Como o Google Maps pode se tornar uma rede social que incomodará Facebook e Twitter?

Como o Google Maps pode se tornar uma rede social que incomodará Facebook e Twitter

O que é uma rede social, afi­nal? Para um con­sum­i­dor, pode ser um lugar para com­par­til­har memes, fotos de gatos e self­ies. Mas para uma empre­sa, é um lugar para reforçar e defend­er a mar­ca, com­par­til­har infor­mações sobre pro­du­tos, inter­a­gir com os clientes e par­tic­i­par de con­ver­sas rel­e­vantes com o mun­do.

As empre­sas têm sites. Então, por que eles pre­cisam estar no nas redes soci­ais? Porque social é onde os clientes estão, e onde vão elo­giar ou recla­mar das empre­sas uns aos out­ros — ou para desco­brir infor­mações sobre pro­du­tos e serviços.

O que lev­an­ta a questão: em quais redes soci­ais as empre­sas e empre­sas devem inve­stir tem­po e din­heiro?

O problema com o Twitter e o Facebook

O Twit­ter não é um lugar ide­al para as empre­sas se envolverem com clientes e out­ras pes­soas. Jor­nal­is­tas e cele­bri­dades dirão que o Twit­ter é a úni­ca rede social que impor­ta. Mas isso é porque o site é usa­do prin­ci­pal­mente ape­nas por jor­nal­is­tas e cele­bri­dades. De fato, o Twit­ter repor­tou a per­da de cer­ca de 9 mil­hões de usuários durante o ter­ceiro trimestre. O que não é real­mente ver­dade: eles não eram “usuários”, mas prin­ci­pal­mente con­tas fal­sas e de bots.

O Twit­ter ago­ra tem 326 mil­hões de usuários ativos em todo o mun­do.

Ao con­trário do Face­book, pornografia e out­ros con­teú­dos desagradáveis são per­mi­ti­dos no Twit­ter. E o site é um imã notório para os haters, racis­tas, mis­ógi­nos, ter­ror­is­tas, trolls e spam­mers.

O pior de tudo é que, ao con­trário do Face­book e de out­ras redes soci­ais, não é pos­sív­el elim­i­nar os comen­tários que apare­cem nas próprias men­sagens. Se a empre­sa postar algo e a con­ver­sa for inva­di­da por usuários mal-inten­ciona­dos que ten­tam arru­inar sua rep­utação, não há nada que pos­sa faz­er sobre isso.

Como empre­sa no Twit­ter, você é ape­nas um alvo.

O Face­book é ain­da menos atraente para as empre­sas. Nos últi­mos dias e, ao que parece, cada vez mais ao lon­go do tem­po, o Face­book recebe uma má fama, com a empre­sa cul­pa­da por manip­u­lação, ras­trea­men­to, abu­so, des­on­esti­dade e incom­petên­cia.

O mais recente escân­da­lo veio na for­ma de uma inves­tiga­ti­va do New York Times ale­gan­do que os fun­cionários do Face­book primeiro igno­raram, e depois ocul­taram, a ver­dade sobre a cam­pan­ha de desin­for­mação da Rús­sia antes da eleição pres­i­den­cial dos EUA em 2016.

A vice-pres­i­dente de oper­ações do Face­book, Sheryl Sand­berg, con­testou a reportagem e defend­eu suas ações em um post no Face­book.

O arti­go tam­bém ale­gou que o Face­book con­tra­tou uma empre­sa de RP chama­da Defin­ers Pub­lic Affairs para divul­gar infor­mações erradas em nome da rede social. Um post de blog da empre­sa nes­ta sem­ana negou que o Face­book encar­regasse os Defin­ers de escr­ev­er arti­gos fal­sos e disse que o Face­book demi­tiu a empre­sa nes­ta sem­ana.

Esse post tam­bém faz refer­ên­cia a uma orga­ni­za­ção anti-Face­book chama­da Free­dom from Face­book, que está pres­sio­n­an­do a Fed­er­al Trade Com­mis­sion a inves­ti­gar uma recente vio­lação de 30 mil­hões de con­tas de usuários e tam­bém a que­bra da empre­sa, argu­men­tan­do que “a FTC dev­e­ria desmem­brar o Insta­gram, What­sApp e Mes­sen­ger em redes con­cor­rentes”.

Resu­min­do a ampla recla­mação dos críti­cos do Face­book em ger­al, a pági­na da web da orga­ni­za­ção diz:

Face­book e Mark Zucker­berg acu­mu­la­ram uma quan­ti­dade assus­ta­do­ra de poder. O Face­book decide uni­lat­eral­mente as notí­cias de que bil­hões de pes­soas em todo o mun­do vêem todos os dias. Ele com­pra ou arrisca con­cor­rentes em poten­cial para pro­te­ger seu monopólio, matan­do a ino­vação e a escol­ha. Ele nos ras­treia em quase todos os lugares que naveg­amos na web e, através de nos­sos smart­phones, até mes­mo onde vamos no mun­do real. Ele usa esse acer­vo ínti­mo de dados para desco­brir como nos viciar e aos nos­sos fil­hos em seus serviços. E então o Face­book ofer­ece tudo sobre nós para seus ver­dadeiros clientes — prati­ca­mente qual­quer um dis­pos­to a pagar pela capaci­dade de nos con­vencer a com­prar, faz­er ou acred­i­tar em algu­ma coisa.

