Morre aos 82 anos Joaquim Roriz, ex-governador do DF

RORIZ2 BSB 05/05/2000 - POLITICA - DA ESQUERDA SEC. BEIJAMIN RORIZ, GOV. DO DF, JOAQUIM RORIZ, DURANTE ANUNCIO DA REFORMA ADMINISTRATIVA DO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL. FOTO WILSON PEDROSA/AE

Morre aos 82 anos Joaquim Roriz

Afas­ta­do há cer­ca de oito anos dos holo­fotes políti­cos, o ex-gov­er­nador do Dis­tri­to Fed­er­al Joaquim Ror­iz, 82, mor­reu nes­ta quin­ta-feira (27), em decor­rên­cia de prob­le­mas de saúde que vin­ha enfrentan­do há alguns anos.

Era dia­béti­co e esta­va inter­na­do com um quadro de pneu­mo­nia. Um infar­to piorou seu esta­do nas últi­mas horas.

Ten­do ini­ci­a­do a vida políti­ca nos anos 1960, Ror­iz coman­dou o exec­u­ti­vo da cap­i­tal fed­er­al por qua­tro vezes, em uma longe­va car­reira políti­ca mar­ca­da pelo pop­ulis­mo, escân­da­los e um antag­o­nis­mo fer­ren­ho com o PT.

Curiosa­mente, Ror­iz foi um dos fun­dadores do Par­tido dos Tra­bal­hadores em Luz­iâ­nia, cidade goiana do entorno de Brasília, mas logo rompeu com a leg­en­da.

Ele se fir­mou na políti­ca no MDB e pas­sou por out­ros par­tidos. Sua últi­ma fil­i­ação foi ao PRTB.
Antes de assumir o primeiro de seus qua­tro mandatos no coman­do da cap­i­tal fed­er­al, Ror­iz foi vereador em Luz­iâ­nia (sua cidade natal), dep­uta­do estad­ual, dep­uta­do fed­er­al, prefeito inter­ven­tor em Goiâ­nia e vice-gov­er­nador de Goiás.

A sua primeira pas­sagem como gov­er­nador do Dis­tri­to Fed­er­al começou em 1988, ao ser indi­ca­do pelo então pres­i­dente José Sar­ney (MDB). Na época, não havia eleição para o car­go.

Sua gestão foi mar­ca­da pelo assis­ten­cial­is­mo, com destaque para a dis­tribuição de lotes a famílias de baixa ren­da nas cidades-satélites.

No iní­cio dos anos 90, o políti­co teve uma pas­sagem relâm­pa­go como min­istro da Agri­cul­tura de Fer­nan­do Col­lor de Melo, de quem foi um dos mais fiéis ali­a­dos.

Ror­iz foi eleito em 1990 para seu segun­do manda­to no coman­do da cap­i­tal fed­er­al.

Nes­sa gestão, enfren­tou a primeira grande acusação de cor­rupção, ten­do sido um dos focos do escân­da­lo dos Anões do Orça­men­to. Ape­sar das fortes sus­peitas de super­fat­u­ra­men­to e out­ras irreg­u­lar­i­dades em sua gestão, ele con­seguiu com­ple­tar o manda­to, mas não fez o suces­sor, per­den­do a edis­pu­ta para o petista Cristo­vam Buar­que, hoje senador pelo PPS.

Ror­iz enfren­tou Cristo­vam qua­tro anos depois e con­seguiu se eleger para o ter­ceiro manda­to, nova­mente com um leque de pro­postas assis­ten­cial­is­tas, numa aper­ta­da dis­pu­ta. Nos oito anos em que per­maneceu no poder (ele se reelegeu em 1998), fez obras de vul­to, como a ponte JK, uma das que atrav­es­sam o Lago Para­noá, con­tin­u­ou o proces­so de doação de lotes e implan­tou pro­gra­mas como a dis­tribuição de pão e leite em áreas pobres da cap­i­tal fed­er­al.

Os escân­da­los de cor­rupção se repe­ti­ram e Ror­iz chegou a respon­der por crime de racis­mo por ter chama­do um opos­i­tor de “crioulo petista” quan­do dis­puta­va a reeleição.

Ao encer­rar seu quar­to manda­to como gov­er­nador —que viria a ser o últi­mo—, se elegeu senador em 2006.
Assim com no coman­do do Palá­cio do Buri­ti, sua pas­sagem pelos tapetes azuis do Sena­do foi con­tur­ba­da.

E breve. Doze dias depois de ser apon­ta­do como o ben­efi­ciário de um cheque de R$ 2,23 mil­hões, ele renun­ciou para escapar do proces­so de cas­sação, em jul­ho de 2007, ten­do cumpri­do ape­nas 5% do perío­do de manda­to.

Na época, afir­mou que o din­heiro havia sido repas­sa­do por Nenê Con­stan­ti­no, da com­pan­hia aérea Gol, a títu­lo de emprés­ti­mo, para ser usa­do na com­pra de um embrião bovi­no.

O políti­co ten­tou voltar em 2010, mas sua pre­ten­são de emplacar um quin­to manda­to no Palá­cio do Buri­ti foi bar­ra­da pela Lei da Ficha Limpa, san­ciona­da naque­le ano.

No seu lugar, indi­cou a mul­her, Wes­lian Ror­iz, com quem esta­va casa­do havia 50 anos.

Com pouquís­si­mo traque­jo na políti­ca e zero exper­iên­cia na admin­is­tração públi­ca, Wes­lian acabou per­den­do a eleição para Agne­lo Queiroz, que real­i­zou a segun­da gestão do PT na cap­i­tal do país.

Ape­sar do Revés, a família Ror­iz man­tém até hoje forte influên­cia na políti­ca da cap­i­tal, com três can­didatos nas eleições deste ano e apoio à líder nas pesquisas para o gov­er­no, Eliana Pedrosa (Pros).

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