Energia solar em alta

Energia solar em alta

O BNDES está em nego­ci­ações para ampli­ar os finan­cia­men­tos de pro­je­tos de microger­ação de ener­gia solar. Recen­te­mente, o ban­co teve de sus­pender uma lin­ha de crédi­to para insta­lação de painéis solares por causa da alta procu­ra: os recur­sos ter­mi­naram em 45 dias. Ain­da este mês, o ban­co lançará a lin­ha Finame Ener­gias Ren­ováveis, volta­da para empre­sas, com orça­men­to de R$ 1 bil­hão, enquan­to nego­cia a lib­er­ação de mais R$ 208 mil­hões do Fun­do Cli­ma, para pes­soas físi­cas. “A gente vai dobrar a apos­ta na área solar”, disse o dire­tor de Infraestru­tu­ra do BNDES, Mar­cos Fer­rari.

Com o baratea­men­to das pla­cas foto­voltaicas, a ener­gia solar responde pela maio­r­ia dos sis­temas de microger­ação dis­tribuí­da, em que o cliente da dis­tribuido­ra de elet­ri­ci­dade pro­duz parte da ener­gia que con­some, gan­han­do descon­to na con­ta de luz. Segun­do a Agên­cia Nacional de Ener­gia Elétri­ca (Aneel), de jun­ho de 2013 a jun­ho deste ano, o número de conexões de microger­ação de ener­gia subiu de 23 para 30.900, sendo 99% com tec­nolo­gia solar.

Segun­do o pres­i­dente da Asso­ci­ação Brasileira de Ener­gia Solar Foto­voltaica (Abso­lar), Rodri­go Saua­ia, o crédi­to é fun­da­men­tal para o cresci­men­to, pois o ele­va­do inves­ti­men­to ini­cial na insta­lação inibe a deman­da de pes­soas físi­cas e peque­nas empre­sas. Como, após a insta­lação, o gas­to com a con­ta de luz cai bas­tante, quem tem aces­so a crédi­to pode pagar as parce­las do finan­cia­men­to com o val­or econ­o­miza­do.

Por isso, a Abso­lar comem­o­rou quan­do o BNDES anun­ciou, no iní­cio de jun­ho, que havia muda­do as regras do Fun­do Cli­ma, para aceitar tam­bém pedi­dos de pes­soas físi­cas. Só que, em 45 dias, o ban­co de fomen­to rece­beu 130 pedi­dos e foi obri­ga­do a sus­pender a chega­da de novos pro­je­tos. O Fun­do Cli­ma é do Min­istério do Meio Ambi­ente (MMA), que define seu orça­men­to, mas os emprés­ti­mos com ess­es recur­sos são geri­dos pelo BNDES. Segun­do Fer­rari, os val­ores des­ti­na­dos ao pro­gra­ma são de sobras do orça­men­to de anos ante­ri­ores. Ago­ra, o BNDES nego­cia a lib­er­ação de R$ 208 mil­hões do orça­men­to deste ano. As nego­ci­ações com o min­istério estão avançadas e os novos recur­sos poderão estar disponíveis antes do fim do ano, disse o dire­tor. As condições seguem as mes­mas anun­ci­adas em jun­ho, com taxa de juros final, já incluin­do a remu­ner­ação do agente repas­sador, de 4,03% a 4,55% ao ano, carên­cia de 3 a 24 meses e pra­zo total de 12 anos.

Inves­ti­men­to

Quan­do ficou saben­do dessas condições, o con­sul­tor Sil­vio Schae­fer, de 62 anos, decid­iu insta­lar pla­cas foto­voltaicas em sua casa de ver­aneio, na Pra­ia da Baleia, litoral norte do Esta­do. Schae­fer pediu orça­men­tos em fir­mas espe­cial­izadas, que ficaram entre R$ 60 mil e R$ 70 mil. Pelos cál­cu­los, o inves­ti­men­to se pagaria em três a cin­co anos, pois a con­ta de luz poderá cair de R$ 1.200 para R$ 120 por mês.

Schae­fer chegou a dar entra­da na papela­da para pedir o emprés­ti­mo, via Caixa Econômi­ca Fed­er­al, já que, pela lei do Fun­do Cli­ma, o crédi­to só pode ser repas­sa­do por ban­cos públi­cos, mas foi sur­preen­di­do pela sus­pen­são do pro­gra­ma. “É lamen­táv­el que o ban­co ten­ha tido recur­sos para finan­ciar obras no exte­ri­or, mas não ten­ha para isso”, afir­mou o con­sul­tor, avalian­do a reaber­tu­ra da lin­ha de crédi­to como uma “boa notí­cia”. Para aten­der empre­sas de todos os portes, e deixar a lin­ha do Fun­do Cli­ma ape­nas para pes­soas físi­cas, o BNDES lançará a lin­ha Finame Ener­gias Ren­ováveis. Segun­do Fer­rari, o orça­men­to de R$ 1 bil­hão poderá ser ampli­a­do caso haja a deman­da.

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