Por que baixar filmes ou séries piratas é uma ameaça a sua segurança?

baixar filmes ou séries piratas é uma ameaça a sua segurança

Um estu­do feito pela Dig­i­tal TV Research, espe­cial­iza­da no fornec­i­men­to de negó­cios de pon­ta para o setor tele­vi­si­vo, em 2017 mostrou que o Brasil é o ter­ceiro país do mun­do que mais perde finan­ceira­mente por causa da pirataria – cer­ca de US$ 1,5 mil­hão. Entre­tan­to, por mais que a práti­ca ten­ha se tor­na­do “comum”, ela tam­bém sig­nifi­ca uma ameaça à segu­rança online e ofer­ece o canal prin­ci­pal para ciber­crim­i­nosos lançaram todo tipo de mal­ware.

Recen­te­mente, a empre­sa de ciberse­gu­rança Kasper­sky Lab reg­istrou, na Améri­ca Lati­na, uma média de nove ataques de mal­ware por segun­do, sendo o Brasil o ter­ceiro país com maior número de ataques reg­istra­dos (64%), fican­do atrás ape­nas da Venezuela (70%) e Bolívia (66%). De acor­do com a empre­sa, a maio­r­ia dess­es ataques ocorre online – enquan­to o usuário nave­ga, faz down­load de arquiv­os ou recebe anex­os de e‑mail enganosos. E, ness­es down­loads, podem con­star baixar séries de maneira ile­gal em sites mali­ciosos.

Em muitos casos, os usuários não percebem que, no down­load que estão fazen­do dos episó­dios de suas séries favoritas, con­tém arquiv­os mali­ciosos armazena­dos no doc­u­men­to. Isso acon­tece porque sites de com­par­til­hamen­to de arquiv­os estão inter­es­sa­dos em atrair mais usuários. Então, além de armazenar o con­teú­do, podem ofer­e­cer uma peque­na quan­tia mon­etária a quem os colo­ca lá. “Um usuário que procu­ra faz­er din­heiro com isso não vai ape­nas car­regar vídeos, livros, músi­cas e jogos em um site desse tipo – tam­bém irá com­par­til­har o link para o serviço, em fóruns ou pági­nas, por exem­p­lo, cujos donos não sabem nada sobre o afil­i­a­do”, expli­ca a Kasper­sky.

Arquiv­os infec­ta­dos

Fabio Assoli­ni, anal­ista sênior de segu­rança da Kasperksy Lab, expli­ca que não é comum que exis­tam essas pra­gas nos arquiv­os, mas o que acon­tece é o próprio arqui­vo ser mali­cioso e, assim, infec­tar o com­puta­dor da víti­ma. “Ess­es ataques não têm suces­so se você man­tiv­er seu antivírus atu­al­iza­do. Mas isso não sig­nifi­ca que você está livre dos riscos: os sites que detém dess­es tipos de arquiv­os nor­mal­mente solici­tam a insta­lação de plug-ins para que você pos­sa baixar o que dese­ja”, aler­ta.

Com a insta­lação de out­ros arquiv­os inde­se­ja­dos, o seu com­puta­dor pode estar real­izan­do out­ras ativi­dades sem que a víti­ma perce­ba, cole­tan­do seus dados pes­soais e, nos piores casos, a min­er­ação de bit­coins. Para se man­ter seguro, os usuários são acon­sel­ha­dos a seguir os seguintes pas­sos:

- Ten­ha cuida­do com o que você baixa. Como regra ger­al, não baixe arquiv­os que pareçam sus­peitos ou prove­nientes de um site em que você não con­fia;

- Uti­lize um soft­ware de segu­rança robus­to. Atu­al­ize o sis­tema opera­cional e os aplica­tivos que você usa reg­u­lar­mente, pois con­stituem uma cama­da vital de segu­rança.

E não se esqueça: pirataria é crime, de acor­do com as leis 9.609 e 9.610/98 pre­vista no Códi­go Penal brasileiro. Mes­mo que você não reven­da aqui­lo que baixou, a pes­soa que disponi­bi­li­zou o link está infringin­do uma lei. A pes­soa que comete tal deli­to está sujei­ta a reclusão de até qua­tro anos e mul­ta.

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