Por que pedimos demissão?

Por que pedimos demissão
Olhe para as pes­soas ao seu redor ou para seu grupo de ami­gos e famil­iares – quan­tos deles estão real­mente felizes com seus tra­bal­hos? Eu quero diz­er, REALMENTE felizes, moti­va­dos, inspi­ra­dos, com bril­ho nos olhos, e não sim­ples­mente “aco­moda­dos” porque as van­ta­gens daque­le tra­bal­ho acabam com­pen­san­do de uma for­ma ou de out­ra. Eu con­heço pouquís­si­mas pes­soas, e pode­ria con­tá-las nos dedos. E cada dia mais as pes­soas pare­cem estar des­per­tan­do para o fato de que tra­bal­har fazen­do algo que não traz feli­ci­dade pode ser um dos maiores arrependi­men­tos da vida.

Se você está lendo esse tex­to, provavel­mente não está 100% feliz com o seu tra­bal­ho. Você gostaria de estar fazen­do out­ra coisa, que tivesse mais a ver com você, e que te trouxesse mais real­iza­ção, mas não sabe muito bem por onde começar. Ou gostaria de cri­ar uma empre­sa, ou pro­je­to, mas não sabe bem se seria uma decisão sábia largar a carteira assi­na­da. Ou sim­ples­mente se vê per­di­do no meio de tan­tas opções, que aca­ba fican­do com a mais segu­ra mes­mo que ela seja ente­di­ante. Se você se iden­ti­fi­cou com ess­es itens, esse tex­to é para você. Se a von­tade de pedir demis­são martela na sua cabeça há tem­pos, mas você nun­ca teve cor­agem de tomar uma ati­tude a respeito, eis 10 motivos para te enco­ra­jar nesse pas­so que pode mudar a sua vida (pra mel­hor!) pra sem­pre.

1. Você não é um rato. E a vida não é uma cor­ri­da.
Des­de sem­pre você apren­deu que na vida há uma ordem lóg­i­ca de pas­sos que todos devem seguir para con­quis­tar suces­so profis­sion­al. Seus pro­fes­sores dis­ser­am isso, seus ami­gos dis­ser­am isso, e provavel­mente seus pais dis­ser­am isso. Essa sequên­cia con­siste em: se for­mar na esco­la / entrar na fac­ul­dade / escol­her uma car­reira den­tre as disponíveis (de prefer­ên­cia a que der mais din­heiro) / Arru­mar um está­gio / Con­seguir um emprego com carteira assi­na­da / Tra­bal­har para ir subindo de car­go e cada vez gan­har mais / Tra­bal­har, tra­bal­har, e tra­bal­har até se aposen­tar e poder final­mente cur­tir a vida.

Acon­tece que, o mes­mo sis­tema que per­mite que você gan­he din­heiro, pre­cisa que você gaste esse din­heiro – só assim a roda do cap­i­tal­is­mo gira. E é exata­mente por isso que você tra­bal­ha tan­to, e sem­pre tem a impressão de que nun­ca sobra din­heiro. Isso acon­tece porque quan­to mais você gan­ha, mais aumen­ta seu padrão de vida, e con­se­quente­mente pre­cisa de mais din­heiro para man­tê-lo. Quan­to mais se gan­ha, mais se gas­ta. A época em que irá sobrar muito din­heiro e que você vai poder nadar em cédu­las no maior esti­lo Tio Pat­in­has é uma ilusão, porque o sis­tema foi feito para não per­mi­tir que você chegue lá. Foi pen­san­do nis­so que surgiu o ter­mo “cor­ri­da dos ratos” (cita­do no livro “Pai Rico e Pai Pobre de Robert Kiyosa­ki e Sharon Lechter). Assim como nós, ratos de lab­o­ratórios pas­sam a vida cor­ren­do em suas rod­in­has, sem se dar con­ta que não estão sain­do do lugar. É uma cor­ri­da sem fim, que faz com que a grande maio­r­ia das pes­soas des­perdice suas vidas em bus­ca de um son­ho que não é real.

