Brasil não precisa ficar rico para dar salto de qualidade na educação, diz diretor da OCDE

Brasil não precisa ficar rico para dar salto de qualidade na educação, diz diretor da OCDE

O pres­i­dente eleito para assumir o gov­er­no brasileiro em 2019, seja quem for, pre­cis­ará pri­orizar a edu­cação se quis­er resolver os prob­le­mas econômi­cos do País. O diag­nós­ti­co é do dire­tor do depar­ta­men­to de edu­cação da Orga­ni­za­ção para Coop­er­ação e Desen­volvi­men­to Econômi­co (OCDE), Andreas Schle­ich­er.

Con­sid­er­a­do uma das maiores autori­dades no tema, o físi­co alemão de 54 anos é o ide­al­izador do Pisa, o exame inter­na­cional apli­ca­do pela OCDE a estu­dantes de 15 anos de 75 país­es, que se tornou o prin­ci­pal parâmetro para medir qual­i­dade de ensi­no no mun­do.

Em entre­vista à BBC News Brasil, Schle­ich­er diz que, mes­mo num cenário de difi­cul­dades fis­cais e alta taxa de desem­prego, o cam­in­ho para o desen­volvi­men­to brasileiro pre­cis­ará pas­sar, inevi­tavel­mente, pela edu­cação.

“O Brasil não pre­cisa esper­ar ter mais recur­sos. Aliás, se o Brasil não inve­stir em edu­cação, não se tornará um país rico. A Cor­eia do Sul era muito mais pobre que o Brasil nos anos 60 e usou todos os últi­mos recur­sos que tin­ha em edu­cação. E foi isso que fez com que se tor­nasse um país rico”, afir­ma.

Segun­do ele, qual­i­dade da edu­cação num país não tem a ver com o nív­el de riqueza, mas sim com o inves­ti­men­to inteligente dos recur­sos de que dis­põe.


“As pes­soas dizem: ‘O Brasil é um país pobre e pre­cisa ficar rico antes de alcançar uma boa edu­cação.’ E isso não é ver­dade. Você pode ver país­es como o Viet­nã, onde os mais pobres vão tão bem quan­to os ricos no Brasil.”

O dire­tor da OCDE crit­i­ca o que chama de “inves­ti­men­tos despro­por­cionais” do gov­er­no brasileiro no ensi­no supe­ri­or, em com­para­ção com os gas­tos com ensi­no fun­da­men­tal. Uma estraté­gia que, segun­do ele, “cimen­ta desigual­dades”.

Mas vê como um grande feito do Brasil o fato de ter con­segui­do incluir a pop­u­lação na esco­la, na déca­da de 90 e nos anos 2000, sem pio­rar resul­ta­dos durante o proces­so.

Schle­ich­er defende ain­da que, em um país desigual em opor­tu­nidades como o Brasil, é impor­tante dire­cionar inves­ti­men­tos públi­cos para quem mais pre­cisa.

“É pre­ciso alo­car recur­sos onde eles real­mente farão a difer­ença, ou seja, nas esco­las e em pes­soas em situ­ação de desvan­tagem econômi­ca e social. Se você vem de uma família rica, esco­lar­i­dade pode não faz­er toda a difer­ença na sua vida. Mas se você vem de uma família pobre, a esco­la pode ser sua úni­ca chance na vida. Se você perder esse bar­co, não haverá out­ra opor­tu­nidade.”

Leia os prin­ci­pais tre­chos da entre­vista, que faz parte de uma série de reporta­gens da BBC News Brasil sobre as lições que o mun­do ofer­ece à edu­cação no país:

BBC News Brasil — Quais os pon­tos mais vul­neráveis do sis­tema edu­ca­cional brasileiro?

Andreas Schle­ich­er — Eu não ten­ho uma pos­tu­ra críti­ca ao Brasil. O Brasil con­seguiu expandir o seu sis­tema de ensi­no e, pelo menos, man­ter o nív­el dos resul­ta­dos de apren­diza­do. Isso é raro. Muitos país­es que expandi­ram o aces­so perder­am qual­i­dade. Mas claro que é um pas­so ini­cial e há muitos desafios pela frente.

