5 métodos que sites e aplicativos usam para rastrear sua localização

5 méto­dos que sites e aplica­tivos usam para ras­trear sua local­iza­ção

New York Times nos lem­brou essa sem­ana  como o ras­trea­men­to de local­iza­ção pode ser inva­si­vo em aplica­tivos. Se você leu a reportagem, é bem prováv­el que ten­ha revo­ga­do diver­sas per­mis­sões em alguns apps do seu celu­lar. Porém, esse tipo de ras­trea­men­to de local­iza­ção vai além.

Sep­a­ramos aqui cin­co maneiras que aplica­tivos, empre­sas e lojas podem uti­lizar para saber onde você esteve, mes­mo depois de ter desati­va­do per­mis­sões de local­iza­ção em seus aplica­tivos favoritos. Não podemos diz­er exata­mente como ess­es dados são usa­dos, mas podemos dar algu­mas ideias sobre como eles são cole­ta­dos.

1) Fazer login em sites

Toda vez que você entra no Gmail, na Ama­zon, no Face­book ou em qual­quer out­ro lugar, ess­es sites sabem de onde você está nave­gan­do. Em algu­mas situ­ações, isso é útil – para iden­ti­ficar logins inco­muns e não autor­iza­dos, por exem­p­lo – mas tudo isso aumen­ta os pon­tos de dados que essas empre­sas têm sobre você e que elas podem optar por vender para out­ras partes inter­es­sadas.

Quan­do estiv­er online, um endereço IP públi­co lig­a­do ao seu Fornece­dor de Serviços de Inter­net (ISP, na sigla em inglês) sem­pre será forneci­do. Esse endereço está lig­a­do à sua área geográ­fi­ca aprox­i­ma­da. Por si só, não é sufi­ciente para rev­e­lar exata­mente onde você vive, mas isso pode ser lig­a­da a out­ros bits de infor­mação para que tracem um per­fil mais pre­ciso. É por isso que às vezes você verá anún­cios online que dizem respeito especi­fi­ca­mente sobre onde você está, mes­mo quan­do você não está loga­do em algum serviço.

Em out­ras palavras, mes­mo que você não ten­ha dito ao Face­book sua cidade natal, a rede social provavel­mente sabe (você pode ver aqui as local­iza­ções dos seus logins atu­ais do Face­book). A úni­ca maneira real de con­tornar isso é  usar um serviço de Rede Pri­va­da Vir­tu­al (VPN, na sigla em inglês), que se conec­tar à web por meio de um nó que não está lig­a­do à sua local­iza­ção atu­al – esse nó pode até estar do out­ro lado do mun­do. Os sites ain­da serão capazes de reg­is­trar um IP lig­a­do a você, mas não será um IP geografi­ca­mente pre­ciso.

2) Marcando suas fotos

Como você já deve saber, se você mar­car um local em uma pub­li­cação do Insta­gram, Snapchat, Face­book ou Twit­ter, esse local será vin­cu­la­do à sua con­ta e à sua iden­ti­dade. Você deve pen­sar cuida­dosa­mente sobre a mar­cação geográ­fi­ca de suas fotos, espe­cial­mente se elas foram disponi­bi­lizadas de for­ma públi­ca, e ain­da mais se for o endereço da sua casa ou local de tra­bal­ho.

Mes­mo que você não publique essas ima­gens para o mun­do todo ver, os dados de local­iza­ção ain­da podem ser reg­istra­dos e com­par­til­ha­dos com quais­quer par­ceiros de dados com os quais os aplica­tivos este­jam tra­bal­han­do. Como vimos na reportagem do NYT, ess­es dados são fre­quente­mente descritos como “anon­i­miza­dos” na maio­r­ia das políti­cas de pri­vaci­dade, mas não é muito difí­cil para alguém lig­ar os pon­tos.

No entan­to, a situ­ação pio­ra: mes­mo que você não mar­que suas fotos como públi­cas e desative as per­mis­sões de local­iza­ção de um aplica­ti­vo, ele ain­da pode desco­brir onde você esteve caso você con­ce­da a per­mis­são de aces­so à sua gale­ria.

Como o desen­volve­dor Felix Krause  rev­el­ou no ano pas­sa­do, se um aplica­ti­vo pud­er aces­sar sua bib­liote­ca de fotos (algo meio que essen­cial para Insta­gram e Snapchat), ele tam­bém poderá ler os metada­dos de local­iza­ção vin­cu­la­dos às suas fotos exis­tentes e ver os locais onde você as tirou.

3) Entrar na rede Wi-Fi

Muitas vezes esta­mos tão deses­per­a­dos por um bom Wi-Fi que aceita­mos ter­mos de uso e pulam­os quais­quer avi­sos só para poder se conec­tar à inter­net logo. Os Wi-Fi públi­cos são inse­guros, sem­pre. Além de serem uma por­ta para os seus dis­pos­i­tivos, ele tam­bém pode cole­tar dados de local­iza­ção.