2. Deixar para cur­tir a vida quan­do você se aposen­tar é um pés­si­mo negó­cio.
Há teo­rias que afir­mam que no futuro haverá tan­tos idosos, dev­i­do ao aumen­to da expec­ta­ti­va de vida, que o gov­er­no não irá con­seguir pagar a aposen­ta­do­ria para todos aque­les que con­tribuíram. Ain­da sim, esse não é o prin­ci­pal moti­vo pelo qual você não dev­e­ria deixar para cur­tir a vida e faz­er coisas que te fazem feliz somente quan­do se aposen­tar. O prin­ci­pal moti­vo é o seguinte – o pon­to alto da sua ener­gia e vital­i­dade acon­tece enquan­to você é jovem. Seria bem legal se pudésse­mos nascer idosos, e fos­se­mos fican­do cada vez mais jovens, para acabar a vida den­tro do útero de nos­sas mães. Mas a vida não é “Um curioso caso de Ben­jamin But­ton” e você vai envel­he­cer mais a cada dia. Viva com esse fato. Quan­do você acor­da pela man­hã, dev­e­ria pen­sar: “menos um dia” em vez de “mais um dia”, afi­nal, a vida é uma con­tagem regres­si­va.

Quan­do estiv­er vel­ho, e final­mente aposen­ta­do, você não estará mais tão dis­pos­to e empol­ga­do como se sente hoje. Por mais pos­i­ti­vo que con­si­ga ser, o nos­so cor­po tem pra­zo de val­i­dade. As dores vão chegan­do, o cor­po começa a apre­sen­tar “defeitos” e fal­has, faz­er ativi­dades que exigem esforço físi­co vai fican­do cada dia mais difí­cil, e você provavel­mente estará cansa­do e esgo­ta­do de ter tido que tra­bal­har a vida inteira em algo somente pen­san­do no din­heiro. Você pode ser um idoso fora do padrão e ser cheio de ener­gia, mas com certeza tin­ha muito mais vital­i­dade quan­do era jovem. Expressões como “Não aguen­to mais ir pra bal­a­da, estou fican­do vel­ho” não sur­gi­ram do nada. Con­forme o tem­po pas­sa, é pre­ciso mais esforço para realizar tare­fas que você fazia de olhos fecha­dos quan­do era mais novo.

Isso sig­nifi­ca que deixar para cur­tir a vida quan­do envel­he­cer é uma estu­pid­ez. Primeiro porque, você nem sabe se chegará vivo até lá. Segun­do, se chegar, vai perce­ber que não tem toda a vital­i­dade que imag­i­na­va que teria quan­do traçou os planos para começar a se diver­tir depois da aposen­ta­do­ria. E o pior de tudo – quan­do você tiv­er essa con­statação, já vai ter sido tarde demais. A úni­ca for­ma de escapar dessa frus­tração é perce­ber o erro antes, e faz­er algo a respeito para evi­tar que ele acon­teça.

3. Você está aca­ban­do com a sua saúde ao se forçar tra­bal­har em algo que não te faz feliz.
Em maio de 2013, um pub­lic­itário chinês da Ogilvy & Math­er em Pequim, chama­do Li Yuan, sofreu um ataque cardía­co ful­mi­nante enquan­to ain­da esta­va na agên­cia. Ele tin­ha somente 24 anos. A causa da morte foi atribuí­da ao stress ger­a­do por exces­so de tra­bal­ho. Segun­do ami­gos, há um mês ele esta­va fazen­do hora extra dire­ito, sain­do da agên­cia sem­pre depois das 23h. A últi­ma men­sagem do jovem no microblog Wei­bo é uma foto sua fazen­do con­tinên­cia para a câmera. Acon­te­ceu com ele, mas pode­ria ter sido com você.

