Sua imagem digital pode ser mais importante que o seu currículo

E aí? Capri­chou no cur­rícu­lo? Ago­ra imprime ele, colo­ca numa moldu­ra e pen­dura na parede. E pode escr­ev­er assim: “vai deixar saudades”.

Vejo muitas pes­soas exces­si­va­mente pre­ocu­padas com o cur­rícu­lo. Gas­tam um tem­po enorme com o for­ma­to e com palavras boni­tas. O cur­rícu­lo ain­da cumpre um papel na ativi­dade da bus­ca de emprego, mas o fato é que ele vem per­den­do relevân­cia para quem dese­ja mostrar as suas com­petên­cias e exper­iên­cias para um futuro empre­gador. Acred­i­to que, em breve, as empre­sas talvez nem olhem mais para o cur­rícu­lo das pes­soas.

Pense em você como con­sum­i­dor. O que você faz se dese­ja con­hecer e pesquis­ar sobre deter­mi­na­do pro­du­to ou serviço? Você acred­i­ta pura­mente na pro­pa­gan­da ou você pesquisa ard­u­a­mente na web e nas redes soci­ais para saber mais a respeito do que as pes­soas falam sobre aqui­lo?

Num pon­to de vista extremo, o cur­rícu­lo nada mais é do que uma peça de pro­pa­gan­da sobre você mes­mo. O seu “ser real”, porém, é for­ma­do pelas exper­iên­cias, pelas real­iza­ções e pelas redes de rela­ciona­men­to que você con­strói ao lon­go do cam­in­ho. Isso vale para o mun­do físi­co e o mun­do online, espe­cial­mente das redes soci­ais.

Cada vez mais o mun­do online reg­is­tra o nos­so com­por­ta­men­to, dese­jos, con­hec­i­men­to, inter­ess­es, prefer­ên­cias, esti­los, son­hos e aspi­rações. Cada frase, tex­to, foto, vídeo e voz que pub­li­camos na web, trans­for­mam-se em nos­sos ras­tros dig­i­tais, acu­mu­lan­do pequenos e suces­sivos reg­istros da nos­sa per­son­al­i­dade. São pequenos frag­men­tos que, jun­tos, mon­tam um arcabouço riquís­si­mo sobre deter­mi­na­da pes­soa, denun­cian­do os seus val­ores, crenças, ati­tudes e habil­i­dades. É um acú­mu­lo sem prece­dentes de infor­mação indi­vid­ual. Isso diz respeito dire­to à sua rep­utação e recon­hec­i­men­to públi­co, como pes­soa e profis­sion­al.

Através do mun­do online é pos­sív­el saber sobre suas conexões, se você tem rela­ciona­men­tos saudáveis e se con­tribui pos­i­ti­va­mente para essas relações. Tam­bém é pos­sív­el saber se você é um indi­ví­duo aber­to e expan­si­vo, se é bom cidadão, se com­par­til­ha con­hec­i­men­to e tem pon­tos de vis­tas e opiniões rel­e­vantes sobre temas da sociedade. Por out­ro, pode denun­ciar se você é uma pes­soa mais fecha­da e con­tem­pla­ti­va, mais reati­va e ran­corosa. Além dis­so, per­mite cole­cionar evidên­cias se você é uma pes­soa apaixon­a­da pela sua profis­são, se é pos­i­ti­va, se tem inter­esse por out­ro tipo de tra­bal­ho e como se rela­ciona com cole­gas dos empre­gos ante­ri­ores.

Você pode até não apre­ciar essa real­i­dade, mas o mun­do dig­i­tal cap­tura os nos­sos ras­tros dig­i­tais inin­ter­rup­ta­mente. Por­tan­to, é muito mais crív­el saber sobre você anal­isan­do os seus ras­tros na web do que olhan­do uni­ca­mente o seu cur­rícu­lo con­ti­do num pedaço de papel.

