Erros Que Fazem Um Delivery de Comida Dar Prejuízo: Guia Completo Para Evitar Perdas e Aumentar a Margem

Descubra os principais erros que fazem um delivery de comida dar prejuízo e aprenda como controlar custos.

Abrir um deliv­ery de comi­da parece, à primeira vista, um dos negó­cios mais sim­ples do setor de ali­men­tação. Você prepara um pro­du­to, divul­ga nas redes soci­ais, recebe o pedi­do, colo­ca a comi­da em uma embal­agem e man­da para o cliente.

Na práti­ca, porém, existe uma enorme difer­ença entre vender comi­da e admin­is­trar um deliv­ery real­mente lucra­ti­vo.

É pos­sív­el ter dezenas ou até cen­te­nas de pedi­dos por dia e, mes­mo assim, ter­mi­nar o mês com pouco din­heiro no caixa. Em casos ain­da piores, o empresário tra­bal­ha mais, con­tra­ta fun­cionários, com­pra equipa­men­tos, aumen­ta o fat­u­ra­men­to e desco­bre que seu pre­juí­zo tam­bém aumen­tou.

Isso acon­tece porque fat­u­ra­men­to não é sinôn­i­mo de lucro.

Um deliv­ery pode fat­u­rar R$ 50 mil por mês e ser menos saudáv­el finan­ceira­mente do que out­ro que vende R$ 25 mil, mas con­tro­la cus­tos, des­perdí­cios, taxas, estoque e margem de con­tribuição.

O prob­le­ma quase nun­ca está em um úni­co erro gigan­tesco. Geral­mente, o pre­juí­zo nasce da soma de peque­nas per­das:

  • embal­agem cara demais;
  • porção maior do que dev­e­ria;
  • preço cal­cu­la­do incor­re­ta­mente;
  • pro­moção mal plane­ja­da;
  • des­perdí­cio de ingre­di­entes;
  • taxa de aplica­ti­vo igno­ra­da;
  • entre­ga dis­tante demais;
  • descon­to dado sem cál­cu­lo;
  • pro­du­to que vende muito, mas prati­ca­mente não deixa margem;
  • fal­ta de con­t­role finan­ceiro.

Sep­a­rada­mente, cada prob­le­ma parece pequeno. Soma­dos durante cen­te­nas de pedi­dos, podem con­sumir prati­ca­mente todo o lucro.

Neste arti­go, você vai enten­der os erros mais comuns que fazem um deliv­ery de comi­da dar pre­juí­zo — e, prin­ci­pal­mente, como cor­ri­gi-los.


1. Confundir faturamento com lucro

Este provavel­mente é o erro mais perigoso de todos.

Imag­ine um deliv­ery que vende R$ 80 mil em deter­mi­na­do mês.

O pro­pri­etário comem­o­ra:

“Meu negó­cio fatur­ou R$ 80 mil.”

O número parece exce­lente.

Mas desse val­or ain­da pre­cisam sair:

ingre­di­entes, fun­cionários, embal­a­gens, gás, ener­gia elétri­ca, aluguel, impos­tos, taxas de aplica­tivos, entre­gadores, mar­ket­ing, manutenção, per­das, descon­tos, sis­temas, inter­net, pro­du­tos de limpeza e dezenas de out­ras despe­sas.

Depois de tudo isso, talvez sobrem R$ 4 mil.

Ou nada.

Um negó­cio pode aumen­tar o fat­u­ra­men­to e simul­tane­a­mente reduzir a própria lucra­tivi­dade.

Por isso, o empresário pre­cisa acom­pan­har pelo menos qua­tro indi­cadores:

Fat­u­ra­men­to: quan­to entrou em ven­das.

Cus­tos var­iáveis: despe­sas que aumen­tam con­forme as ven­das aumen­tam.

Cus­tos fixos: despe­sas que exis­tem mes­mo quan­do o esta­b­elec­i­men­to vende pouco.

Lucro líqui­do: quan­to real­mente sobra depois de pagar todos os cus­tos.

