Para 85% dos profissionais, reuniões remotas já oferecem experiência tão positiva quanto presenciais

Para 85% dos profissionais, reuniões remotas já oferecem experiência tão positiva quanto presenciais

Um estu­do inédi­to encomen­da­do pela Microsoft ao IBOPE Conec­ta rev­ela que para 85% dos profis­sion­ais brasileiros a exper­iên­cia de realizar uma reunião remo­ta­mente já não deixa nada a dese­jar em relação a encon­tros pres­en­ci­ais. Segun­do a pesquisa, real­iza­da com inter­nau­tas, profis­sion­ais que têm entre 25 e 34 anos são os que mais fazem reuniões à dis­tân­cia (52%). Na análise ger­al, 47% dos respon­dentes dizem par­tic­i­par de reuniões de tra­bal­ho remo­ta­mente.

Com o obje­ti­vo de anal­is­ar a per­cepção do inter­nau­ta brasileiro em relação à trans­for­mação do ambi­ente de tra­bal­ho a par­tir do uso de novas tec­nolo­gias, o estu­do ouviu durante os meses de maio e jun­ho 1.500 profis­sion­ais de difer­entes níveis hierárquicos, mer­ca­dos e profis­sões. Foram entre­vis­ta­dos home­ns e mul­heres, de 18 a 55 anos, das class­es ABC, que tra­bal­ham no setor públi­co e pri­va­do, em todas as regiões do país. Os dados foram divul­ga­dos hoje, em even­to real­iza­do em um dos escritórios da WeWork em São Paulo.

De acor­do com a pesquisa da Microsoft, a flex­i­bil­i­dade de horário e a pos­si­bil­i­dade de faz­er home office e/ou tra­bal­har a par­tir de out­ros ambi­entes que não nec­es­sari­a­mente o escritório fig­u­ram no topo da lista de ele­men­tos que mais car­ac­ter­i­zam um ambi­ente de tra­bal­ho mod­er­no para os profis­sion­ais brasileiros. O primeiro item é men­ciona­do por 68% dos entre­vis­ta­dos, enquan­to o segun­do aparece em 62% das respostas.

O estu­do ain­da indi­ca que 41% dos profis­sion­ais acred­i­tam que suas empre­sas pode­ri­am mel­ho­rar o uso da tec­nolo­gia para traz­er mais flex­i­bil­i­dade à roti­na de tra­bal­ho e per­mi­tir a práti­ca de home office. Ape­sar de enx­er­garem espaço para mel­ho­rias ness­es aspec­tos, prati­ca­mente metade das pes­soas entre­vis­tadas diz tra­bal­har remo­ta­mente pelo menos uma vez por sem­ana, sendo que os home­ns (50%) são mais adep­tos da práti­ca do que as mul­heres (44%).

“Um ambi­ente de tra­bal­ho mod­er­no é aque­le que de fato per­mite que cada colab­o­rador pos­sa ter o mel­hor desem­pen­ho em seu tra­bal­ho, sendo mais pro­du­ti­vo e inter­agin­do de for­ma mais ráp­i­da e efi­ciente no seu time e com out­ras equipes na empre­sa. É o que temos em mente ao desen­volver nos­sas soluções e a tec­nolo­gia hoje já é capaz de remover uma série de bar­reiras, per­mitin­do não ape­nas que cada profis­sion­al pos­sa tra­bal­har inde­pen­den­te­mente de onde estiv­er, como tam­bém com­par­til­han­do infor­mações em tem­po real com sua equipe ou como parte de um time mul­ti-fun­cional em pro­je­tos com toda segu­rança”, diz Loredane Fel­trin, dire­to­ra de pro­du­tivi­dade da Microsoft Brasil.

Diante dessa nova real­i­dade pos­si­bil­i­ta­da pelo uso de tec­nolo­gia, o estu­do indi­ca que 90% dos profis­sion­ais entre­vis­ta­dos con­sid­er­am que um ambi­ente de tra­bal­ho mod­er­no influ­en­cia­ria a sua decisão ao anal­is­ar uma pro­pos­ta de emprego.

A maior facil­i­dade na comu­ni­cação com cole­gas e gestores é o bene­fí­cio mais cita­do pelos entre­vis­ta­dos no que diz respeito ao impacto da tec­nolo­gia na roti­na profis­sion­al (70%). Já o aces­so e com­par­til­hamen­to de infor­mações impor­tantes, que pos­si­bilitem a toma­da de decisão de for­ma mais asserti­va, é cita­do por 62% das pes­soas. Para 67% dos profis­sion­ais ouvi­dos pelo IBOPE Conec­ta, a for­ma de obter infor­mações para realizar bem o seu tra­bal­ho está fican­do mais fácil graças ao uso de recur­sos tec­nológi­cos.

