
Com a ajuda da inteligência artificial Claude, Brandon Thomas criou alternativas gratuitas para programas famosos da Adobe e da Microsoft. O projeto impressiona pela velocidade de desenvolvimento, mas também levanta dúvidas sobre qualidade, segurança e o futuro dos softwares comerciais.
Durante décadas, desenvolver um software profissional como o Photoshop, o Microsoft Word ou o Excel exigiu equipes de engenheiros, investimentos elevados e anos de aperfeiçoamento. Agora, um projeto conduzido por um desenvolvedor experiente, com auxílio intensivo de inteligência artificial, está colocando essa lógica em discussão.
O engenheiro de software Brandon Thomas chamou a atenção da comunidade tecnológica ao disponibilizar uma coleção de aplicativos gratuitos e de código aberto inspirados em ferramentas amplamente utilizadas da Adobe e da Microsoft.
O projeto, associado à iniciativa ArtCraft no GitHub, inclui editores de imagens, vídeos, documentos, planilhas e apresentações. As aplicações foram desenvolvidas principalmente na linguagem Rust, com assistência do Claude, modelo de inteligência artificial da Anthropic.
A repercussão foi imediata. O que antes parecia exigir uma grande organização passou a ser demonstrado, ainda que de maneira experimental, por uma iniciativa muito menor.
Mas existe uma diferença fundamental entre reproduzir a aparência de um software e entregar uma alternativa capaz de substituí-lo profissionalmente.
Os aplicativos de Thomas ainda estão em estágios iniciais de desenvolvimento. Isso não diminui o interesse tecnológico do projeto, mas impede concluir que Photoshop e Microsoft Office já se tornaram dispensáveis.
Quem é o desenvolvedor por trás dos clones do Photoshop e Office?
Brandon Thomas não é um iniciante que descobriu programação recentemente.
Segundo reportagens publicadas pelo Tom’s Hardware e outros veículos especializados, ele possui aproximadamente 15 anos de experiência em engenharia de software. Seu trabalho combina conhecimentos tradicionais de programação com ferramentas modernas de inteligência artificial para acelerar a produção de código.
A iniciativa ganhou notoriedade no início de outubro de 2026, quando começaram a circular demonstrações de aplicativos semelhantes aos produtos da Adobe Creative Cloud.
Em seguida, o desenvolvedor ampliou o projeto com alternativas para três das principais ferramentas de produtividade da Microsoft: Word, Excel e PowerPoint.
A proposta é oferecer aplicações gratuitas, com código-fonte disponível publicamente e interfaces familiares para usuários acostumados aos softwares tradicionais.
A principal novidade, contudo, não está simplesmente na existência de alternativas gratuitas. Projetos como GIMP e LibreOffice já seguem esse caminho há muitos anos.
O diferencial é a velocidade com que diversas aplicações complexas começaram a ser reconstruídas com o auxílio da IA.
Os programas realmente foram criados em poucas horas?
Essa é uma das afirmações que mais despertam curiosidade.
Os repositórios dos principais aplicativos da Adobe começaram a aparecer no final de setembro e no início de outubro de 2026. Os projetos voltados ao Office surgiram poucos dias depois.
Portanto, existe evidência pública de uma sequência de lançamentos em um intervalo muito curto.
Entretanto, isso não demonstra que cada software tenha sido construído integralmente em algumas horas.
Também não existe um registro público completo que permita verificar todo o tempo de trabalho, o reaproveitamento de componentes ou as etapas anteriores à publicação.
O fato comprovável é que a inteligência artificial participou da criação de uma quantidade incomum de projetos em um período reduzido. A conclusão de que programas equivalentes aos originais foram finalizados em horas seria exagerada.
Quais programas da Adobe foram recriados com inteligência artificial?
