Fortnite: como o fenômeno dos games se transformou em uma máquina de lavar dinheiro

Fort­nite: como o fenô­meno dos games se trans­for­mou em uma máquina de lavar din­heiro

O Fort­nite, um dos maiores jogos da história do mer­ca­do de games, pas­sa por uma crise de segu­rança dig­i­tal. Segun­do reportagem do The Inde­pen­dent, com base no relatório da empre­sa de ciberse­gu­rança Sixgill, hack­ers estão usan­do a moe­da do jogo para lavar din­heiro.

As chamadas V‑bucks, moedas usadas no Fort­nite, acabam se trans­for­man­do em fer­ra­men­tas para hack­ers espe­cial­iza­dos no roubo de cartão de crédi­to.

Mas como fun­ciona o crime? Após con­seguirem as infor­mações do cartão de uma pes­soa, ess­es hack­ers abrem uma con­ta no Fort­nite. Para quem não sabe, Fort­nite é um jogo gra­tu­ito – e sua prin­ci­pal for­ma de ren­da é a com­pra e ven­da de itens extra para os per­son­agens do game.

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Depois que cri­am o per­fil, usam o cartão para com­prar um alto número de itens. A par­tir daí, ven­dem ile­gal­mente o “per­son­agem” pelo eBay ou na deep­web. Se as transações fos­sem feitas den­tro do padrão exigi­do pelo jogo, o “câm­bio” seria de US$ 10 (cer­ca de R$ 38) para 1000 V‑bucks. Nas fontes alter­na­ti­vas, o val­or fica bem abaixo dis­so, atrain­do com­pradores de diver­sos lugares – que não imag­i­nam a origem do din­heiro. A questão fica ain­da mais difí­cil de resolver porque nem todos os per­son­agens ven­di­dos são de hack­ers.

Não fica claro quan­to os crim­i­nosos con­seguem lucrar com a ven­da, mas a Sixgill desco­briu que foram ven­di­dos mais de US$ 250 mil (quase R$ 1 mil­hão) em itens do Fort­nite pelo eBay em dois meses no ano pas­sa­do. A Epic Games, desen­volve­do­ra do jogo, ale­ga que esse tipo de transação é ile­gal. No entan­to, o eBay não tem feito nada para diminuir as com­pras e ven­das de per­son­agens.

“Crim­i­nosos estão frau­dan­do cartões e gan­han­do din­heiro por meio do Fort­nite com rel­a­ti­va impunidade”afir­mou Ben­jamin Pre­minger, um anal­isa da Sixgill.

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