Como resul­ta­do desse declínio na esti­ma públi­ca, os anun­ciantes estão começan­do a ques­tionar se o Face­book perdeu sua “bús­so­la”, de acor­do com um arti­go pub­li­ca­do esta sem­ana pelo The New York Times.

Então, se o Twit­ter e o Face­book são ruins para os negó­cios, qual é a alter­na­ti­va?

Boa rede social para negócios

As empre­sas pre­cisam de redes soci­ais para reforçar e defend­er a mar­ca, com­par­til­har infor­mações sobre pro­du­tos, inter­a­gir com os clientes e par­tic­i­par de con­ver­sas rel­e­vantes com o mun­do. Mas qual delas?

Cada vez mais, a respos­ta é: Google Maps. O Google Maps atinge um grande número de clientes — mais do que é pos­sív­el com as redes soci­ais, com mais de um bil­hão de usuários.

E, emb­o­ra o Face­book ten­ha usuários mais ativos, ele nun­ca per­mi­tirá que uma com­pan­hia alcance todos eles por causa de seu con­t­role algo­rít­mi­co de quem vê o que. Uma atu­al­iza­ção no iní­cio deste ano teve um efeito dev­as­ta­dor no alcance orgâni­co no Face­book, e isso foi com­bi­na­do com um enorme aumen­to de taxa de pub­li­ci­dade.

O alcance orgâni­co do Face­book caiu para 1,2%. Isso sig­nifi­ca que ape­nas 1,2% dos seguidores vêem as posta­gens que eles inscrever­am para ver.

O Google Maps está se tor­nan­do uma fer­ra­men­ta ines­timáv­el para o mar­ket­ing — e, cada vez mais, uma fer­ra­men­ta mel­hor do que as redes soci­ais.

Sem­pre que os con­sum­i­dores dese­jam encon­trar um negó­cio de vit­rine, eles o fazem usan­do a Pesquisa do Google ou o Google Maps. Ago­ra, o con­teú­do do Maps é exibido auto­mati­ca­mente nos resul­ta­dos dos mecan­is­mos de pesquisa. Desse modo, uma exibição forte no Google Maps fornece mapas e pesquisas. E os resul­ta­dos do Maps são favore­ci­dos quan­do o usuário está fisi­ca­mente próx­i­mo.

O Google anun­ciou na últi­ma sem­ana um novo recur­so que per­mite ao públi­co enviar men­sagens dire­ta­mente às empre­sas por meio do aplica­ti­vo do Google Maps. O recur­so apare­cerá como um novo botão de “men­sagens”, que será lança­do grad­ual­mente para usuários de aplica­tivos iOS e Android.

Os clientes podem usar o recur­so para encomen­dar pro­du­tos, faz­er per­gun­tas sobre se algo está em estoque ou faz­er out­ras per­gun­tas rela­cionadas ao atendi­men­to ao cliente.

Quan­do alguém tem uma recla­mação, a fer­ra­men­ta pode ser trata­da dire­ta­mente e de for­ma pri­va­da. Como a inter­ação não é públi­ca, os spam­mers e os haters não se ben­e­fi­ci­am do trolling.

O Google está adi­cio­nan­do out­ro recur­so social ao Google Maps: a capaci­dade de clientes e fãs de “seguir” locais de negó­cios, per­mitin­do que as empre­sas atu­al­izem clientes e pos­síveis clientes com ofer­tas, ofer­tas, even­tos e out­ras infor­mações. O recur­so está apare­cen­do como um novo botão “Seguir” nas lista­gens das empre­sas no Google Maps.

Ao con­trário do Face­book, que entre­ga suas atu­al­iza­ções a ape­nas uma peque­na fração de seus seguidores — e uma fração ligeira­mente maior se a empre­sa pagar — o Google Maps entre­gará todas as atu­al­iza­ções para todos os seguidores na frente e no cen­tro da guia “Para você” sem­pre que usarem o Google Maps.

As empre­sas que dese­jam par­tic­i­par de um dess­es recur­sos soci­ais pre­cisam usar o sis­tema de ver­i­fi­cação “Meu Negó­cio” do Google e o aplica­ti­vo que o acom­pan­ha e, é claro, tam­bém fornecer a equipe de back-end e a alo­cação de recur­sos para man­ter a lista respon­si­va e atu­al­iza­da.

O Google Maps facili­ta o com­par­til­hamen­to social — mas ape­nas o com­par­til­hamen­to de infor­mações sobre empre­sas. Um novo recur­so de plane­ja­men­to de grupo per­mite que os usuários criem lis­tas de empre­sas que gostari­am de vis­i­tar e com­par­til­hem essas lis­tas com os ami­gos. Eles podem falar pelo aplica­ti­vo do Google Maps para decidir quais empre­sas gostari­am de vis­i­tar jun­tas.

Há, ain­da, opor­tu­nidades que nen­hu­ma out­ra rede social ofer­ece. Por exem­p­lo, as empre­sas podem ter o inte­ri­or de seus locais desta­ca­dos pelo pro­gra­ma Street View “Indoor Maps”. Esse recur­so se tornará mais valioso à medi­da que o Street View se tor­na uma exper­iên­cia de real­i­dade vir­tu­al.

O Google Maps não é uma rede social, claro. Mas com as atu­al­iza­ções recentes, ofer­ece às empre­sas a maio­r­ia dos bene­fí­cios das redes soci­ais — sem as desvan­ta­gens.

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