O feitiço virou contra o feiticeiro: Joesley é condenado a pagar R$ 300 mil a Temer

O feitiço virou contra o feiticeiro: Joesley é condenado a pagar R$ 300 mil a Temer

Con­de­na­do por 3 votos a 2, o empresário Joes­ley Batista, dono da JBS, a pagar ind­eniza­ção de R$ 300 mil ao pres­i­dente Michel Temer (MDB) por danos morais. A Agên­cia Brasil apurou que Temer doará o din­heiro a insti­tu­ições de cari­dade.

O pres­i­dente proces­sou o empresário porque ele o acu­sou de chefi­ar “a mais perigosa orga­ni­za­ção crim­i­nosa do país”, em entre­vista à revista Época, em jun­ho de 2017. A acusação de Joes­ley gan­hou a capa da revista.

Três meses depois, a Procu­rado­ria-Ger­al da Repúbli­ca (PGR), que havia con­ce­di­do imu­nidade total aos irmãos Batista, pediu a anu­lação da delação pre­mi­a­da por omis­são de infor­mações. Joes­ley foi acu­sa­do ain­da pela PGR de ter con­ta­do, em seu proces­so de colab­o­ração, com a aju­da ile­gal do ain­da procu­rador Marce­lo Miller.

Com as sus­peitas de fraude na delação — ain­da não exam­i­na­da pelo Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF) — Joes­ley Batista ficou cer­ca de seis meses pre­so. Hoje, ele cumpre medi­das caute­lares e não pode se ausen­tar do país. Assim como Miller, os donos da JBS respon­dem a inquéri­tos hoje sob o coman­do da procu­rado­ra-ger­al Raquel Dodge.

Recur­so
Cabe ain­da recur­so à decisão do TJDF — que seria um embar­go declaratório, no qual a defe­sa do empresário pode ques­tionar aspec­tos con­sid­er­a­dos obscuros no acórdão.

Para ten­tar mudar a decisão, os advo­ga­dos do empresário terão de recor­rer a tri­bunais supe­ri­ores – STF ou Supe­ri­or Tri­bunal de Justiça (STF).

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