Você pode men­tir para todo mun­do e viv­er com um sor­riso estam­pa­do no ros­to. No entan­to, se você detes­ta seu tra­bal­ho ou se tra­bal­ha em algo que não te sat­is­faz, o seu cor­po está sentin­do todos os sinais, e esta reagin­do a eles. Toda vez em que você se sente estres­sa­do, seu cor­po tem uma respos­ta para te pro­te­ger, pois entende que você está em uma situ­ação de peri­go. Isso faz com que hor­mônios como cor­ti­sol sejam lib­er­a­dos, aumen­tan­do a pressão arte­r­i­al e o nív­el de açú­car no sangue. Além dis­so, o estresse pode causar out­ros efeitos neg­a­tivos, como armazena­men­to exces­si­vo de gor­du­ra, prob­le­ma no coração, insô­nia, dores de cabeça, per­da de memória, baixa imu­nidade, prob­le­mas der­ma­tológi­cos, den­tre out­ros.

É claro que ninguém con­segue ser imune ao estresse, pois há situ­ações cotid­i­anos que fogem do nos­so con­t­role, mas se você pas­sa a vida toda fazen­do um tra­bal­ho que não te sat­is­faz e que te deixa frustra­do, você será muito mais propen­so a ser uma pes­soa estres­sa­da do que se tra­bal­has­se com algo que ama – afi­nal, pas­samos boa parte das nos­sas vidas tra­bal­han­do. Os sin­tomas vão chegan­do aos poucos e quan­do você perce­ber como foi sua saúde foi prej­u­di­ca­da por suas escol­has profis­sion­ais, já será tarde demais. E no futuro, se você estiv­er debil­i­ta­do, cheio de prob­le­mas de saúde, pode ter certeza que seus ex-chefes não estarão do seu lado para te dar apoio, e muito menos irão te pagar uma ind­eniza­ção por isso.

4. Seu tra­bal­ho está rouban­do tem­po que você pode­ria inve­stir no que gos­ta de faz­er e no que é bom de ver­dade.
Um estu­do divul­ga­do na revista Super­in­ter­es­sante foi o primeiro a con­seguir medir o tem­po necessário de estu­do e práti­ca para alguém se destacar inter­na­cional­mente em uma área: 10 mil horas. Essa foi a con­clusão do espe­cial­ista em suces­so Anders Eric­s­son, depois de obser­var grandes tal­en­tos em divisas áreas. Todas as pes­soas que tiver­am um destaque absur­do na car­reira, pas­saram esse tem­po todo aper­feiçoan­do o ofí­cio. Mozart, por exem­p­lo, des­de cedo começou a apren­der músi­ca com seu pai que era pro­fes­sor. Quan­do cri­ança ele pas­sa­va boa parte dos seus dias na frente do piano. No entan­to, as primeiras obras que com­pôs não eram obras-pri­mas, e estavam longe de ser. Críti­cos de músi­ca con­sid­er­am que a primeira obra real­mente genial escri­ta pelo aus­tría­co foi um con­cer­to de 1777, quan­do ele já tin­ha 21 anos de idade. Ou seja, ape­sar de ter começa­do cedo, ele só criou algo dig­no de gênio depois de 15 anos de treino.

Isso sig­nifi­ca que se você tra­bal­ha em algo que não gos­ta somente “pelo din­heiro” está des­perdiçan­do horas pre­ciosas que pode­ria estar investin­do em aper­feiçoar suas habil­i­dades e seus tal­en­tos reais. Por exem­p­lo, se você ado­ra coz­in­har, mas ain­da não tem mui­ta téc­ni­ca, pode­ria virar um chef ultra tal­en­toso se ded­i­cas­se as horas do seu dia coz­in­han­do em vez de preencher relatórios e tabelas. Com a práti­ca, você pode­ria trans­for­mar esse hob­by em tra­bal­ho, e pas­sar a vida fazen­do algo que real­mente te faz feliz.

Quem gas­ta muito tem­po tra­bal­han­do com coisas que não gos­ta, não tem tem­po pra ficar bom no que gos­ta de ver­dade.

