Uber e Boeing se unem para criar carros voadores

Uber e Boeing se unem para criar carros voadores

O Japão está fazen­do um esforço para desen­volver car­ros voadores e recor­reu a empre­sas como a Uber Tech­nolo­gies e a Boe­ing para faz­erem parte de um grupo lid­er­a­do pelo gov­er­no para que o país ten­ha veícu­los aére­os na próx­i­ma déca­da.

O grupo será for­ma­do ini­cial­mente por 21 empre­sas e orga­ni­za­ções, entre elas Air­bus, NEC, uma start­up finan­cia­da pela Toy­ota Motor chama­da Carti­va­tor, ANA Hold­ings, Japan Air­lines e Yam­a­to Hold­ings, de acor­do com comu­ni­ca­do do Min­istério do Comér­cio divul­ga­do nes­ta sex­ta-feira (24), em Tóquio. Os del­e­ga­dos se reunirão em 29 de agos­to para aju­dar a traçar um plano de ação neste ano, afir­mou o min­istério.

“O gov­er­no japonês fornecerá o apoio ade­qua­do para aju­dar a con­cretizar o con­ceito de car­ros voadores, com a cri­ação de regras aceitáveis”, disse o min­istério.

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Car­ros voadores capazes de cir­cu­lar sobre ruas con­ges­tion­adas estão mais per­to de se tornar real­i­dade do que muitos pen­sam.

Star­tups de todo o mun­do estão ten­tan­do con­stru­ir peque­nas aeron­aves, que até pouco tem­po per­ten­ci­am ape­nas ao cam­po da ficção cien­tí­fi­ca.

Como as empre­sas japone­sas já estão atrasadas em relação aos seus cole­gas globais no que se ref­ere a veícu­los elétri­cos e car­ros autônomos, o gov­er­no está mostran­do urgên­cia na tec­nolo­gia de aeron­aves, inter­vin­do para facil­i­tar a leg­is­lação e a infraestru­tu­ra para aju­dar a gan­har a lid­er­ança.

A tec­nolo­gia, assim como a avi­ação, pre­cisa obter a aprovação de vários órgãos reg­u­ladores, o que pode demor­ar muitos anos. De qual­quer maneira, isso só acon­te­cerá quan­do as agên­cias esta­b­ele­cerem os padrões de segu­rança, sem os quais ninguém poderá usar car­ros voadores.

“É necessário que o gov­er­no assuma a lid­er­ança e coor­dene a definição dos padrões de segu­rança”, disse Yasuo Hashimo­to, pesquisador da Japan Avi­a­tion Man­age­ment Research, com sede em Tóquio. “Eles estão ten­tan­do dar o tom da indús­tria antes de out­ros país­es.”

O min­istro da Econo­mia do Japão, Hiroshige Seko, disse a jor­nal­is­tas neste mês que os car­ros voadores podem aliviar o tráfego urbano, aju­dar o trans­porte em ilhas remo­tas ou áreas mon­tan­hosas em caso de desas­tres e ser usa­dos na indús­tria do tur­is­mo.

Muitos já têm uma van­tagem ini­cial na cor­ri­da. A Uber, que inve­stirá € 20 mil­hões (US$ 23 mil­hões) nos próx­i­mos cin­co anos para desen­volver serviços de car­ros voadores em uma nova fábri­ca em Paris, esta­b­ele­ceu a meta de ini­ciar oper­ações com­er­ci­ais de sua divisão de táxi aéreo até 2023.

A Kit­ty Hawk, a start­up com sede em Moun­tain View, Cal­ifór­nia, fun­da­da e finan­cia­da por Lar­ry Page, do Google, ofer­e­ceu em jun­ho uma visão ger­al de um pro­tótipo de aeron­ave: um veícu­lo recre­ati­vo de uma úni­ca pes­soa.

Out­ras empre­sas globais que miram esta nova for­ma de trans­porte são a Volk­swa­gen, a Daim­ler e a mon­ta­do­ra chi­ne­sa Geely Auto­mo­bile Hold­ings. As mon­ta­do­ras japone­sas ain­da não anun­cia­ram planos para desen­volver car­ros voadores.

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