No dia a dia de tra­bal­ho, a sala de reunião ain­da se mostra como o local onde mais ocorre tra­bal­ho em equipe, espe­cial­mente entre entre­vis­ta­dos de 25 a 34 anos (65%). A pesquisa evi­den­cia, entre­tan­to, que novos espaços começam a ser uti­liza­dos pelos profis­sion­ais para essas inter­ações: 16% dizem que o local onde o tra­bal­ho em equipe e a colab­o­ração mais acon­te­cem é na cozinha/copa das empre­sas. Os dire­tores são os que mais acred­i­tam que a colab­o­ração ocorre em trân­si­to (no car­ro, a cam­in­ho do aero­por­to, por exem­p­lo), com esse local ten­do sido cita­do por 18% dos profis­sion­ais que ocu­pam o car­go.

“Assim como o mod­e­lo de negó­cios das empre­sas, a for­ma de tra­bal­har tam­bém pas­sa por uma trans­for­mação dig­i­tal, crian­do novas for­mas de colab­o­ração entre pes­soas e equipes e tor­nan­do o com­par­til­hamen­to de infor­mação mais nat­ur­al e efi­ciente. A par­tir de difer­entes dis­pos­i­tivos e superan­do a bar­reira da dis­tân­cia, profis­sion­ais e empre­sas gan­ham flex­i­bil­i­dade para exercer as suas funções de for­ma segu­ra, quan­do e onde for mais opor­tuno”, diz Loredane.

Inteligên­cia Arti­fi­cial no escritório

A pesquisa tam­bém ver­i­fi­cou como os profis­sion­ais inter­agem com recur­sos de Inteligên­cia Arti­fi­cial (IA) no dia a dia de tra­bal­ho. Segun­do o estu­do, 25% afir­mam usar IA ao tra­bal­har, enquan­to aprox­i­mada­mente 40% dos profis­sion­ais dizem não ter certeza se uti­lizam. A faixa etária que mais afir­ma ado­tar a tec­nolo­gia é a de profis­sion­ais de 25 a 34 anos (30%), bem como profis­sion­ais de Tec­nolo­gia da Infor­mação (45%), segui­do por entre­vis­ta­dos que atu­am na área finan­ceira (39%). O lev­an­ta­men­to apon­ta que o uso de IA aparece de for­ma mais latente para os car­gos de alto escalão, como CEOs, VPs e dire­tores.

Recur­sos de tradução automáti­ca de texto/áudio, assis­tentes vir­tu­ais e fer­ra­men­tas que aju­dam, por exem­p­lo, a cri­ar o design de uma apre­sen­tação a par­tir de ideias ini­ci­ais são alguns casos de uso de Inteligên­cia Arti­fi­cial que hoje já estão disponíveis para muitos profis­sion­ais que uti­lizam um com­puta­dor para exe­cu­tar suas ativi­dades, mas muitas vezes não têm total clareza em relação à conexão entre esse recur­sos e a IA.

Públi­co ver­sus Pri­va­do

De um modo ger­al, a pesquisa mostra que profis­sion­ais do setor públi­co têm sido menos impacta­dos pelo uso de tec­nolo­gia para a cri­ação de um ambi­ente de tra­bal­ho mais mod­er­no. Entre os profis­sion­ais do serviço públi­co ouvi­dos, 68% afir­mam nun­ca faz­er home office. Somente 13% dizem usar algum recur­so de Inteligên­cia Arti­fi­cial no dia a dia de tra­bal­ho. Em con­tra­parti­da, 60% dos entre­vis­ta­dos do setor públi­co acred­i­tam que a tec­nolo­gia está tor­nan­do mais fácil o aces­so a infor­mações para fins profis­sion­ais.

Entre profis­sion­ais do setor públi­co, 61% dos entre­vis­ta­dos enx­ergam a comu­ni­cação com cole­gas de tra­bal­ho e gestores é o bene­fí­cio mais impor­tante trazi­do pelo uso de tec­nolo­gia no ambi­ente profis­sion­al. No que diz respeito àqui­lo que a tec­nolo­gia ain­da pode con­tribuir para mel­ho­rar, a flex­i­bil­i­dade na roti­na de tra­bal­ho e a pos­si­bil­i­dade de home office apare­cem em 46% das respostas dos entre­vis­ta­dos do serviço públi­co.

No setor públi­co, 41% dos entre­vis­ta­dos dizem ter um ambi­ente de tra­bal­ho mod­er­no em suas empre­sas, enquan­to na análise ger­al da pesquisa esse per­centu­al é de 62%.

“A trans­for­mação do ambi­ente de tra­bal­ho é uma jor­na­da. Ficamos entu­si­as­ma­dos ao ver os espaços que ain­da há para evolução e, sobre­tu­do, o apetite do profis­sion­al brasileiro para que os bene­fí­cios trazi­dos pelo uso de tec­nolo­gia de pon­ta este­jam cada vez mais pre­sentes em seus dia a dia”, diz Loredane.

Posts Similares