5. Você está se cer­can­do de pes­soas desmo­ti­vadas que só vão te colo­car pra baixo.
Há uma teo­ria que diz que somos resul­ta­do das influên­cias das 5 pes­soas com quem mais con­vive­mos. Ou seja, se você pas­sa o dia com pes­soas ale­gres, inspi­rado­ras, cria­ti­vas, as chances de você ser alguém ale­gre, inspi­rador e cria­ti­vo são gigan­tesca­mente maiores, e o mes­mo acon­tece com o inver­so. Nada con­tra os seus cole­gas de tra­bal­ho, mas se eles estão na mes­ma condição em que você – tra­bal­han­do no modo “automáti­co” com algo que não tem nada a ver com seus tal­en­tos pes­soais ou seus son­hos ver­dadeiros – você vai ser influ­en­ci­a­do por eles. Se eles estão frustra­dos, recla­man­do de tudo, estres­sa­dos, desmo­ti­va­dos, etc, há grandes chances de você tam­bém incor­po­rar essa car­ac­terís­ti­cas e ess­es hábitos neg­a­tivos, afi­nal, pas­samos mais tem­po dos nos­sos dias no tra­bal­ho do que em casa ou com ami­gos.

Se você quer se sen­tir inspi­ra­do, pre­cisa se cer­car de pes­soas que este­jam felizes e que enx­er­guem a vida com uma visão otimista. O mun­do está cheio delas, mas você difi­cil­mente vai encon­trá-las den­tro de um escritório tra­bal­han­do em algo desmo­ti­vante. Elas não tem tem­po a perder com isso.

6. Seu tra­bal­ho está matan­do a sua cria­tivi­dade.
Se você tra­bal­ha com algum tipo de cri­ação, provavel­mente já notou que as mel­hores ideias surgem quan­do você menos espera. Rara­mente você vai ter uma epi­fa­nia olhan­do para a tela em bran­co do com­puta­dor ou para as pare­des que for­mam a sua baia no escritório. Pesquisadores da Uni­ver­si­dade de Toron­to desco­bri­ram que faz­er algu­ma ativi­dade habit­u­al, como sair para uma cam­in­ha­da, tirar um cochi­lo, obser­var o pôr-do-sol ou até lavar louça per­mite que você, sem perce­ber, acesse infor­mações da área per­iféri­ca do cére­bro. E é aí que surgem ideias cria­ti­vas.

As mel­hores ideias surgem quan­do você se sente inspi­ra­do, e isso tende a acon­te­cer pouco nos escritórios. Quem nun­ca esta­va em um proces­so cria­ti­vo quan­do foi inter­rompi­do para par­tic­i­par de uma reunião qual­quer cuja sua pre­sença não fazia sen­ti­do? Ou quem nun­ca ficou horas ten­tan­do ter uma ideia e ter­mi­nou o dia frustra­do, com um doc­u­men­to em bran­co?

Se escritórios não são os mel­hores ambi­entes para desen­volver a cria­tivi­dade, imag­i­na se você tra­bal­ha num escritório fazen­do algo que não gos­ta ou que gos­ta muito pouco – as suas chances são real­mente peque­nas. A maio­r­ia dos empre­gos exige que sig­amos regras, pro­to­co­los, padrões, deixan­do muito pouco espaço para que os fun­cionários pos­sam se expres­sar e ino­var. E como tudo na vida, a cria­tivi­dade pre­cisa ser treina­da para se desen­volver, é um exer­cí­cio como qual­quer out­ro. Se você pas­sa a vida den­tro das pare­des de um escritório fazen­do qual­quer função cha­ta, auto­mati­ca­mente seu cére­bro vai fican­do destreina­do, e ter uma ideia fora da caixa pas­sa a ser cada vez mais difí­cil. É como pedir para alguém que não mal­ha há 20 anos, para faz­er uma série de lev­an­ta­men­to com um peso de 40 qui­los. É uma mis­são quase impos­sív­el. Por isso, além de não estar con­tribuin­do para sua sat­is­fação pes­soal, seu tra­bal­ho pode estar matan­do a sua cria­tivi­dade, e retomá-la no futuro vai ser bem mais difí­cil se você não mudar algo na sua roti­na.

