Initial Coin Offering você sabe o que é?

Initial Coin Offering

ICO é meio não reg­u­la­men­ta­do pelo qual os fun­dos são cri­a­dos para um novo empreendi­men­to em crip­to­moe­da. Uma ofer­ta ini­cial de moedas é usa­da por star­tups para evi­tar o rig­oroso e reg­u­la­men­ta­do proces­so de cap­tação de cap­i­tal exigi­do por investi­dores de risco ou ban­cos.

As ICOs são semel­hantes aos IPOs e crowd­fund­ing. Como nas IPOs, uma par­tic­i­pação da start­up ou da empre­sa é ven­di­da para arrecadar din­heiro para as oper­ações da enti­dade durante uma cam­pan­ha ICO. No entan­to, enquan­to os IPOs lidam com investi­dores, as ICOs lidam com entu­si­as­tas que estão inter­es­sa­dos em inve­stir em um novo pro­je­to, como em um even­to de crowd­fund­ing. Mas as ICOs difer­em do crowd­fund­ing. Nas ICOs, os patroci­nadores são moti­va­dos por um retorno prospec­ti­vo em seus inves­ti­men­tos, enquan­to, no crowd­fund­ing, os fun­dos arrecada­dos são basi­ca­mente doações. Por estas razões, as ICOs são referi­das como crowd­sales.

O mod­e­lo é uma espé­cie de vaquin­ha on-line, ou crowd­fund­ing, mas o difer­en­cial aqui é que a cap­tação de recur­sos acon­tece antes mes­mo de o pro­je­to começar.

Para tan­to, aque­le que detém a ideia a pub­li­ca em fóruns de cripo­moedas jun­ta­mente com detal­h­es do pro­je­to, como metas, crono­gra­ma, desen­volvi­men­to, equipe, exper­iên­cia do time e no que moe­da que será cri­a­da difere, ou até com­ple­men­ta, as demais. Geral­mente, os fun­dos são cole­ta­dos em moedas vir­tu­ais e os empreende­dores dis­pos­tos a faz­er um ICO estru­tu­ram uma com­pan­hia e anun­ci­am a dis­posição de vender sua moe­da.

Como gan­har din­heiro

Os primeiros ICOs sur­gi­ram entre as empre­sas que ini­cia­ram o desen­volvi­men­to de sis­temas de blockchain, a base das moedas vir­tu­ais. O mais famoso deles foi feito em 2014, pela Ethereum, moe­da vir­tu­al que per­mite a cri­ação de out­ras crip­toe­moedas, platafor­mas e os famosos con­tratos inteligentes.

Até em função desse históri­co que hoje, a maio­r­ia dos ICOs é fei­ta com base no Ethereum, moe­da vir­tu­al que per­mite a cri­ação de out­ras crip­toe­moedas, platafor­mas e os famosos con­tratos inteligentes, con­tou Dim­itri DeFigueire­do, Prod­uct Own­er – Trad­ing do Mer­ca­do Bit­coin.

“Esse mod­e­lo é inter­es­sante, porque inverte a ideia de colo­car a empre­sa no ar e depois a val­i­da”, comen­tou ele em con­ver­sa com jor­nal­ista na sede da com­pan­hia em São Paulo. “Pes­soas do mun­do inteiro podem inve­stir em pro­je­tos glob­al­mente, uma vez que a cap­tação de recur­sos para pro­je­tos pas­sou a ser glob­al”, expli­cou.

Segun­do dados cole­ta­dos des­de 2014 pelo ICO Find­er e CoinGecko, aplica­ti­vo que clas­si­fi­ca moedas dig­i­tais, exis­tem hoje 1.158 ICOs, com val­or médio lev­an­ta­do de US$ 18,2 mil­hões. Dados de 2018 indicam que exis­tem ape­nas neste ano 339 ICOs, com val­or médio lev­an­ta­do de US$ 22,8 mil­hões, sendo que 60% do vol­ume vier­am dos top 10 ICOs. O mod­e­lo tem sido bem-suce­di­do e star­tups no mun­do todo começam a olhar com atenção para o ICO.

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