­mente à sala do con­sum­i­dor.

O proces­so exige plane­ja­men­to.

É necessário com­preen­der a audiên­cia, escol­her platafor­mas, pro­je­tar a exper­iên­cia, desen­volver, inte­grar stream­ing ou APIs, tes­tar e pas­sar pelos proces­sos de pub­li­cação.

Mas o resul­ta­do é poderoso:

sua mar­ca deixa de depen­der exclu­si­va­mente de redes soci­ais, sites e celu­lares e pas­sa a ocu­par tam­bém a maior tela da casa.

Para emis­so­ras, Web TVs, pro­du­tores, igre­jas, uni­ver­si­dades, clubes e empre­sas que pos­suem con­teú­do audio­vi­su­al, esse pode ser um pas­so nat­ur­al da trans­for­mação dig­i­tal.

E o pro­je­to não pre­cisa nascer gigan­tesco.

É pos­sív­el começar com uma trans­mis­são ao vivo.

Depois adi­cionar pro­gra­mas.

Depois VOD.

Depois usuários.

Depois mon­e­ti­za­ção.

Depois novas platafor­mas.

O mais impor­tante é pen­sar des­de o iní­cio em uma arquite­tu­ra capaz de crescer.

Para empre­sas que dese­jam acel­er­ar esse proces­so, a SmartLives atua de for­ma espe­cial­iza­da em desen­volvi­men­to para Smart TVs Sam­sung, LG, Roku e out­ras platafor­mas conec­tadas.

Fale com a SmartLives sobre seu pro­je­to de Smart TV

A per­gun­ta que até alguns anos atrás seria:

“Por que min­ha empre­sa pre­cis­aria de um aplica­ti­vo para tele­visão?”

está grad­ual­mente mudan­do para:

“Se meus clientes já assis­tem con­teú­do em Smart TVs, por que min­ha empre­sa ain­da não está lá?”

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