O Brasil, por exem­p­lo, investe de for­ma bem despro­por­cional em alunos uni­ver­sitários, ou seja, aque­les que sobre­viver­am ao sis­tema edu­ca­cional gan­ham muitos fun­dos públi­cos. E, nos primeiros anos de esco­la, o inves­ti­men­to é bem modesto. Eu não acho que din­heiro seja tudo, mas é um pon­to de par­ti­da.

Os país­es que vão bem focam em fatores que influ­en­ci­am na qual­i­dade dos pro­fes­sores, e ess­es profis­sion­ais cumprem um papel mais rel­e­vante no sis­tema edu­ca­cional, para além da trans­fer­ên­cia de con­hec­i­men­to aos alunos. Os pro­fes­sores no Brasil não têm uma ver­dadeira car­reira e tam­bém não há uma var­iedade de opor­tu­nidades para os alunos. Tudo é muito cen­tra­do em uni­ver­si­dade. Você não tem mui­ta alter­na­ti­va.

BBC News Brasil — No con­tex­to brasileiro, em que é pre­ciso edu­car e empre­gar os jovens? Seria recomendáv­el inve­stir mais em edu­cação téc­nica?

Schle­ich­er — É impor­tante garan­tir var­iedade de for­mas de apren­diza­do, pos­si­bil­i­tar o apren­diza­do de maneira mais práti­ca e menos teóri­ca. No momen­to, todo o foco está nas uni­ver­si­dades, como se esse fos­se o úni­co cam­in­ho para o suces­so. E todos se diglad­i­am para chegar lá. Se não con­seguem em uni­ver­si­dades públi­cas, vão para insti­tu­ição pri­vadas — algu­mas com qual­i­dade ques­tionáv­el.

Muitos país­es ofer­e­ce­r­am uma gama mais vari­a­da de opções de for­mação com alta qual­i­dade. Imag­i­no que muitas pes­soas no Brasil não con­sid­er­ari­am uma edu­cação profis­sion­al­izante como primeira opção, porque ela não tem o mes­mo nív­el de prestí­gio.

É difer­ente da Suíça e da Ale­man­ha, onde esse tipo de qual­i­fi­cação tem o mes­mo prestí­gio que a uni­ver­sitária, o que faz com que essas opções se tornem atra­ti­vas para os jovens. Em ger­al, as pes­soas apren­dem de maneiras difer­entes e o sis­tema de ensi­no tem de ser capaz de cri­ar essa diver­si­dade. Pro­fes­sores em sala têm de abraçar téc­ni­cas pedagóg­i­cas vari­adas, mas tam­bém ofer­e­cer cam­in­hos difer­entes para os alunos.

BBC News Brasil — Então, a uni­ver­si­dade não deve ser encar­a­da como o mel­hor cam­in­ho para o desen­volvi­men­to, e não deve ser pri­or­i­dade em ter­mos de inves­ti­men­tos públi­cos?

Schle­ich­er — Com certeza, não. Não é bom para as pes­soas e não é bom para o Brasil. Os con­hec­i­men­tos e qual­i­fi­cações de que a sociedade brasileira pre­cisa são muito diver­sos e o sis­tema deve respon­der de for­ma cria­ti­va. O foco não deve ser só nas uni­ver­si­dades.

Por um lado, você pode diz­er que é bom que o din­heiro públi­co este­ja indo para as uni­ver­si­dades, mas ele aca­ba sendo dire­ciona­do somente àque­las pes­soas que foram bem suce­di­das da esco­la. E, nor­mal­mente, os jovens de famílias mais ric­as, que têm mais apoio e foram para boas esco­las, se ben­e­fi­ci­am com a maior parcela do din­heiro públi­co. Isso prati­ca­mente cimen­ta as desigual­dades que vemos no Brasil.

BBC News Brasil — E em que o Brasil dev­e­ria focar, no próx­i­mo gov­er­no?

Schle­ich­er — Seria mel­hor garan­tir que todas as pes­soas, nos primeiros anos de vida, rece­bam mais apoio e aces­so aos mel­hores pro­fes­sores, além de desen­volver a capaci­dade de atrair os pro­fes­sores mais tal­en­tosos para as esco­las de maior vul­ner­a­bil­i­dade, dan­do a mel­hor edu­cação às cri­anças em maior desvan­tagem socioe­conômi­ca.