A per­gun­ta mais impor­tante não é:

“Quan­to vendemos hoje?”

É:

“Quan­to gan­hamos com aqui­lo que vendemos hoje?”

Essa mudança de men­tal­i­dade trans­for­ma com­ple­ta­mente a gestão.


2. Precificar olhando apenas o preço do concorrente

Um restau­rante próx­i­mo vende ham­búr­guer por R$ 24,90.

Então você decide cobrar R$ 23,90.

Parece uma estraté­gia com­pet­i­ti­va.

Mas existe um prob­le­ma gigan­tesco: você não con­hece a estru­tu­ra de cus­tos do con­cor­rente.

Talvez ele:

  • com­pre carne em grande vol­ume;
  • ten­ha imóv­el próprio;
  • con­si­ga embal­a­gens mais baratas;
  • pos­sua coz­in­ha maior;
  • nego­cie dire­ta­mente com fornece­dores;
  • tra­bal­he com margem difer­ente;
  • ten­ha out­ro mod­e­lo de oper­ação.

Copi­ar o preço de out­ra empre­sa sem con­hecer seus próprios cus­tos é prati­ca­mente oper­ar no escuro.

O preço pre­cisa con­sid­er­ar ingre­di­entes, embal­agem, impos­tos, taxas, cus­tos opera­cionais, margem dese­ja­da e per­das.

O Sebrae man­tém con­teú­dos e capac­i­tações especí­fi­cos sobre for­mação do preço de ven­da para negó­cios de ali­men­tação, jus­ta­mente porque a pre­ci­fi­cação pre­cisa incor­po­rar as var­iáveis finan­ceiras do esta­b­elec­i­men­to, não ape­nas aqui­lo que os con­cor­rentes cobram.

Exemplo simples

Você vende uma refeição por:

R$ 25,00

Mas tem:

Ingre­di­entes: R$ 8,00
Embal­agem: R$ 2,00
Taxas e meios de paga­men­to: R$ 4,00
Entre­ga sub­sidi­a­da: R$ 3,00
Out­ros cus­tos var­iáveis: R$ 2,00

Sobram:

R$ 6,00

Esse val­or ain­da pre­cisa aju­dar a pagar aluguel, fun­cionários, ener­gia, con­ta­dor, sis­tema e demais despe­sas fixas.

Ago­ra imag­ine faz­er uma pro­moção ofer­e­cen­do a mes­ma refeição por R$ 19,90.

Você pode estar trans­for­man­do uma ven­da em pre­juí­zo.


3. Não conhecer o CMV

CMV sig­nifi­ca Cus­to da Mer­cado­ria Ven­di­da.

É um dos números mais impor­tantes de qual­quer restau­rante, lan­chonete, piz­zaria ou deliv­ery.

Sim­pli­f­i­can­do, ele mostra quan­to dos seus pro­du­tos ven­di­dos foi con­sum­i­do em matéria-pri­ma.

Se você não sabe quan­to cus­ta pro­duzir cada pra­to, não sabe exata­mente quan­to gan­ha ao vendê-lo.

Con­sidere um ham­búr­guer.

Não bas­ta cal­cu­lar:

pão + carne + quei­jo.

Tam­bém entram na con­ta:

mol­ho, bacon, sal­a­da, tem­per­os, óleo, adi­cionais, per­das de ingre­di­entes e out­ros com­po­nentes dire­ta­mente rela­ciona­dos ao preparo.

Uma difer­ença aparente­mente insignif­i­cante pode ficar enorme em escala.

Se sua ficha diz que um lanche leva 30 gra­mas de mol­ho, mas a equipe colo­ca 50 gra­mas, exis­tem 20 gra­mas extras por pedi­do.

Em mil pedi­dos, são 20 qui­los de mol­ho não pre­vis­tos no cál­cu­lo.

A mes­ma lóg­i­ca vale para quei­jo, carne, bata­ta, arroz, refrig­er­ante, pro­teí­na e prati­ca­mente qual­quer ingre­di­ente.