O conjunto de ferramentas desenvolvidas sob a marca ArtCraft contempla sete aplicações inspiradas em produtos da Adobe.
| Aplicativo criado | Software de referência | Finalidade |
|---|---|---|
| PhotoCraft | Photoshop | Edição e tratamento de imagens |
| VectorCraft | Illustrator | Ilustração e gráficos vetoriais |
| FilmCraft | Premiere Pro | Edição de vídeos |
| LightCraft | Lightroom | Organização e tratamento fotográfico |
| EffectCraft | After Effects | Efeitos visuais e animações |
| DesignCraft | InDesign | Diagramação e editoração |
| PdfCraft | Acrobat | Leitura e edição de PDFs |
Os repositórios podem ser encontrados no perfil oficial do projeto ArtCraft.
PhotoCraft: a alternativa ao Photoshop
Entre todos os projetos, o PhotoCraft recebeu atenção especial.
O objetivo é reproduzir fluxos de edição de imagens conhecidos pelos usuários do Photoshop, incluindo recursos como camadas, máscaras e manipulação de arquivos gráficos.
O aplicativo busca oferecer uma experiência familiar, reduzindo o esforço de adaptação para designers e profissionais de edição.
Entretanto, trabalhar com arquivos simples não é o mesmo que suportar projetos profissionais complexos, com múltiplas camadas, efeitos avançados, perfis de cores e documentos de grande dimensão.
A compatibilidade, a estabilidade e a precisão continuam sendo desafios importantes.
A comunidade pode acompanhar a evolução pelo repositório oficial do PhotoCraft.
FilmCraft: edição de vídeos com código aberto
O FilmCraft pretende oferecer uma alternativa ao Adobe Premiere Pro.
Um editor de vídeos profissional precisa lidar com múltiplas trilhas, formatos de mídia, sincronização de áudio, transições, efeitos e exportação eficiente.
Essas funções exigem muito mais do que uma interface visual parecida com a do produto original.
É necessário administrar grandes volumes de dados, preservar a qualidade audiovisual e oferecer estabilidade durante tarefas prolongadas.
Mesmo assim, a existência de um editor experimental construído com apoio intensivo de IA demonstra como ferramentas de programação assistida podem acelerar a criação de aplicações visuais sofisticadas.
VectorCraft e os demais aplicativos
O VectorCraft segue uma proposta semelhante para ilustração vetorial, enquanto LightCraft, EffectCraft, DesignCraft e PdfCraft procuram atender a áreas específicas da criação digital.
A estratégia é relevante porque apresenta uma coleção integrada de ferramentas, e não apenas um aplicativo isolado.
Esse formato pode facilitar o compartilhamento de componentes, padrões de interface e funcionalidades comuns entre diferentes programas.
Por outro lado, manter sete produtos complexos simultaneamente representa um desafio considerável, especialmente quando a comunidade passa a solicitar correções, melhorias e novos recursos.
Microsoft Office também entrou na mira da inteligência artificial
Depois das alternativas aos aplicativos da Adobe, Thomas apresentou projetos inspirados no Microsoft Office.
A expansão foi noticiada em outubro de 2026 por veículos como Tom’s Hardware e TechRadar.
São três ferramentas principais:
WordCraft, alternativa ao Microsoft Word
Editor de documentos voltado à criação de textos formatados, tabelas, estilos, referências e arquivos compatíveis com fluxos de trabalho do Word.
GridCraft, alternativa ao Microsoft Excel
Aplicativo de planilhas que busca reproduzir funções de organização de dados, cálculos, fórmulas e operações típicas de ferramentas de produtividade.
DeckCraft, alternativa ao Microsoft PowerPoint
Ferramenta para desenvolver apresentações com slides, textos, imagens, temas, elementos gráficos e diferentes layouts.
Os projetos possuem repositórios próprios, como WordCraft, GridCraft e DeckCraft.
Embora ainda não ofereçam necessariamente todos os recursos e níveis de compatibilidade do Microsoft 365, representam uma ampliação relevante da proposta original.
A mensagem implícita é clara: softwares de produtividade estabelecidos também podem ser alvos de novas implementações aceleradas por inteligência artificial.
Como a inteligência artificial Claude ajudou a desenvolver os aplicativos?
O ponto central da iniciativa é a utilização do Claude, desenvolvido pela Anthropic, como ferramenta de apoio à engenharia de software.