Quer­e­mos que os mel­hores alunos con­sigam vagas nas uni­ver­si­dades, não os mais ricos. Inve­stir nos primeiros anos de esco­lar­i­dade, cri­ar fun­da­men­tos sóli­dos já no iní­cio da infân­cia é o mel­hor inves­ti­men­to. Isso inclui garan­tir fun­da­men­tos psi­cológi­cos e emo­cionais sóli­dos aos jovens estu­dantes.

BBC News Brasil — Então, uni­ver­si­dade não deve ser vista como algo que pre­cisa ser uni­ver­sal­iza­do?

Schle­ich­er — A tendên­cia é que algum tipo de for­mação con­tin­u­a­da, após o ensi­no médio, seja uni­ver­sal­iza­do. No sécu­lo 21, espe­cial­iza­ção ou for­mação téc­ni­ca é o que o ensi­no médio era no sécu­lo 20. As pes­soas pre­cisam de algum apren­diza­do para além da esco­la. Mas isso não sig­nifi­ca ir para a uni­ver­si­dade. E não sig­nifi­ca uma for­mação que ven­ha logo após o ensi­no médio.

Pre­cisamos pen­sar em um apren­diza­do ao lon­go da vida, que garan­ta que as pes­soas ten­ham mais con­t­role sobre o que querem apren­der, como e onde. No momen­to, a ideia pre­pon­der­ante (no Brasil) é que temos que ter um bom diplo­ma de ensi­no médio, depois um bom diplo­ma uni­ver­sitário e, então, eu paro de apren­der. Esse não é o mod­e­lo do sécu­lo 21. O Brasil deve ofer­e­cer a todos uma opor­tu­nidade de con­tin­uar sua for­mação edu­ca­cional. Isso deve ser uni­ver­sal, mas isso não sig­nifi­ca que a uni­ver­si­dade deva ser o úni­co cam­in­ho.

BBC News Brasil — Que out­ros cam­in­hos para o suces­so o sen­hor sug­eriria?

Schle­ich­er — Pode­ria ser uma for­mação téc­ni­ca de alta qual­i­dade, pode­ria ser treina­men­tos de alto padrão dire­ta­mente nos locais tra­bal­ho, nas empre­sas. Há vários cam­in­hos para expandir seus hor­i­zontes.

BBC News Brasil — Ter uma boa políti­ca de qual­i­fi­cação e val­oriza­ção dos pro­fes­sores é chave para bons resul­ta­dos edu­ca­cionais, segun­do os relatórios da OCDE. Como o Brasil pode mel­ho­rar?

Schle­ich­er — Tudo começa por sele­cionar os mel­hores profis­sion­ais. Isso sig­nifi­ca tornar a for­mação para o mag­istério bem sele­ti­va, e garan­tir que uma parte con­sid­eráv­el do treina­men­to se dê nas salas de aula das esco­las, não ape­nas nas uni­ver­si­dades. As salas de aula são os locais onde os pro­fes­sores adquirem boa parte da téc­ni­ca e da qual­i­fi­cação.

Em resumo, ter um equi­líbrio entre for­mação teóri­ca e práti­ca e ser sele­ti­vo na con­tratação seri­am bons pon­tos de par­ti­da. E, por fim, o que eu acho que é muito impor­tante no con­tex­to brasileiro dar aos pro­fes­sores opor­tu­nidades para con­tin­uar a apren­der e se desen­volver.

O mun­do está mudan­do muito rap­i­da­mente e dar aos pro­fes­sores car­reiras inter­es­santes, apoio e tem­po para inve­stir no apren­diza­do, para além do tem­po gas­to em sala de aula é essen­cial. A imagem do pro­fes­sor no Brasil, não raro, é a de um instru­tor.

BBC News Brasil — A val­oriza­ção da car­reira de pro­fes­sor pas­sa primeiro por mel­hores salários?