7. Seus fil­hos serão cri­a­dos por alguém que não é você.
Muitos pais recla­mam de prob­le­mas de com­por­ta­men­to dos fil­hos, mas talvez eles se esque­cem de um detal­he – as cri­anças de hoje estão sendo cri­adas por babás ou pelas esco­las. Feliz­mente, as mul­heres con­quis­taram o dire­ito de tra­bal­har fora e ter sua car­reira inde­pen­dente, mas essa mudança deixou uma lacu­na que a cada dia mais gera prob­le­mas. Se antes a mãe pas­sa­va boa parte do tem­po per­to dos fil­hos, hoje grande parte das cri­anças não têm mais esse priv­ilé­gio. Um fil­ho de uma família comum, que tem pais que tra­bal­ham fora, pas­sa em média 4 horas por dia na pre­sença dos pais (quan­do acor­da, e no fim do dia, quan­do já está cansa­do). Todo o resto do tem­po, quem edu­ca e acom­pan­ha o cresci­men­to e desen­volvi­men­to dos fil­hos da nos­sa ger­ação são os profis­sion­ais con­trata­dos para isso.

Enquan­to você está fecha­do num escritório, real­izan­do tare­fas mecâni­cas, e aju­dan­do seu chefe a con­quis­tar os son­hos dele, seus fil­hos estão crescen­do. Você provavel­mente irá perder a primeira vez que ele con­seguir escr­ev­er seu nome, ou a reação dele ao provar moran­go pela primeira vez, ou então o sor­riso no ros­to dele na primeira vez em que pres­en­ciar uma chu­va de grani­zo. Você vai perder a chance de obser­var com detal­h­es como ele desco­bre o mun­do, e o pior de tudo é que essa fase nun­ca mais vai voltar. A fal­ta ou a pre­sença dos pais durante a infân­cia dos fil­hos pode ser deter­mi­nante para definir a pes­soa que ele irá se tornar no futuro. Um estu­do feito pela Brown Uni­ver­si­ty, com­pro­va que a fase mais vital de apren­diza­do nas cri­anças acon­tece entre os 2 e 4 anos de idade. A cri­ança nes­sa fase pre­cisa estar sendo acom­pan­ha­da e obser­va­da de for­ma muito plane­ja­da e cuida­dosa, para per­mi­tir uma mel­hor con­strução da sua base int­elec­tu­al, emo­cional, psíquica e moto­ra. Nem é pre­ciso diz­er que con­fi­ar o acom­pan­hamen­to do fil­ho a out­ra pes­soa que não seja os pais, pode ger­ar prob­le­mas futur­os com­pli­ca­dos.

É claro que todos pre­cisam tra­bal­har, mas se você cria o seu próprio tra­bal­ho, con­segue ter horários mais flexíveis, con­segue pro­gra­mar suas férias para a mel­hor época, e pode ter a chance de tra­bal­har de casa enquan­to curte seus fil­hos. E esse bene­fí­cio, uma carteira assi­na­da jamais poderá te pro­por­cionar.

8. Você é ape­nas uma peça sub­sti­tuív­el.
Não impor­ta o quão com­pe­tente você seja, e o quan­to o seu chefe faz pare­cer que você tem uma importân­cia vital na empre­sa, jamais se esqueça – você é uma peça total­mente sub­sti­tuív­el. A empre­sa em que tra­bal­ha provavel­mente já exis­tia antes de você chegar e vai con­tin­uar existin­do depois que você sair. Por mais que sua função seja de extrema importân­cia, haverá sem­pre alguém capaz de cumpri-la, e talvez mel­hor ain­da do que você. Enquan­to você está na cor­ri­da dos ratos, fazen­do algo somente pen­san­do no din­heiro, não vai con­seguir se sen­tir real­mente real­iza­do e inspi­ra­do ao pon­to de cri­ar algo tão genial que faça com que a empre­sa depen­da de você para sem­pre. Você sai e out­ro chega. A fila anda.