Não podemos falar sobre todas as oper­ado­ras que ofer­e­cem Wi-Fi públi­cos, mas sabe­mos que muitas delas exigem que você inclua um endereço de e‑mail ou número de tele­fone para poder se conec­tar.

As empre­sas não cos­tu­mam ofer­e­cer Wi-Fi por pura bon­dade – elas fazem isso para gan­har din­heiro com anun­ciantes que querem mostrar pro­pa­gan­da para você, e para faz­er isso elas pre­cisam saber mais sobre onde você está e qual é o seu per­fil.

Claro, ninguém será capaz de te perseguir com base em dois logins na cafe­te­ria do shop­ping. Mas os chama­dos cor­re­tores de dados são espe­cial­is­tas em con­stru­ir per­fis de pes­soas com base em fontes dís­pares de infor­mação, e o aces­so ao Wi-Fi públi­co ser mais um pon­to para eles. Se você pud­er, entre em redes Wi-Fi ape­nas se você con­fi­ar nas pes­soas que estão a disponi­bi­lizan­do.

4) Publicar os seus dados de exercícios físicos

Talvez se lem­bre do vaza­men­to de dados do Stra­va, em que foram rev­e­la­dos alguns dos locais de bases mil­itares sec­re­tas, ou a invasão da API do Polar Flow que pode­ria ser uti­liza­da para chegar aos dados de local­iza­ção dos usuários, mes­mo que ess­es dados não fos­sem disponi­bi­liza­dos pub­li­ca­mente. Porém, há mais com o ficar aten­to.

Se você quis­er ter um relatório sobre suas cor­ri­das pelo par­que, terá que garan­tir ao aplica­ti­vo a per­mis­são para aces­sar sua local­iza­ção – é uma tro­ca inevitáv­el. Mas, além dis­so, tam­bém vale a pena con­sid­er­ar onde você está pub­li­can­do os mapas dessas cor­ri­das, seja para out­ros usuários do aplica­ti­vo ou em redes soci­ais como o Face­book.

Já falam­os sobre empre­sas e indi­ví­du­os poderem conec­tar os pon­tos entre platafor­mas, então se você estiv­er vin­cu­lan­do o Stra­va (por exem­p­lo) ao Face­book (por exem­p­lo), você está fornecen­do dados de local­iza­ção para ambos aplica­tivos. Quan­to menos conexões entre aplica­tivos, mel­hor, do pon­to de vista da pri­vaci­dade.

5) Simplesmente ligar o celular

Mes­mo se você desati­var o ras­trea­men­to de local­iza­ção em todos os aplica­tivos do celu­lar, o próprio apar­el­ho ain­da vai cap­turar o máx­i­mo de dados de local­iza­ção pos­sív­el de você – é algo iner­ente ao pos­suir um dis­pos­i­ti­vo que rode Android ou iOS.

O aces­so à local­iza­ção é essen­cial para que as com­pan­hias ofer­eçam serviços como a local­iza­ção de seu celu­lar quan­do você o perdeu ou ele foi rou­ba­do. Além dis­so, as com­pan­hias usam ess­es dados para se cer­ti­fi­carem que você está sem­pre conec­ta­do à torre de celu­lar mais próx­i­ma, ou definir auto­mati­ca­mente o fuso horário.

A menos que você queira voltar para a época dos dumb­phones, ess­es dados de local­iza­ção são meio que necessários. Mas você ain­da pode faz­er algu­mas coisas.

Para deixar de reg­is­tar as local­iza­ções no iPhone, vá a Ajustes, toque em Pri­vaci­dade e Serviços de Local­iza­ção e desligue os Serviços de local­iza­ção.

No Android, vá até Con­fig­u­rações e, em segui­da, a Segu­rança e LocalLocal­iza­ção e desative a opção cor­re­spon­dente. Os pas­sos podem vari­ar de acor­do com seu mod­e­lo de celu­lar, mas sem­pre segue uma estru­tu­ra sim­i­lar.

A for­ma como a Apple e o Google uti­lizam ess­es dados é uma out­ra con­ver­sa: os dados podem ser crip­tografa­dos e anon­i­miza­dos, mas ain­da assim são cole­ta­dos.

Emb­o­ra a Apple goste de salien­tar que não vende dados a anun­ciantes na mes­ma escala que o Google o faz, a políti­ca de pri­vaci­dade da empre­sa admite que ess­es dados geográ­fi­cos são com­par­til­ha­dos com “par­ceiros” e são usa­dos para exibir anún­cios no Apple News e na App Store.

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