SP Fashion Week destaca nova geração da moda

SP Fashion Week 2018

A sem­ana de moda nacional vive uma era de extremos. Com iní­cio neste domin­go, 21, a 46ª edição da São Paulo Fash­ion Week ocorre até a próx­i­ma sex­ta, 26, em dois novos endereços: o espaço Arca, na Vila Leopold­ina, e o Farol San­tander, no cen­tro da cidade. De um lado, uma elite de estilis­tas con­sagra­dos, como Reinal­do Lourenço, Glória Coel­ho e Patrí­cia Viera, e as grandes mar­cas con­sol­i­dadas com lojas por todo o Brasil, como Ani­male, Osklen e a estre­ante Bob­store.

Do out­ro, mar­cas muito jovens, como a Kor­she 01 e a Mip­in­ta, com menos de um ano de vida, venden­do online, ape­nas sob encomen­da e sem planos de negó­cios for­mais.

Coman­dadas por novos empreende­dores, elas gan­ham destaque no line-up com­pon­do o pro­je­to Est­u­fa. “Tudo está mudan­do. A tec­nolo­gia da infor­mação, os proces­sos, a moda tam­bém pre­cisa se rein­ven­tar”, afir­ma Paulo Borges, que com­ple­ta 22 anos à frente da direção cria­ti­va da maior fash­ion week do país.

Essa inclusão de novas mar­cas na pro­gra­mação pode­ria ser lida como um ape­lo para atrair os jovens para os des­files, mas a história é out­ra. O Est­u­fa é o prin­ci­pal atra­ti­vo para grandes patroci­nadores do even­to — como um ban­co, por exem­p­lo. A moda pre­cisa se apoiar em out­ros assun­tos e preser­var sua chama viva. O espíri­to do tem­po cla­ma por pequenos negó­cios e o empreende­doris­mo está na moda — em meio a uma crise econômi­ca e desem­prego beiran­do os 12%, ele sug­ere uma luz no fim do túnel. Mais robus­to, com mais des­files, palestras e exposições, o Est­u­fa lev­an­ta o assun­to receben­do pes­soas e ideias que rep­re­sen­tam o futuro.

 

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