Dúvidas na vida real limitam realidade virtual no Facebook

Dúvidas na vida real limitam realidade virtual no Facebook

Quan­do o assun­to é levar a real­i­dade vir­tu­al às mas­sas, o Face­book pode ser a empre­sa que tor­na esse tra­bal­ho mais fácil ou mais difí­cil.

Mais fácil porque a com­pan­hia con­tin­ua a ser uma empre­sa dota­da de vas­tos recur­sos finan­ceiros, que hoje atende a cer­ca de um quar­to da pop­u­lação do plan­e­ta.

Assim, não existe com­pan­hia mais bem posi­ciona­da para faz­er da real­i­dade vir­tu­al uma ver­dadeira tec­nolo­gia de mer­ca­do de mas­sa.

Com a mar­ca Ocu­lus, que a empre­sa adquir­iu qua­tro anos atrás por US$ 2 bil­hões (R$ 8 bil­hões), o Face­book ago­ra tem dois head­sets de real­i­dade vir­tu­al no mer­ca­do, e anun­ciou um ter­ceiro, durante a con­fer­ên­cia de desen­volve­dores Ocu­lus Con­nect.

Esse novo apar­el­ho, chama­do Ocu­lus Quest, foi pro­je­ta­do para servir con­teú­do de real­i­dade vir­tu­al de alta qual­i­dade sem que o usuário pre­cise estar atre­la­do a um com­puta­dor ou con­sole de videogame.

O head­set será colo­ca­do à ven­da no próx­i­mo ano por preço ini­cial de US$ 399 (R$ 1.606) –o mes­mo preço do Ocu­lus Rift, o mais caro dos atu­ais mod­e­los de head­set da empre­sa, que requer conexão com um com­puta­dor.

O novo apar­el­ho no mín­i­mo pode aju­dar o Face­book a expandir sua fatia do mer­ca­do nascente de jogos de real­i­dade vir­tu­al, no qual ele está muito atrás do Sony Playsta­tion VR.

O Rift vendeu cer­ca de 400 mil unidades em 2017, ante cer­ca de 1,6 mil­hão de head­sets da Sony, de acor­do com esti­ma­ti­vas da con­sul­to­ria de mar­ket­ing IDC.

A parte difí­cil é que ain­da tra­ta-se do Face­book.

A rep­utação da rede social sofreu um forte aba­lo neste ano, por causa de todo tipo de con­tro­vér­sia, de desin­for­mação a manip­u­lação de eleições, pas­san­do por vio­lação da pri­vaci­dade de seus usuários.

Tais con­tro­vér­sias estão, por fim, começan­do a pesar sobre a empre­sa e sobre o cresci­men­to flo­res­cente de sua base de usuários e de seu val­or de mer­ca­do.

Emb­o­ra o Face­book este­ja no momen­to con­cen­tra­do em games, por meio da mar­ca Ocu­lus, o obje­ti­vo final da com­pan­hia é faz­er da real­i­dade vir­tu­al uma força no mer­ca­do de mas­sa, em sua própria platafor­ma.

O pres­i­dente-exec­u­ti­vo Mark Zucker­berg esteve no pal­co para o lança­men­to do novo head­set Quest, na quar­ta-feira (26), e lem­brou a audiên­cia de seu obje­ti­vo, repeti­do fre­quente­mente, de levar um bil­hão de pes­soas à real­i­dade vir­tu­al.

O Ocu­lus Quest e o Go, um head­set de preço mais baixo, são pas­sos impor­tantes para isso. O Go, que cus­ta US$ 199 (R$ 801,31), já vendeu quase 290 mil unidades des­de seu lança­men­to em maio, esti­ma o grupo de pesquisa de mer­ca­do Super­Da­ta.

O suces­so final do Face­book na real­i­dade vir­tu­al talvez depen­da de deter­mi­nar se os con­sum­i­dores real­mente vão quer­er mer­gul­har em um mun­do vir­tu­al oper­a­do por um gigante da pub­li­ci­dade de pas­sa­do duvi­doso.

A respos­ta a isso ago­ra está aber­ta a dúvi­das.

A últi­ma polêmi­ca da empre­sa é recente. Na sex­ta-feira (28), a rede social divul­gou que um prob­le­ma de segu­rança afe­tou quase 50 mil­hões de con­tas.

O Face­book pre­cisou desconec­tar 90 mil­hões de pes­soas da rede social porque inva­sores roubaram tokens de aces­so (chaves vir­tu­ais), que podem ter lev­a­do ao aces­so de con­teú­dos pri­va­dos, como fotos e men­sagens de usuários.

Uma agên­cia de pri­vaci­dade da Europa pode mul­tar a empre­sa em até US$ 1,63 bil­hão (R$ 6,5 bil­hões) se assim decidi­rem os reg­u­ladores.

THE WALL STREET JOURNAL

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