Aprenda como usar o LinkedIn para conseguir emprego

Aprenda como usar o LinkedIn para conseguir emprego

O LinkedIn é uma rede social fun­da­da em maio de 2003. Ape­sar da car­ac­terís­ti­ca especí­fi­ca de ser mais volta­do para os negó­cios, uma vez sendo uma rede social, é pre­ciso ter em mente que, no LinkedIn, assim como no Face­book, inter­a­gir com out­ros usuários é impre­scindív­el.

Não se tra­ta somente de ter muitas conexões, como são chamadas as “amizades”dessa rede, mas de pro­duzir enga­ja­men­to a par­tir da dessas e out­ras conexões. Exem­p­los dis­so são posta­gens que podem ser feitas no per­fil para estim­u­lar a inter­ação com os usuários (por com­par­til­hamen­to, cur­tidas, comen­tários) e tam­bém faz­er o mes­mo com as pub­li­cações de out­ras pes­soas, des­de que, claro, ten­ha um inter­esse real no assun­to trata­do.

Em um proces­so sele­ti­vo, não só essas inter­ações são impor­tantes, mas tam­bém man­ter o per­fil no LinkedIn com­ple­to e atu­al­iza­do são car­ac­terís­ti­cas difer­en­ci­ais, já que aumen­tam as chances de a pági­na pes­soal na rede social ser bem recomen­da­da pelo próprio LinkedIn e, assim, atrair o inter­esse de recru­ta­dores.

Toda exper­iên­cia con­ta

Para sanar as dúvi­das e reunir dicas sobre a rede de rela­ciona­men­to profis­sion­al, o Na Práti­ca con­ver­sou com Mil­ton Beck, dire­tor region­al do LinkedIn para a Améri­ca Lati­na. Segun­do o exec­u­ti­vo, a primeira coisa que quem está ingres­san­do no mer­ca­do de tra­bal­ho pre­cisa ter em mente (prin­ci­pal­mente no caso de can­didatos a vagas de trainee e está­gio) é que “tudo con­ta como exper­iên­cia vál­i­da: tra­bal­ho de con­clusão de cur­so, pro­je­tos acadêmi­cos, tra­bal­hos vol­un­tários, tudo isso é bem vis­to pelos recru­ta­dores”.

Além dis­so, segun­do Beck, é necessário que o per­fil ten­ha todos os cam­pos preenchi­dos cor­re­ta­mente. “Uma dica bem bási­ca e que é muito efi­caz é ver­i­ficar se o seu per­fil está com todas as infor­mações com­ple­tas e se seu resumo e descrição de car­gos estão com palavras-chave de sua profis­são – afi­nal, os recru­ta­dores bus­cam profis­sion­ais com fer­ra­men­tas que ras­treiam essas palavras”, diz.

Quan­to mais, mel­hor?

No que diz respeito à quan­ti­dade de conexões, é comum que usuários de redes soci­ais pensem que seja fun­da­men­tal ter “muitos ami­gos” e, even­tual­mente, pas­sam a adi­cionar (ou aceitar como amizade) qual­quer pes­soa, seja ou não con­heci­da; ten­ha ou não iden­ti­fi­cação com ela.

Para o dire­tor region­al da com­pan­hia, o ide­al é man­ter conexões com pes­soas que ten­ham a ver com seus inter­ess­es, e isso vale até mes­mo para quem está dan­do os primeiros pas­sos no mer­ca­do. “No LinkedIn, não vale a máx­i­ma de quan­to mais, mel­hor. Como nes­ta fase o can­dida­to não tem muitas conexões profis­sion­ais, ele pode começar se conectan­do com cole­gas de classe, pro­fes­sores que podem ajudá-lo neste começo de car­reira”.

Na rede de negó­cios, tam­bém é pos­sív­el seguir usuários sem que eles pertençam a sua rede de amizades. E faz­er isso tam­bém é uma boa dica. “Como fonte de con­teú­do é recomendáv­el que o usuário, sendo jovem ou não, siga empre­sas que com as quais se iden­ti­fi­ca e out­ros usuários que publiquem con­teú­do rel­e­vante, como dig­i­tal influ­encers, empresários, empreende­dores, etc., e que este­jam inseri­dos no seu meio ou no meio em que ele alme­ja tra­bal­har.

Por exem­p­lo, se esse jovem está se for­man­do em Econo­mia, seria inter­es­sante que ele estivesse por den­tro do cenário atu­al do país por meio dess­es usuários recon­heci­dos, arti­gos, ou pelo bole­tim diário do LinkedIn”, expli­ca Mil­ton Beck.

O que com­par­til­har?

Como já dis­se­mos, man­ter um per­fil atu­al­iza­do é fun­da­men­tal, mas pode haver muitas dúvi­das, prin­ci­pal­mente por parte de quem está ini­cian­do a car­reira, sobre com que fre­qüên­cia faz­er essa atu­al­iza­ção e, tam­bém, que tipo de con­teú­do pub­licar. De acor­do com o exec­u­ti­vo do LinkedIn, “o ide­al é que o usuário entre todos os dias na platafor­ma, com­par­til­he arti­gos e notí­cias, pelo menos, três vezes por sem­ana, e publique, pelo menos, duas vezes ao mês”.

O uso de vídeos nos posts tam­bém é uma boa dica, pois podem ger­ar mais enga­ja­men­to, mas, nesse caso, vale um aler­ta: o con­teú­do deve estar den­tro do con­tex­to de per­fil desse usuário. “Se ele for um jor­nal­ista recém-for­ma­do e este­ja à procu­ra de uma vaga de pro­du­tor de con­teú­do, ele pode usar esse for­ma­to para ala­van­car suas pub­li­cações.”

E, se o bom sen­so deve acom­pan­har qual­quer pos­tu­ra, seja pes­soal ou profis­sion­al, não seria difer­ente no LinkedIn. Per­gun­ta­mos ao exec­u­ti­vo da platafor­ma quais seri­am as dicas de boas maneiras para usar a rede. “Além das boas práti­cas rela­cionadas ao con­teú­do (não postar nada ofen­si­vo, com teor de pre­con­ceito) e ter um per­fil com infor­mações verídi­cas, quan­do um usuário iden­ti­fi­ca na rede alguém que admi­ra e que com quem gostaria de tra­bal­har, pode começar a seguir esta pes­soa para acom­pan­har os con­teú­dos posta­dos e com­par­til­ha­dos e, pos­te­ri­or­mente, enviar uma men­sagem se mostran­do disponív­el para uma con­ver­sa e falar um pouco mais sobre sua car­reira”.

Com bom sen­so, inter­esse e ded­i­cação de pelo menos alguns min­u­tos diários, o LinkedIn pode ser uma fer­ra­men­ta capaz de aux­il­iar não ape­nas na pesquisa de vagas rel­e­vantes, mas tam­bém de aprox­i­mação entre o can­dida­to e os profis­sion­ais que admi­ra.

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