2018 foi o ano da explosão de novas cervejarias

Com ou sem crise, as peque­nas cerve­jarias brasileiras con­tin­u­am crescen­do em rit­mo acel­er­a­do. Um lev­an­ta­men­to divul­ga­do ontem (4/10) e con­duzi­do pelo geó­grafo Eduar­do Mar­cus­so e pelo audi­tor fis­cal fed­er­al agropecuário Car­los Vitor Müller, ambos do Min­istério da Agri­cul­tura, Pecuária e Abastec­i­men­to (Mapa), mostra que a quan­ti­dade de cerve­jarias reg­istradas no órgão – req­ui­si­to obri­gatório para a atu­ação com­er­cial –, até setem­bro, já é 23% maior que no ano pas­sa­do inteiro.

São 835 as empre­sas pro­du­toras de cerve­ja reg­istradas no país, con­tra 679 ao final de 2017. Essas cerve­jarias total­izam 169.681 pro­du­tos reg­istra­dos – ou seja, rótu­los e var­iedades cerve­ja ven­di­das em todo país.

Segun­do Eduar­do Mar­cus­so, não há como garan­tir que todas as cerve­jarias são “arte­sanais”, já que, ofi­cial­mente, o min­istério não tra­bal­ha com essa difer­en­ci­ação. Mas a tendên­cia, assim como em out­ras partes do mun­do, é que sejam as peque­nas pro­du­toras que façam esse número crescer. “Nesse total, a Ambev e o pequeno pub da esquina valem a mes­ma coisa. Mas o que se vê nesse mer­ca­do é que a quan­ti­dade cresce por causa das peque­nas, enquan­to o vol­ume é con­duzi­do pelas maiores”, expli­ca.

Ain­da de acor­do com ele, no Brasil, as cerve­jarias con­sid­er­adas arte­sanais rep­re­sen­tam entre 1% e 1,5% do total da pro­dução nacional. Em mer­ca­dos onde essa tendên­cia já está mais desen­volvi­da, como os Esta­dos Unidos, a pro­porção chega a 10%.

Os dois profis­sion­ais ressaltam que demor­ou até 2008 para que o Brasil ultra­pas­sasse a primeira cen­te­na de cerve­jarias. Mas, des­de então, o rit­mo de aber­turas se inten­si­fi­cou. De 2015 para cá, a quan­ti­dade mais que dobrou.

Pres­i­dente da Asso­ci­ação Brasileira de Cerve­ja Arte­sanal (Abrac­er­va), Car­los Lapol­li diz que o cresci­men­to na ofer­ta acon­tece acom­pan­hado pela deman­da maior por tipos difer­entes de cerve­ja. “O vol­ume de públi­co inter­es­sa­do e com­pran­do a bebi­da arte­sanal tam­bém está se amplian­do. Enten­demos que a expan­são na ofer­ta faz com que mais pes­soas sejam aten­di­das e perce­bam sen­so­rial­mente os difer­en­ci­ais dos pro­du­tos arte­sanais”, comen­ta.

Estados que mais produzem

O Mapa divul­gou tam­bém a divisão das cerve­jarias por esta­dos. As regiões Sul e Sud­este são as que mais se desta­cam, com o Rio Grande do Sul ten­do a maior quan­ti­dade de pro­du­tores e tam­bém o maior cresci­men­to do ano, até o momen­to. São 179 cerve­jarias no Esta­do, con­tra 142 ao fim do ano pas­sa­do (37 a mais).

San­ta Cata­ri­na tam­bém teve alta desta­ca­da, com 24 novas cerve­jarias, total­izan­do ago­ra 102. O Paraná gan­hou 21 unidades, total­izan­do ago­ra 88.

No Sud­este, São Paulo se fir­mou como o segun­do maior polo de cerve­jarias, com 144 no total (20 a mais que no ano pas­sa­do). Minas Gerais vem logo depois, com 112 no total (tin­ha 87 no ano pas­sa­do). Rio de Janeiro (perdeu uma, ten­do ago­ra 56 cerve­jarias) e Espíri­to San­to (pas­sou de 11 para 16) tiver­am desem­pen­hos mais modestos.

Veja o ranking dos 10 principais estados em número de cervejarias registradas no Mapa:

1 – Rio Grande do Sul – 179
2 – São Paulo – 144
3 – Minas Gerais – 112
4 – San­ta Cata­ri­na – 102
5 – Paraná – 88
6 – Rio de Janeiro – 56
7 – Goiás – 25
8 – Per­nam­bu­co – 18
9 – Espíri­to San­to – 16
10 – Mato Grosso — 12

 

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