É possível ser ágil quando se trabalha com “hardware”?

Wikispeed

Agili­dade e baixo cus­to no proces­so de desen­volvi­men­to de um pro­du­to ou sis­tema é algo bus­ca­do por todos, sejam pequenos mak­ers, empreende­dores em está­gio ini­cial ou grandes empre­sas. Mas como aplicar isso na práti­ca? No uni­ver­so do soft­ware, as metodolo­gias já estão mais con­sol­i­dadas. Mas, é pos­sív­el ser ágil tam­bém em “hard­ware”? Veja o exem­p­lo do pro­je­to Wik­ispeed.

O pro­je­to começou num no con­cur­so da Fun­dação X‑Prize. Con­heci­do por orga­ni­zar com­petições rica­mente dotadas com temas de prestí­gio (o voo espa­cial pri­va­do, sequen­ci­a­men­to de 100 geno­mas humanos em 30 dias e o envio de um robô para a lua), a fun­dação orga­ni­zou em 2011 um con­cur­so para desen­har um car­ro capaz de con­sumir a menor quan­ti­dade de com­bustív­el por 100 quilômet­ros. Nes­sas com­petições, as equipes são geral­mente for­madas por profis­sion­ais da indús­tria, empre­sas de suces­so e lab­o­ratórios acadêmi­cos.

No entan­to, a equipe de amadores apaixon­a­dos da Wik­ispeed não pos­suía nen­hum engen­heiro auto­mo­bilís­ti­co e não tin­ha um orça­men­to de mil­hares de dólares para a par­tic­i­pação. Eles con­seguiram ter­mi­nar a com­petição na 10ª posiçõa den­tre os 136 par­tic­i­pantes. Este suces­so veio do fato do grupo con­seguir realizar um primeiro pro­tótipo de “garagem”, em três meses, pas­san­do inclu­sive por testes, a fim de ser aprova­do para diri­gir em estradas amer­i­canas. Para ser capaz de desen­volver um pro­tótipo “beta”, porém fun­cional, Wik­ispeed, cuja maio­r­ia dos mem­bros são ori­un­dos da indús­tria de soft­ware, con­tou com os chama­dos
méto­dos de pro­je­to ágeis.

Agili­dade e baixo cus­to no proces­so de desen­volvi­men­to de um pro­du­to ou sis­tema é algo bus­ca­do por todos, sejam pequenos mak­ers, empreende­dores em está­gio ini­cial ou grandes empre­sas. Mas como aplicar isso na práti­ca? No uni­ver­so do soft­ware, as metodolo­gias já estão mais con­sol­i­dadas. Mas, é pos­sív­el ser ágil tam­bém em “hard­ware”? Veja o exem­p­lo do pro­je­to Wik­ispeed.

O pro­je­to começou num no con­cur­so da Fun­dação X‑Prize. Con­heci­do por orga­ni­zar com­petições rica­mente dotadas com temas de prestí­gio (o voo espa­cial pri­va­do, sequen­ci­a­men­to de 100 geno­mas humanos em 30 dias e o envio de um robô para a lua), a fun­dação orga­ni­zou em 2011 um con­cur­so para desen­har um car­ro capaz de con­sumir a menor quan­ti­dade de com­bustív­el por 100 quilômet­ros. Nes­sas com­petições, as equipes são geral­mente for­madas por profis­sion­ais da indús­tria, empre­sas de suces­so e lab­o­ratórios acadêmi­cos. No entan­to, a equipe de amadores apaixon­a­dos da Wik­ispeed não pos­suía nen­hum engen­heiro auto­mo­bilís­ti­co e não tin­ha um orça­men­to de mil­hares de dólares para a par­tic­i­pação. Eles con­seguiram ter­mi­nar a com­petição na 10ª posiçõa den­tre os 136 par­tic­i­pantes. Este suces­so veio do fato do grupo con­seguir realizar um primeiro pro­tótipo de “garagem”, em três meses, pas­san­do inclu­sive por testes, a fim de ser aprova­do para diri­gir em estradas amer­i­canas. Para ser capaz de desen­volver um pro­tótipo “beta”, porém fun­cional, Wik­ispeed, cuja maio­r­ia dos mem­bros são ori­un­dos da indús­tria de soft­ware, con­tou com os chama­dos méto­dos de pro­je­to ágeis.

 

Esta abor­dagem resul­tou em um rápi­do primeiro pro­tótipo do car­ro. Todos os planos do pro­tótipo foram pub­li­ca­dos on-line sob uma licença livre que per­mite aos novos con­tribuintes ofer­e­cer soluções e mod­i­fi­cações aos pro­je­tos pro­pos­tos. Além de um car­ro, Wik­ispeed é um méto­do, a trans­posição para o “mun­do físi­co” de uma for­ma par­tic­u­lar de desen­volvi­men­to de soft­ware. O pro­je­to cresceu bas­tante e vale a pena dar uma olha­da em sua metodolo­gia e mate­ri­ais.

Vale ressaltar alguns dos seus princí­pios, os quais são respon­sáveis por seu suces­so:

- “Ao min­i­mizar o cus­to de faz­er mudanças, ino­va­mos rap­i­da­mente. Mudanças em mem­bros da equipe, mudanças nos obje­tivos, mudanças nas máquinas, mudanças mate­ri­ais;
— Ao tra­bal­har de for­ma colab­o­ra­ti­va e em espaço com­par­til­ha­do, nós resolve­mos um prob­le­ma rap­i­da­mente;
— Ao primeiro teste autom­a­ti­za­do, rap­i­da­mente sabe­mos se pre­cisamos mel­ho­rar (fab­ri­cação ori­en­ta­da por testes);
— Tes­ta­mos os nos­sos critérios de suces­so;
— Moral da equipe (moti­vação) é um mul­ti­pli­cador para a veloci­dade;
— A equipe de con­fi­ança empodera as out­ras;
— Úni­co Back­log – todas as tare­fas pri­or­itárias são visíveis em um só lugar.”

*Heloisa Neves é co-fun­dado­ra da con­sul­to­ria mak­er We Fab.

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