Homens curtem apps de paquera e mulheres de WhatsApp

Homens curtem apps de paquera e mulheres de WhatsApp

Um nova pesquisa da con­sul­to­ria ingle­sa Deloitte rev­el­ou com­por­ta­men­tos de pes­soas de 22 país­es na inter­net. Desta­co os dados mais inter­es­santes ref­er­entes ao Brasil, acom­pan­hados de comen­tários.

92% dos brasileiros usam smart­phones, enquan­to 70% têm note­books.
Comen­tário Ess­es são os dois tipos de apar­el­hos mais uti­liza­dos por nós. Con­tin­ua a tendên­cia de sub­sti­tu­ição dos PCs reg­u­lares, os com­puta­dores de mesa, ago­ra parte da roti­na de 64% da pop­u­lação. No entan­to, com uma novi­dade. A pre­sença de smart­phones e note­books aumen­tou, como esper­a­do (5% e 3%). Mas, depois de quedas ante­ri­ores, os desk­tops voltaram a crescer um pouco (6%).

Em torno de metade das pes­soas pagari­am mais para migrar do 4G para o 5G. Isso se exis­tisse 5G no Brasil.
Comen­tário O dado indi­ca que tec­nolo­gias, como o 5G, muitas vezes não avançam no país não por fal­ta de deman­da, mas por inca­paci­dade de empre­sas e do gov­er­no de faz­er com que as ino­vações sejam desen­volvi­das por aqui.

45% dos jovens de 18 a 24 anos ler­am em e‑readers nas últi­mas 24 horas.
Comen­tário Quan­to mais vel­ha a pes­soa, menos ela recorre ao e‑reader. Uma con­statação: em um país com pouquís­si­ma leitu­ra, ressalta-se que a juven­tude pelo jeito lê con­sid­er­av­el­mente (e no meio dig­i­tal).

Entre mul­heres, 83% usam o What­sApp todos os dias, enquan­to 58% aces­sam o Face­book na mes­ma inten­si­dade (sendo que uma boa parte entra em ambos em torno de dez vezes por hora). Entre os home­ns, os índices são, respec­ti­va­mente, 76% e 46%.
Comen­tário Como ess­es índices vari­am demais ao redor do plan­e­ta, descon­fio que os hábitos dis­tin­tos nas redes soci­ais se devem mais a difer­enças cul­tur­ais do que por razões de gênero (o que alguns pode­ri­am ale­gar).

 

Já 10% dos brasileiros uti­lizam apps de namoro com fre­quên­cia (boa parte aces­sa até 8 vezes por hora), enquan­to 5% das brasileiras fazem o mes­mo.
Comen­tário A difer­ença de com­por­ta­men­to dos gêneros se repli­ca em todo o mun­do nesse que­si­to. Segun­do dados de out­ras pesquisas, nos EUA, por exem­p­lo, enquan­to 64% das mul­heres nun­ca havi­am aces­sa­do um aplica­ti­vo de encon­tros até 2017, 45% (logo, menos de metade) dos home­ns jamais tiver­am o hábito.

67% dos com entre 18 e 24 anos assis­tem a lives (vídeos ao vivo) pelo smart­phone todos os dias.
Comen­tário Entre os mais vel­hos, a por­cent­agem é bem menor. Mais uma indi­cação da sub­sti­tu­ição da TV por YouTube, Snapchat, Insta­gram e afins, prin­ci­pal­mente entre a juven­tude?

60% das brasileiros com idade para tra­bal­har uti­lizam o smart­phone para fins profis­sion­ais fora do horário reg­u­lar da lida. Ao mes­mo tem­po, 76% indi­ca uti­lizar o apar­el­ho com obje­tos pes­soais durante o expe­di­ente.
Comen­tário Cada vez menos podemos dedicar atenção a uma úni­ca tare­fa. Fica evi­dente como a maio­r­ia das pes­soas real­iza diver­sas ativi­dades ao mes­mo tem­po a qual­quer hora do dia. Enquan­to está com a família, tam­bém se tra­bal­ha. Enquan­to se está numa reunião com o chefe, tam­bém se responde a uma men­sagem de What­sApp de um fil­ho.

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