Taxa de renovação da Câmara dos Deputados foi a maior em 20 anos

Plenário do Senado aprovou o Projeto de Resolução (PRS) 42/2018, que autoriza o município de Caucaia (CE) a contratar operação de crédito externo.

Taxa de renovação da Câmara dos Deputados foi a maior em 20 anos

Lev­an­ta­men­to do Depar­ta­men­to Inter­sindi­cal de Asses­so­ria Par­la­men­tar (Diap) indi­cou que a taxa de ren­o­vação na Câmara Fed­er­al super­ou as expec­ta­ti­vas e alcançou 52% nas eleições deste domin­go (07/10). Com isso, 267 novos dep­uta­dos fed­erais vão assumir o manda­to no próx­i­mo ano. É o maior índice de ren­o­vação dos últi­mos 20 anos, infor­ma a pesquisa.

Des­de 1990, este per­centu­al só foi ultra­pas­sa­do na eleição de 1990, quan­do o índice foi de 62%, e em 1994, quan­do a ren­o­vação foi de 54%. De acor­do com o Diap, os dep­uta­dos eleitos efe­ti­va­mente novos – o que exclui os que vier­am de out­ros car­gos ou que estavam sem manda­to, mas já foram dep­uta­dos fed­erais — são lid­er­anças evangéli­cas, poli­ci­ais “lin­ha dura”, cele­bri­dades e par­entes de políti­cos tradi­cionais.

O insti­tu­to con­sta­tou que, dos 513 dep­uta­dos fed­erais atual­mente em exer­cí­cio, 79% dis­putaram a reeleição, sendo que 60% destes con­seguiram novo manda­to neste domin­go. Por­tan­to, dos 407 dep­uta­dos que con­cor­reram à reeleição, 246 foram recon­duzi­dos ao car­go. Em agos­to, pro­jeção da enti­dade pre­via que 75% deles dev­e­ri­am se reeleger.

Ren­o­vação rel­a­ti­va
A pesquisa de ren­o­vação incluiu os que estavam em out­ros car­gos ou que já tiver­am manda­to na Casa em out­ra leg­is­latu­ra e retornaram neste pleito. “Na real­i­dade, o que hou­ve foi uma cir­cu­lação no poder, com o deslo­ca­men­to de dep­uta­dos estad­u­ais, ex-dep­uta­dos fed­erais, ex-min­istros, senadores e ex-senadores, ex-prefeitos e ex-gov­er­nadores, além de secretários estad­u­ais, para a Câmara Fed­er­al”, diz o Diap.

Neste caso estão dois senadores adver­sários, ambos envolvi­dos na Lava Jato, que optaram por ten­tar a Câmara, e estão na relação dos que foram bem-suce­di­dos: Aécio Neves (PSDB-MG), que rece­beu mais de 50 mil­hões de votos para a Presidên­cia em 2014, con­tabi­li­zou ago­ra modestos 106 mil votos. Já Gleisi Hoff­mann (PT-PR) con­quis­tou o dobro de Aécio, cer­ca de 212 mil ao con­quis­tar uma vaga na Câmara pelo seu esta­do.

Para o anal­ista políti­co do Diap, André San­tos, a ren­o­vação existe for­mal­mente, mas deve ser rel­a­tiviza­da pois não impli­ca efe­ti­va reestru­tu­ração políti­ca da Casa. “Hou­ve por parte da própria sociedade uma espé­cie de ansiedade em mudar as car­ac­terís­ti­cas do Con­gres­so. A sociedade quis, em tese, mod­i­ficar o sis­tema políti­co no Par­la­men­to. Porém, isso não foi alcança­do efe­ti­va­mente quan­do a gente vê essa cir­cu­lação de poder, pois muitos não são estre­antes”.

 

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