4. Trabalhar sem ficha técnica

Uma coz­in­ha sem ficha téc­ni­ca depende da memória e da per­cepção de quem está preparan­do.

Um fun­cionário colo­ca 120 gra­mas de carne.

Out­ro colo­ca 150.

Out­ro acha pouco e colo­ca 180.

Para o cliente pode pare­cer óti­mo.

Para a empre­sa pode ser uma san­gria finan­ceira.

A ficha téc­ni­ca deter­mi­na:

  • quan­ti­dade de cada ingre­di­ente;
  • rendi­men­to;
  • cus­to;
  • taman­ho da porção;
  • peso;
  • modo de preparo;
  • cus­to final;
  • padrão de apre­sen­tação.

Não se tra­ta de “econ­o­mizar comi­da” para prej­u­dicar o con­sum­i­dor.

Tra­ta-se de entre­gar sem­pre aqui­lo que foi cal­cu­la­do e prometi­do.

Padroniza­ção é uma das bases da lucra­tivi­dade no setor de ali­men­tação.


5. Ignorar o custo das embalagens

Em muitos deliv­er­ies, a embal­agem é trata­da como se fos­se um detal­he.

Não é.

Depen­den­do do pro­du­to, você pode uti­lizar:

  • caixa;
  • pote;
  • tam­pa;
  • saco­la;
  • guardanapo;
  • tal­her;
  • sachê;
  • ade­si­vo;
  • lacre;
  • copo;
  • suporte para bebi­da.

Indi­vid­ual­mente, ess­es pro­du­tos cus­tam cen­tavos ou poucos reais.

Mul­ti­plique por mil­hares de pedi­dos.

Supon­ha um cus­to médio de embal­agem de R$ 3,00.

Com 2.000 pedi­dos men­sais:

R$ 6.000 por mês.

Se esse val­or não estiv­er incor­po­ra­do cor­re­ta­mente ao preço, o empresário estará sub­sid­ian­do a embal­agem sem perce­ber.

A embal­agem pre­cisa ain­da cumprir out­ra função impor­tante: pro­te­ger o ali­men­to.

Uma embal­agem extrema­mente bara­ta que faz a bata­ta chegar mur­cha, per­mite vaza­men­to do mol­ho ou perde tem­per­atu­ra pode ger­ar recla­mações, reem­bol­sos e per­da de clientes.

O obje­ti­vo não é escol­her a embal­agem mais bara­ta.

É encon­trar a mel­hor relação entre:

cus­to + con­ser­vação + apre­sen­tação + exper­iên­cia do cliente.


6. Oferecer entrega grátis sem fazer a conta

“Frete grátis” aumen­ta con­ver­são.

O prob­le­ma aparece quan­do ninguém sabe quem está pagan­do a entre­ga.

Porque alguém está.

Supon­ha:

Pedi­do: R$ 35
Moto­boy: R$ 10

Se o esta­b­elec­i­men­to assumir inte­gral­mente os R$ 10, a margem pode desa­pare­cer.

Por isso, entre­ga grátis pre­cisa faz­er parte de uma estraté­gia.

Algu­mas pos­si­bil­i­dades:

Pedi­do mín­i­mo

“Frete grátis aci­ma de R$ 70.”

Raio lim­i­ta­do

Frete grátis ape­nas em bair­ros próx­i­mos.

Pro­du­to estratégi­co

Frete incluí­do somente em com­bos com margem sufi­ciente.

Cam­pan­ha tem­porária

Em deter­mi­na­dos horários ou dias de baixo movi­men­to.

O grande erro é trans­for­mar frete grátis em padrão sem enten­der seu impacto finan­ceiro.


7. Não calcular corretamente as taxas dos aplicativos

Mar­ket­places podem ser exce­lentes canais de aquisição.

Eles ofer­e­cem infraestru­tu­ra, exposição, con­veniên­cia e, depen­den­do do plano uti­liza­do, recur­sos lig­a­dos à entre­ga.