Aqui cabe um aler­ta. Todos nós sabe­mos que nem tudo o que está reg­istra­do na web é ver­dadeiro. Infe­liz­mente, nos deparamos rotineira­mente com farsas e men­ti­ras na inter­net, inten­cionais ou não. Temos que con­sid­er­ar que a ativi­dade online de um indi­ví­duo pode mas­carar ati­tudes, val­ores e habil­i­dades reais dessa mes­ma pes­soa, crian­do “real­i­dades fal­sas”. Por isso a rep­utação e o recon­hec­i­men­to sobre deter­mi­na­da pes­soa não podem ser con­struí­dos a par­tir uni­ca­mente de sua pre­sença online, isso seria até ingên­uo. Porém, essa questão de per­fil fal­so não inval­i­da o pon­to de vista que apre­sen­to nesse arti­go.

Se você não tem ativi­dade nas mídias soci­ais, ou tem uma ati­tude de ser mero espec­ta­dor do que rola no mun­do online, então encare esse meu con­sel­ho com serenidade: “des­culpe, mas acho que você pre­cisa mudar rap­i­da­mente o seu com­por­ta­men­to, porque você está ausente de uma grande trans­for­mação em cur­so. Tem algo grande acon­te­cen­do e você está fora”. O mun­do de hoje já é dig­i­tal. Não dá mais para ser­mos cidadãos sem estar­mos conec­ta­dos. Como con­sum­i­dor, você terá novas exper­iên­cias, bene­fí­cios e serviços se estiv­er online. As novas tec­nolo­gias per­mitem mais inter­ações e com­par­til­hamen­tos com sua família, ami­gos e cole­gas de profis­são. E, como profis­sion­al, as empre­sas procu­ram indi­ví­du­os atu­al­iza­dos que pos­sam con­tribuir com novos con­hec­i­men­tos, rela­ciona­men­tos e que aju­dem na trans­for­mação dig­i­tal das orga­ni­za­ções. Ou seja, nos dias de hoje, ser dig­i­tal é condição para um novo ser humano cidadão, con­sum­i­dor, tra­bal­hador e empreende­dor.

Estar fora do mun­do online e das redes soci­ais não é uma boa men­sagem para as empre­sas. Pode dar a enten­der que existe uma cer­ta neg­ligên­cia ou resistên­cia de sua parte ao que é “novo”. O que você acha que uma empre­sa vai escol­her ao se deparar com dois can­didatos muito semel­hantes em ter­mos de for­mação e exper­iên­cia: um can­dida­to com um cur­rícu­lo impres­so num papel ou um can­dida­to que tem um monte de bom con­teú­do e conexões reg­istradas no mun­do online? Os seus ras­tros dig­i­tais podem endos­sar ou jog­ar por ter­ra tudo que você ten­tou “vender” eu seu cur­rícu­lo. A con­clusão é: o que está reg­istra­do no mun­do online a respeito de você é a real per­cepção que o recru­ta­dor de uma empre­sa vai ter de você, no aspec­to pes­soal e profis­sion­al. O com­por­ta­men­to que você denun­cia nas redes soci­ais será nat­u­ral­mente trans­feri­do à imag­i­nação de sua per­son­al­i­dade no lado profis­sion­al.

Você pode ala­van­car a sua car­reira se cri­ar um blog para escr­ev­er algo sobre o que gos­ta. Se pub­licar con­teú­do sobre a sua área profis­sion­al poderá ser mel­hor ain­da. Seja pos­i­ti­vo e escre­va con­teú­dos de val­or nas mídias soci­ais. Entre no LinkedIn, escre­va um resumo de sua exper­iên­cia profis­sion­al, se conecte com pes­soas legais e até par­ticipe de comu­nidades de sua área de inter­esse. Seja ati­vo. Se você par­tic­i­pa de ativi­dades de respon­s­abil­i­dade social, então deixe algu­mas coisas pub­li­cadas nas redes, mes­mo que sejam de posts cur­tos no Face­book ou Twit­ter. Publique fotos legais no Insta­gram. Enfim, comece a mon­tar um lega­do pos­i­ti­vo a seu respeito no mun­do online e nas redes soci­ais. O seu próx­i­mo emprego pode depen­der dis­so e você nem sabe.

Leia o arti­go orig­i­nal: Mau­ro Segu­ra

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