A úni­ca for­ma de evi­tar ser uma peça sub­sti­tuív­el é faz­er o que real­mente gos­ta e seguir seu chama­do pes­soal. Cada pes­soa é úni­ca e ao aten­der o chama­do de faz­er real­mente o que ama, jamais out­ra pes­soa será capaz de realizar esse tra­bal­ho tão bem e de for­ma tão ver­dadeira, afi­nal, son­hos são pes­soais e intrans­fer­íveis. Os mel­hores e mais recon­heci­dos profis­sion­ais do mer­ca­do são aque­les que real­mente amam o que fazem.

9. Você está infe­liz.
Pode pare­cer um grande clichê, mas é ver­dade. Você só tem uma chance na vida, por que, em sã con­sciên­cia, des­perdiçaria essa chance gas­tan­do a maio­r­ia das horas num tra­bal­ho que você não gos­ta?

Talvez você nem ten­ha perce­bido que seu tra­bal­ho te faz infe­liz, porque está cer­ca­do de pes­soas na mes­ma situ­ação, e isso faz com que você nem ques­tione esse fato e o con­sidere nor­mal. Para desco­brir se esse é o seu caso, exper­i­mente respon­der essas per­gun­tas:

Você odeia as segun­das-feiras?

As noites de domin­go te deix­am depres­si­vo?

A hora que você mais ama no dia é 18h, quan­do pode sair do tra­bal­ho?

Você tem se sen­ti­do sem dis­posição e âni­mo?

Você fica feliz quan­do pega uma virose ou con­jun­tivite porque não pre­cisa ir tra­bal­har?

Ao se imag­i­nar fazen­do aqui­lo pelos próx­i­mos 10 anos, você sente bor­bo­le­tas no estô­ma­go ou von­tade de se jog­ar na pri­va­da e dar descar­ga?

Se a maio­r­ia das respostas foram pos­i­ti­vas, é a com­pro­vação de que você dev­e­ria repen­sar urgen­te­mente a sua tril­ha profis­sion­al.

10. A vida é sua. Você faz as regras.
Você chegou até aqui ten­tan­do se encaixar nas expec­ta­ti­vas das out­ras pes­soas. Nun­ca te pare­ceu estran­ho que 7 bil­hões de pes­soas ten­ham que se encaixar em somente uma cen­te­na de profis­sões e car­reiras que já exis­tem? A vida é uma jor­na­da úni­ca para cada indi­ví­duo e não existe um tipo de lifestyle que se encaixe bem para todos. Você não pre­cisa seguir a mes­ma tril­ha somente porque todas as pes­soas estão seguin­do tam­bém. Você não pre­cisa pas­sar a vida recla­man­do do seu tra­bal­ho e do seu chefe, somente porque esse é o assun­to dom­i­nante nos hap­py-hours e todo mun­do parece OK viven­do dessa for­ma.

Se seu son­ho é ter uma carteira de tra­bal­ho bem preenchi­da, faz­er car­reira den­tro de uma empre­sa, ter um DR na frente do nome, ter fil­hos, o car­ro do momen­to e um aparta­men­to com varan­da grill, óti­mo. Go for it. Viva esse son­ho. Faça o seu mel­hor e com certeza irá ter uma vida feliz. Mas antes de achar que o seu son­ho é igual ao son­ho da maio­r­ia das pes­soas , recomen­do que ape­nas gaste um tem­po olhan­do para den­tro. Desligue a TV, feche os livros, saia do Insta­gram, desconecte da inter­net e preste atenção ao que seu eu inte­ri­or fala. Se você sen­tir que real­mente essa é a vida que você quer para você, se sen­tir que esse é o seu chama­do pes­soal, então vá em frente.

Ago­ra se esse mod­e­lo tradi­cional de vida não é algo que faz o seu coração vibrar, fique aten­to. Igno­rar os sinais pode faz­er com que você se arrepen­da para sem­pre e leve uma vida abso­lu­ta­mente medíocre. Se esse for o seu caso, se lem­bre que mun­do é for­ma­do por uma grande var­iedade de pos­si­bil­i­dades e de opor­tu­nidades que você nem pode­ria imag­i­nar. Você só vai poder encon­trá-las, se se abrir para isso.

A vida é um quadro em bran­co. Cabe a você, faz­er dela uma obra pri­ma.

POR: NÔMADES DIGITAIS

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