Diferentemente dos sistemas tradicionais de autocompletar código, assistentes modernos de programação conseguem analisar arquivos, interpretar requisitos, propor arquiteturas, produzir funções, modificar projetos e auxiliar na correção de erros.
Na prática, isso pode transformar a maneira como um programador organiza seu trabalho.
Em vez de implementar manualmente cada componente, o desenvolvedor pode descrever um resultado desejado, solicitar uma primeira implementação, executar testes e orientar sucessivas melhorias.
Esse processo não elimina a necessidade de conhecimento técnico. Ele altera a distribuição do esforço.
⚙️ O papel da linguagem Rust
Outro aspecto importante é a escolha da linguagem Rust.
Rust é conhecida pelo foco em desempenho, segurança de memória e confiabilidade. Essas características são relevantes para aplicações que processam imagens, vídeos, documentos e grandes conjuntos de dados.
A linguagem também favorece a criação de componentes reutilizáveis, algo particularmente interessante quando diversos aplicativos compartilham funcionalidades.
No entanto, utilizar Rust não torna automaticamente um software rápido, seguro ou livre de defeitos.
A arquitetura, a qualidade do código, os testes e a manutenção continuam determinantes.
💻 O que é vibe coding?
O episódio também colocou em evidência a expressão vibe coding.
O termo descreve uma abordagem de desenvolvimento na qual o programador utiliza instruções em linguagem natural para orientar uma IA na produção de código.
Imagine solicitar:
Crie um editor de imagens com suporte a camadas, ferramentas de seleção, atalhos de teclado e abertura de arquivos PSD.
Um agente de programação pode decompor esse pedido em componentes, gerar arquivos, implementar interfaces e sugerir testes.
O resultado inicial, porém, raramente resolve todos os problemas.
O trabalho de engenharia continua sendo necessário para verificar se as funções realmente operam, se os arquivos são preservados corretamente e se o aplicativo suporta situações não previstas.
É justamente essa diferença entre velocidade de geração e qualidade final que torna o caso ArtCraft tão interessante.
O código aberto pode ameaçar o modelo de assinaturas?
A popularidade desses projetos também está relacionada à insatisfação de parte dos consumidores com o custo e as condições de contratação de softwares profissionais.
Adobe e Microsoft construíram ecossistemas amplos, utilizados diariamente por empresas, escolas, designers, produtores audiovisuais e milhões de profissionais.
Seus produtos oferecem recursos avançados, atualizações, suporte, integrações e serviços em nuvem.
Em contrapartida, muitos usuários gostariam de ter maior controle sobre os programas que utilizam, especialmente quando precisam de apenas uma pequena parte das funcionalidades disponíveis.
É nesse contexto que o código aberto ganha força.
Um aplicativo open source permite que desenvolvedores examinem seu código, proponham melhorias e, conforme a licença, criem versões derivadas.
No caso dos projetos ArtCraft, diversos repositórios adotam licenças permissivas, como MIT e Apache 2.0.
Isso pode incentivar contribuições independentes, auditorias e evolução comunitária.
O desafio está em transformar entusiasmo inicial em manutenção permanente.
Um software não precisa apenas ser criado. Ele precisa funcionar continuamente, acompanhar mudanças nos sistemas operacionais, corrigir vulnerabilidades e preservar arquivos importantes.
Clonar Photoshop e Office é legal?
A palavra clone pode causar a impressão de que o desenvolvedor copiou o código original de programas comerciais.
Mas essa não é necessariamente a situação.
Os projetos ArtCraft se apresentam como reimplementações independentes, utilizando uma abordagem conhecida como clean room, ou desenvolvimento em ambiente separado.
Nesse método, a intenção é reproduzir determinados comportamentos e funcionalidades sem utilizar código-fonte proprietário.
Entretanto, a legalidade depende de fatores como direitos autorais, patentes, marcas, elementos visuais protegidos e legislação aplicável.
O fato de um aplicativo ser gratuito ou de código aberto não significa que esteja automaticamente livre de questionamentos jurídicos.
