Google vai investir em carros voadores

Google vai investir em carros voadores

Car­ros voadores pare­cem um son­ho dis­tante, mas o Uber apre­sen­tou um plano bem elab­o­ra­do neste ano para tornar ess­es obje­tos dos “Jet­sons” uma real­i­dade. Só que, se bobear, a empre­sa de cor­ri­da com­par­til­ha­da não será a primeira a entrar neste mer­ca­do para valer. Lar­ry Page, um dos cofun­dadores do Google, cam­in­ha para virar o rei dos car­ros voadores.

Sem grande alarde, ele investiu em empre­sas que desen­volvem táx­is e lan­chas voado­ras. O mais sur­preen­dente é que alguns dess­es pro­je­tos pare­cem estar próx­i­mos de sair do papel.

Os gas­tos de Page nesse seg­men­to começaram no iní­cio da déca­da, quan­do ele apos­tou um din­heiro na Levt, uma empre­sa fun­da­da em 2010 por Ilan Kroo, um pro­fes­sor de aeronáu­ti­ca na uni­ver­si­dade Stan­ford. Segun­do a “Bloomberg”, o bil­ionário Page gas­tou “ape­nas” US$ 100 mil­hões no novo brin­qued­in­ho.

Hoje chama­da Cora, ela faz parte da Kit­ty Hawk, empre­sa que abri­ga duas das star­tups que rece­ber­am aportes do cofun­dador do Google. Em seu site ofi­cial, a Cora se apre­sen­ta como “um son­ho a um pas­so da real­i­dade”. Ela propõe um táxi-aéreo que “poupe seu tem­po planan­do sobre o trân­si­to”.

Sua aeron­ave é um mis­to de avião com drone, com 12 hélices que fazem uma propul­são ver­ti­cal e uma tra­seira para propul­são frontal. Ela tem dois assen­tos inter­nos e é movi­da 100% a elet­ri­ci­dade, com um alcance de 100 quilômet­ros de voo. Ah, já falam­os que ela é autôno­ma? Sim, a Cora não pre­cisa de um pilo­to, ape­nas das coor­de­nadas de des­ti­no.

O dis­pos­i­ti­vo já tem pro­tóti­pos oper­antes e tem um acor­do para tes­tar serviços na Nova Zelân­dia, em uma parce­ria da Kit­ty Hawk com a empre­sa Zephyr Air­works, além de um diál­o­go com o gov­er­no local.

Um veículo individual – e concorrente

Depois de inve­stir na Zee.Aero, Page apos­tou na Open­er, out­ra start­up de peque­nas aeron­aves elétri­c­as — ninguém sabe o quan­to foi gas­to no negó­cio. Fun­da­da por Mar­cus Leng, a empre­sa começou no Canadá e se mudou em 2014 para o Vale do Silí­cio, região que con­cen­tra diver­sas empre­sas de tec­nolo­gia do mun­do.

Seu veícu­lo con­ceitu­al voou pela primeira vez em out­ubro de 2011. A par­tir de 2014, ele rece­beu o nome de Black­Fly e já foi atu­al­iza­do três vezes, sendo a ter­ceira delas um mod­e­lo de pré-pro­dução.

Divul­gação

O Black­Fly decolou pela primeira vez em 2011, na época sem ter esse nome

O Black­Fly se difer­en­cia da Cora em alguns aspec­tos, como o espaço para ape­nas um pas­sageiro e o uso de oito hélices, qua­tro na frente e as out­ras qua­tro atrás. A aeron­ave não tem rodas como a da Kit­ty Hawk e faz uso de seu cas­co para pousar.

Out­ra difer­ença é que o Black­Fly não é autônomo – ele é con­tro­la­do por um joy­stick, emb­o­ra ten­ha uma fer­ra­men­ta de ater­ris­sagem automáti­ca.

A Open­er não tem relação com­er­cial com a Kit­ty Hawk. Ela, inclu­sive, moti­va uma rixa entre as duas, segun­do o site “The Verge”. Isso porque Page quis traz­er out­ro pro­fes­sor de Stan­ford, Sebas­t­ian Thrun, para tra­bal­har com os pro­je­tos de car­ros voadores.

 

Sob a tutela dele, a empre­sa criou seu próprio veícu­lo indi­vid­ual, tam­bém ban­ca­do por Lar­ry Page: o Fly­er, uma espé­cie de bote voador indi­vid­ual, cuja pro­pos­ta parece ser um veícu­lo esporti­vo propí­cio para voar a baixa alti­tude.

Como as out­ras duas mini-aeron­aves, a Fly­er é elétri­ca e movi­da por hélices – dez no total, cin­co divi­di­das para cada lado. Ela é apre­sen­ta­da como o “primeiro veícu­lo pes­soal voador” da Kit­ty Hawk, enquan­to a Cora foi pen­sa­da como um táxi.

Além das mudanças inter­nas que ocor­reram na Kit­ty Hawk por con­ta da chega­da de Thrun, o exec­u­ti­vo é apon­ta­do como um desafe­to do chefão da Open­er, o que motivou uma com­petição entre os pupi­los de Lar­ry Page. Enquan­to as equipes que tra­bal­ham com a Cora e o Fly­er com­par­til­ham livre­mente infor­mações, a Open­er, de Leng, é total­mente fecha­da, man­ten­do em seg­re­do suas descober­tas.

As apos­tas visionárias de Page podem pagar div­i­den­dos mes­mo com um de seus pro­je­tos fra­cas­san­do: com par­tic­i­pações em rivais, o fun­dador do Google está bem posi­ciona­do para cri­ação de um império de car­ros voadores.

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