Brasil perde 36 mil milionários de 2017 para 2018

Brasil perde 36 mil milionários de 2017 para 2018

O Brasil perdeu 36 mil mil­ionários nos 12 meses encer­ra­dos em mea­d­os de 2018, segun­do relatório do Cred­it Suisse divul­ga­do nes­ta quin­ta-feira. Eles pas­saram de 190 mil em 2017 para 154 mil este ano. De acor­do com o ban­co, poucos país­es reg­is­traram recuo nes­so grupo, e que o prin­ci­pal fator de que­da foi a depre­ci­ação cam­bial.

As maiores per­das de mil­ionários ver­i­fi­cadas pelo estu­do foram as de Brasil, Aus­trália (-32 mil), Sué­cia (-20 mil), Turquia (-16 mil) e Argenti­na (-9 mil). Já os país­es que mais gan­haram mil­ionários foram Esta­dos Unidos (878 mil), França (259 mil), Ale­man­ha (253 mil), Reino Unido (244 mil) e Itália (200 mil).

Em todo o mun­do, o total de mil­ionários cresceu: 2,3 mil­hões de pes­soas entraram para o grupo no perío­do anal­isa­do, total­izan­do 42,2 mil­hões.

A riqueza glob­al agre­ga­da subiu US$ 14 bil­hões, e alcançou US$ 317 bil­hões, uma alta de cer­ca de 4,6%. O avanço é menor do que o reg­istra­do em 2017, mas supera a taxa média do que o ban­co chama de “era pós-2008”.

A insti­tu­ição ressalta que essa expan­são foi sufi­ciente para super­ar tam­bém o cresci­men­to da pop­u­lação, fazen­do com que a riqueza por adul­to crescesse aprox­i­mada­mente 3,2%, um val­or recorde.

Anal­isan­do os gan­hos de riqueza, EUA e Chi­na foram os grandes campeões. O aumen­to da riqueza das famílias amer­i­canas foi de US$ 6,3 tril­hões de 2017 para 2018, a maior parte dis­so em função de gan­hos com ativos finan­ceiros, diz o ban­co. No país asiáti­co, o avanço foi de US$ 2,3 tril­hões.

As maiores per­das foram no Brasil, com menos US$ 380 bil­hões, na Turquia (- US$ 190 bil­hões) e Argenti­na (- US$ 130 bil­hões). A insti­tu­ição desta­ca que a Venezuela provavel­ment efoi pior que ess­es país­es, “mas não somos capazes de ofer­e­cer uma esti­ma­ti­va con­fiáv­el dado o colap­so da taxa de câm­bio”.

Em taxas atu­al­izadas, a riqueza glob­al cresceu US$ 14 tril­hões, ou 4,6% no ano encer­ra­do em mea­d­os de 2018, com a maior colab­o­ração para esse total sendo os US$ 6,3 tril­hões amer­i­canos.

Segun­do o ban­co, “o número de mil­ionários em um país e sua tendên­cia ao lon­go do tem­po são geral­mente vis­tas como um sinal da saúde econômi­ca de um país e de sua capaci­dade de ger­ar opor­tu­nidades de cri­ação de riqueza”.

A riqueza, expli­ca o relatório, é uma fonte de finan­cia­men­to para o con­sumo futuro, prin­ci­pal­mente na aposen­ta­do­ria, e para reduzir a vul­ner­a­bil­i­dade a choques como o desem­prego, prob­le­mas de saúde e desas­tres nat­u­rais. Ela tam­bém aumen­ta as opor­tu­nidades para o setor infor­mal e ativi­dades empreende­do­ras quan­do usa­da para emprés­ti­mos.

Mul­heres
O ban­co esti­ma que a riqueza das mul­heres rep­re­sente 40% do patrimônio total. E a tendên­cia mostra que as mul­heres que con­stroem sua riqueza por con­ta própria estão con­seguin­do suces­so nos negó­cios e entran­do nos cír­cu­los mais altos.

Ape­sar deste movi­men­to, afir­ma o Cred­it Suisse, algu­mas cat­e­go­rias de mul­heres, como as divor­ci­adas e as mães solteiras, con­tin­u­am em desvan­tagem — mes­mo em país­es nos quais o pro­gres­so é maior.

 

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