Segundo a cobertura da Ars Technica, as semelhanças visuais e funcionais foram justamente um dos aspectos que despertaram debate na comunidade tecnológica.
Por isso, é importante distinguir uma alternativa independente de uma versão oficial.
PhotoCraft não é Photoshop, assim como WordCraft não é Microsoft Word. Os projetos não devem ser confundidos com produtos desenvolvidos ou aprovados pelas respectivas empresas.
Os clones gratuitos são seguros para instalar?
Essa é uma pergunta essencial, especialmente para quem pretende trabalhar com documentos confidenciais, imagens de clientes ou planilhas financeiras.
O código aberto favorece a transparência, mas não garante que todas as partes do programa tenham passado por auditorias independentes.
Softwares produzidos rapidamente com inteligência artificial podem apresentar problemas difíceis de identificar em testes superficiais.
Entre os riscos estão falhas no tratamento de arquivos, incompatibilidade de formatos, perda de dados, consumo excessivo de memória e vulnerabilidades de segurança.
Cuidados antes de experimentar os aplicativos
- Baixar arquivos somente dos repositórios oficiais e verificar a origem das versões executáveis.
- Evitar utilizar documentos originais sem cópias de segurança.
- Testar inicialmente com arquivos fictícios e não confidenciais.
- Consultar problemas relatados pela comunidade e o histórico de atualizações.
- Não substituir imediatamente ferramentas utilizadas em operações críticas.
A recomendação é acompanhar os projetos e testar suas funcionalidades com cautela, especialmente enquanto permanecerem em desenvolvimento experimental.
Photoshop e Microsoft Office podem realmente ser substituídos?
A resposta depende do perfil do usuário.
Para estudantes, entusiastas e profissionais com necessidades simples, ferramentas gratuitas podem oferecer recursos suficientes para diversas atividades.
Entretanto, setores como publicidade, produção audiovisual, engenharia, design editorial e gestão corporativa frequentemente dependem de compatibilidade rigorosa, estabilidade e integrações específicas.
| Critério | Softwares comerciais consolidados | Projetos ArtCraft |
|---|---|---|
| Maturidade | Produtos estabelecidos | Estágio inicial |
| Custo de licença | Conforme o produto e plano | Código aberto e gratuito |
| Recursos avançados | Ampla cobertura | Em desenvolvimento |
| Compatibilidade profissional | Geralmente consolidada | Ainda precisa de validação |
| Suporte e manutenção | Estruturas comerciais | Desenvolvimento e comunidade |
| Personalização do código | Normalmente restrita | Permitida conforme licença |
O cenário atual não indica a substituição imediata dos softwares comerciais.
O que está mudando é a capacidade de criar concorrentes experimentais em menor escala.
Anteriormente, lançar um editor de imagens avançado exigia investimentos expressivos apenas para construir uma primeira versão convincente.
A programação assistida por IA pode reduzir essa barreira, permitindo que pequenas equipes e desenvolvedores independentes explorem mercados dominados por grandes empresas.
Isso não significa que todos os novos aplicativos terão sucesso.
Significa que o número de projetos capazes de tentar competir provavelmente aumentará.
O que essa revolução representa para empresas e desenvolvedores brasileiros?
O impacto potencial vai muito além de softwares criativos.
No Brasil, pequenas empresas frequentemente precisam desenvolver aplicativos, sistemas administrativos, plataformas digitais e ferramentas personalizadas com orçamentos limitados.
A inteligência artificial pode ampliar a produtividade de equipes técnicas, especialmente durante a criação de protótipos, interfaces, testes automatizados e integrações.
Uma empresa especializada em aplicativos para Smart TV, por exemplo, pode utilizar assistentes de programação para acelerar determinadas etapas de desenvolvimento, produzir documentação e identificar defeitos.
Entretanto, homologação, compatibilidade com dispositivos, segurança, integração com serviços externos e publicação nas plataformas continuam exigindo trabalho especializado.
O mesmo vale para sistemas financeiros, plataformas educacionais, aplicativos de saúde e ferramentas empresariais.