Schle­ich­er — Por um lado, podemos diz­er que o Brasil tornou dar aulas um pouco mais atra­ti­vo finan­ceira­mente nos últi­mos anos. Os salários aumen­taram um pouco. Mas o Brasil não fez o sufi­ciente para tornar a car­reira de pro­fes­sor int­elec­tual­mente atra­ti­va. E você quer que as pes­soas mais tal­en­tosas e com­pe­tentes da sociedade se tornem pro­fes­sores. É o que apren­demos da Fin­lân­dia. Lá, os salários de pro­fes­sores não são fan­tás­ti­cos, mas todos querem se tornar pro­fes­sores, porque é con­sid­er­a­do uma car­reira incrív­el. Pro­fes­sores estão sendo mel­hor pagos no Brasil do que antes, mas o tipo de tra­bal­ho que eles exercem é indus­tri­al.

BBC News Brasil — No Brasil, não existe um cur­rícu­lo nacional. Mais recen­te­mente, foram lançadas dire­trizes nacionais para o ensi­no fun­da­men­tal e está em elab­o­ração um pro­je­to semel­hante para o ensi­no médio. Seria recomendáv­el haver um cur­rícu­lo nacional a ser segui­do pelas esco­las?

Schle­ich­er — Esse é um tema con­tro­ver­so no Brasil, mas a min­ha visão sobre isso é clara. A grande maio­r­ia dos país­es com bom desem­pen­ho tem um cur­rícu­lo nacional. Não se tra­ta de diz­er às pes­soas o que ensi­nar e como ensi­nar, é sobre ter uma visão com­par­til­ha­da do que são bons resul­ta­dos de apren­diza­do.

É algo que sobre o que a sociedade pre­cisa refle­tir: o que é impor­tante para nós em ter­mos de apren­diza­do, que metas edu­ca­cionais quer­e­mos alcançar? Poucos país­es vão bem sem ter essa visão com­par­til­ha­da.

BBC News Brasil — Qual país seria um bom exem­p­lo de uso de cur­rícu­lo nacional, sem que isso sig­nifique reduzir a autono­mia do pro­fes­sor?

Schle­ich­er — Cur­rícu­lo não pre­cisa ser algo impos­to de cima para baixo. O Japão, por exem­p­lo, tem um cur­rícu­lo nacional e um úni­co livro didáti­co usa­do nas esco­las. Quem vê de fora pode achar que os pro­fes­sores não têm influên­cia no que está sendo ensi­na­do, mas é o con­trário. Todo pro­fes­sor do Japão par­tic­i­pa da elab­o­ração desse cur­rícu­lo. Eles par­tic­i­pam de debates nas esco­las e encam­in­ham mate­r­i­al, revisam.

Então, o cur­rícu­lo não é algo que cai do céu de repente ou que é feito só pelo Min­istério da Edu­cação. Acho que o Brasil está ten­tan­do faz­er isso. Con­sidero que o proces­so (de elab­o­ração das dire­trizes nacionais para ensi­no fun­da­men­tal e médio) tem sido bem aber­to e inclu­si­vo.

BBC News Brasil — No Brasil, mes­mo os alunos das esco­las com mais recur­sos não chegam nem à média das notas dos país­es anal­isa­dos pela OCDE. Há uma ‘uni­ver­sal­iza­ção’ da baixa qual­i­dade na edu­cação?

Schle­ich­er — Essa é uma obser­vação impor­tante. As esco­las priv­i­le­giadas não estão entre­gan­do os resul­ta­dos que se esper­aria den­tro do con­tex­to econômi­co e social. O que isso mostra é que alguns retro­ces­sos em qual­i­dade edu­ca­cional no Brasil não têm nada a ver com pobreza, são prob­le­mas sistêmi­cos que o Brasil pre­cisa resolver. Isso inclui qual­i­dade dos pro­fes­sores e ter cur­rícu­los inspi­radores.

Em algu­mas áreas ric­as do Brasil, os alunos têm boas notas no bole­tim, mas resul­ta­dos ruins no Pisa. Há clara­mente um des­en­con­tro entre o que se espera do sis­tema e o que ele entre­ga em resul­ta­dos. Mas eu vejo um lado pos­i­ti­vo nis­so. Isso mostra que nem tudo tem a ver com pobreza. Tem mui­ta coisa que pode ser fei­ta no atu­al con­tex­to econômi­co para mel­ho­rar os resul­ta­dos em edu­cação.

