Bons exemplos são a chave para inteligência artificial

3d rendering humanoid robot working with headset and notebook

inteligência artificial

Mem­bro do alto escalão do Google, a cien­tista Cassie Kozyrkov acred­i­ta que os próx­i­mos avanços em machine learn­ing depen­dem mais dos fins do que dos meios. Sis­temas e algo­rit­mos de inteligên­cia arti­fi­cial já estão disponíveis aos montes, afir­ma ela. “O mais difí­cil é enten­der o que eles vão faz­er e como eles terão a certeza de que aqui­lo está cer­to.”

A pesquisado­ra afir­mou durante a con­fer­ên­cia de ino­vação e tec­nolo­gia Web Sum­mit 2018 que os engen­heiros que tra­bal­ham com inteligên­cia arti­fi­cial pre­cisam ter em mente quais funções ess­es sis­temas vão desem­pen­har — e não ape­nas como o farão. “Esta­mos ten­tan­do mudar essa men­tal­i­dade no Google”, diz ela. “Humanos ensi­nam algo a ess­es algo­rit­mos, então tem um nív­el de sub­je­tivi­dade aí, por isso é mis­são de líderes e desen­volve­dores pen­sar o que ess­es sis­temas podem apren­der.”

Bons exemplos são a chave para inteligência artificial
Para Kozyrkov, muitos pesquisadores e desen­volve­dores bus­cam maneiras de dotar os sis­temas de machine learn­ing de instruções do que faz­er quan­do, na ver­dade, a solução mais sim­ples é dar exem­p­los do que faz­er. Ela mes­mo expli­ca sua tese a par­tir de uma com­para­ção: uma máquina que iden­ti­fi­caria fotos de gatos.

“É mais fácil mostrar um monte de fotos de gatos e um monte de fotos de ‘não-gatos’ para um com­puta­dor para que ele sai­ba quais são as fotos do ani­mal”, diz Kozyrkov. “É mais fácil usar exem­p­los do que instruções, essa é a chave do apren­diza­do automáti­co: exem­p­los, afi­nal, são dados.”

A pesquisado­ra acred­i­ta que esse méto­do deva se esten­der do iní­cio ao fim do desen­volvi­men­to de sis­temas de machine learn­ing. Nesse sen­ti­do, máquinas apren­de­ri­am mais por ten­ta­ti­va e erro do que por lin­has de códi­go que ten­tam definir um uni­ver­so enorme de dados. “É como um teste que um pro­fes­sor pas­sa para seus estu­dantes: você só vai saber se seu estu­dante apren­deu algo se ele pud­er respon­der a várias questões”, diz.

As declar­ações da cien­tista con­dizem com as téc­ni­cas apli­cadas pelo Google a seus pro­je­tos de apren­diza­do automáti­co. De respostas de captcha a fras­es uti­lizadas no seu serviço de tradução, um sem número de dados está à dis­posição da gigante norte-amer­i­cana e dos seus sis­temas de inteligên­cia arti­fi­cial.

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