A oportunidade não está em eliminar a engenharia de software, mas em permitir que profissionais qualificados desenvolvam soluções com mais produtividade.
Organizações que combinarem inteligência artificial com boas práticas de engenharia poderão experimentar ideias mais rapidamente, reduzir o retrabalho e concentrar recursos nos problemas que realmente exigem conhecimento humano.
O futuro do software será construído por inteligência artificial?
O projeto de Brandon Thomas sinaliza uma transformação importante na indústria.
Durante muitos anos, escrever código foi uma das principais atividades operacionais no desenvolvimento de software.
Com a evolução dos agentes de IA, parte crescente dessa tarefa pode ser automatizada.
Isso tende a valorizar competências como arquitetura de sistemas, definição de requisitos, experiência do usuário, segurança, testes e capacidade de avaliar resultados.
Também pode alterar a relação entre consumidores e fornecedores.
Se alternativas independentes forem capazes de amadurecer com custos menores, fabricantes tradicionais precisarão continuar demonstrando o valor de seus produtos por meio de confiabilidade, integração, funcionalidades exclusivas e atendimento.
Mas há uma questão que ainda precisa ser respondida.
Criar dez aplicativos rapidamente é impressionante. Mantê-los funcionando, corrigidos e competitivos durante anos é um desafio completamente diferente.
A verdadeira prova da inteligência artificial no desenvolvimento de software não será apenas a quantidade de código que ela consegue produzir.
Será a capacidade de ajudar a criar produtos seguros, úteis e sustentáveis.
❓ Perguntas frequentes sobre os clones do Photoshop e Office
Quem criou os clones do Photoshop e Microsoft Office?
Os aplicativos foram apresentados pelo desenvolvedor Brandon Thomas, ligado ao projeto ArtCraft, com auxílio da inteligência artificial Claude.
Os programas são realmente gratuitos?
Os principais projetos estão disponíveis como software de código aberto, com licenças permissivas. É importante consultar as condições específicas de cada repositório.
Qual inteligência artificial foi utilizada?
O desenvolvedor afirma ter utilizado Claude Opus 5.5, da Anthropic, para auxiliar na criação dos aplicativos.
Os clones já substituem Photoshop, Word e Excel?
Não integralmente. As versões divulgadas em outubro de 2026 ainda apresentam limitações e precisam amadurecer para atender às exigências de muitos usuários profissionais.
É possível instalar os aplicativos no Windows?
Diversos projetos anunciam suporte a Windows, macOS e Linux, embora a disponibilidade e o grau de funcionamento variem entre os aplicativos e versões.
Onde encontrar os programas?
O caminho mais seguro para consultar os códigos, a documentação e as versões disponíveis é a organização ArtCraft no GitHub.
A inteligência artificial pode acabar com a profissão de programador?
A tecnologia pode automatizar partes significativas da produção de código, mas o desenvolvimento profissional envolve decisões técnicas, segurança, testes, manutenção e responsabilidade pelo funcionamento dos sistemas.
O maior impacto não está nos clones, mas na maneira como foram criados
A iniciativa de Brandon Thomas não demonstra que Photoshop, Illustrator, Premiere, Word, Excel ou PowerPoint se tornaram obsoletos.
Os aplicativos apresentados ainda precisam evoluir consideravelmente antes de competir em igualdade com ferramentas comerciais maduras.
Mesmo assim, o episódio revela algo relevante: a inteligência artificial está reduzindo barreiras técnicas para criar softwares complexos e permitindo que projetos menores avancem em uma velocidade que, até recentemente, parecia improvável.
O futuro poderá reunir grandes plataformas comerciais, ferramentas independentes de código aberto e aplicações personalizadas desenvolvidas com apoio de agentes de IA.
A pergunta mais interessante, portanto, talvez não seja se a inteligência artificial conseguirá copiar os programas que usamos hoje.
A verdadeira questão é quais softwares completamente novos poderão surgir quando desenvolver uma ideia deixar de exigir os mesmos recursos e prazos do passado.