BBC News Brasil — Os 10% mais pobres do Viet­nã apre­sen­tam os mes­mos resul­ta­dos que os 10% ricos do Brasil…

Schle­ich­er — Exata­mente, as pes­soas dizem: ‘O Brasil é um país pobre e pre­cisa ficar rico antes de alcançar uma boa edu­cação.’ E isso não é ver­dade. Você pode ver país­es como o Viet­nã, onde os mais pobres vão tão bem (nos testes) quan­to os ricos no Brasil. Isso mostra que é mais uma questão de políti­ca públi­ca: de como inve­stir os recur­sos; atrair os pro­fes­sores mais tal­en­tosos para as esco­las mais pobres; pri­orizar a qual­i­dade do ensi­no na sala de aula; ele­var aspi­rações e expec­ta­ti­vas tan­to para alunos quan­to para pro­fes­sores; e garan­tir cam­in­hos diver­sos.

O Brasil não pre­cisa esper­ar ter mais recur­sos. Aliás, se o Brasil não inve­stir em edu­cação, não se tornará um país rico. A Cor­eia do Sul era muito mais pobre que o Brasil nos anos 60 e usou todos os últi­mos recur­sos que tin­ha em edu­cação. E foi isso que fez com que se tor­nasse um país rico.

BBC News Brasil — Uma mino­ria dos pro­fes­sores brasileiros tem espe­cial­iza­ção nas áreas que eles ensi­nam. Segun­do a OCDE, só 29% dos que lecionam matérias de ciên­cia têm espe­cial­iza­ção ou mestra­do. Isso afe­ta dire­ta­mente os resul­ta­dos?

Schle­ich­er — Com certeza. A primeira coisa que você como aluno percebe é se o seu pro­fes­sor real­mente dom­i­na a matéria que ele está ensi­nan­do, então, clara­mente é uma van­tagem ter um profis­sion­al com espe­cial­iza­ção na área que ele ensi­na. Mas há país­es com as mes­mas lim­i­tações que o Brasil nesse que­si­to que mel­ho­raram a qual­i­dade da edu­cação dan­do opor­tu­nidades de apren­diza­do con­tin­u­a­do aos pro­fes­sores e apoio profis­sion­al. Então, eles podem desen­volver essa qual­i­fi­cação.

BBC News Brasil — Quais seri­am as recomen­dações da OCDE na área de inves­ti­men­to em edu­cação para o futuro novo gov­er­no brasileiro?

Schle­ich­er — Acho impor­tante con­tin­uar o empen­ho em desen­volver um cur­rícu­lo nacional e, prin­ci­pal­mente, inve­stir nos pro­fes­sores. A qual­i­dade da edu­cação nun­ca será mel­hor que a qual­i­dade dos pro­fes­sores. E se o Brasil não tiv­er, no momen­to, muito din­heiro para inve­stir em edu­cação, é pre­ciso refle­tir mais sobre como inve­stir da maneira mais pro­du­ti­va. E isso sig­nifi­ca, por exem­p­lo, pri­orizar a qual­i­dade do pro­fes­sor em detri­men­to de reduzir o número de alunos por profis­sion­al. Então, se você tem uma escol­ha entre con­tratar mais pro­fes­sores para uma tur­ma ou um bom pro­fes­sor, mel­hor inve­stir no bom pro­fes­sor. Sig­nifi­ca pri­orizar inves­ti­men­to nos primeiros anos de ensi­no, em vez de focar nos últi­mos (uni­ver­si­dade).

E, por fim, alo­car recur­sos onde eles real­mente farão a difer­ença, ou seja, nas esco­las e pes­soas em situ­ação de desvan­tagem econômi­ca e social. Se você vem de uma família rica, esco­lar­i­dade pode não faz­er toda a difer­ença na sua vida. Mas se você vem de uma família pobre, a esco­la pode ser sua úni­ca chance na vida. Se você perder esse bar­co, não haverá out­ra opor­tu­nidade.

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