Porém, existe um princí­pio impor­tante:

ven­da den­tro do aplica­ti­vo pre­cisa ser anal­isa­da de acor­do com os cus­tos daque­le canal.

O iFood, por exem­p­lo, ofer­ece difer­entes mod­e­los e infor­ma que restau­rantes podem tra­bal­har com entre­ga própria ou, con­forme disponi­bil­i­dade e plano con­trata­do, uti­lizar soluções de entre­ga da platafor­ma. As condições devem ser anal­isadas dire­ta­mente pelo esta­b­elec­i­men­to na pági­na ofi­cial do iFood para Par­ceiros.

Não bas­ta pen­sar:

“Meu pra­to cus­ta R$ 30.”

É pre­ciso pen­sar:

“Quan­to efe­ti­va­mente sobra dos R$ 30 depois dos cus­tos rela­ciona­dos a essa ven­da?”

Cada canal deve ser trata­do como uma oper­ação finan­ceira própria.

Você pode desco­brir que:

  • Insta­gram gera deter­mi­na­da margem;
  • What­sApp gera out­ra;
  • reti­ra­da no bal­cão gera out­ra;
  • mar­ket­place gera out­ra.

Isso não sig­nifi­ca aban­donar platafor­mas.

Sig­nifi­ca con­hecer os números antes de decidir.


8. Criar promoções que aumentam vendas e destroem margem

A frase “esta­mos venden­do muito” pode escon­der um prob­le­ma.

Con­sidere uma pro­moção:

Com­pre 2 e pague 1.

Ela pode dobrar o movi­men­to.

Mas será que aumen­ta lucro?

Out­ro exem­p­lo:

Pro­du­to nor­mal: R$ 39,90
Pro­moção: R$ 29,90

Se a margem do pro­du­to era R$ 12 e você ofer­ece R$ 10 de descon­to, sobra prati­ca­mente nada.

O empresário vê dezenas de pedi­dos entran­do e acred­i­ta que a cam­pan­ha foi exce­lente.

No fim do mês, percebe que tra­bal­hou muito para ger­ar pouco caixa.

Toda pro­moção deve respon­der três per­gun­tas:

  1. Quan­to cus­ta?
  2. Quan­to sobra?
  3. Qual com­por­ta­men­to quero ger­ar?

Uma pro­moção pode ser usa­da para:

  • con­quis­tar novos clientes;
  • ele­var tick­et médio;
  • aumen­tar pedi­dos em horários ociosos;
  • vender itens com­ple­mentares;
  • recu­per­ar clientes anti­gos.

Pro­moção sem obje­ti­vo vira ape­nas descon­to.

E descon­to sem cál­cu­lo pode ser pre­juí­zo.


9. Ignorar desperdícios

Des­perdí­cio não acon­tece ape­nas quan­do alguém joga comi­da no lixo.

Ele tam­bém ocorre quan­do:

  • estoque vence;
  • legumes estragam;
  • carne descon­gela inad­e­quada­mente;
  • ingre­di­ente é prepara­do em exces­so;
  • porções ficam maiores que o padrão;
  • pedi­do é pro­duzi­do erra­do;
  • embal­agem que­bra;
  • pro­du­to é com­pra­do em exces­so.

Uma empre­sa pode perder mil­hares de reais por mês através de peque­nas per­das aparente­mente irrel­e­vantes.

Crie um reg­istro de des­perdí­cios.

Toda vez que algo for descar­ta­do, reg­istre:

pro­du­to, quan­ti­dade, val­or esti­ma­do e moti­vo.

Em pou­cas sem­anas sur­girão padrões.

Talvez você des­cubra que deter­mi­na­do ingre­di­ente aparece em quase todas as per­das.

A par­tir daí, é pos­sív­el inves­ti­gar a causa.


10. Comprar estoque demais

Com­prar muito pode pare­cer inteligente porque fornece­dores fre­quente­mente ofer­e­cem descon­to por vol­ume.

Mas pro­du­to para­do tam­bém cus­ta din­heiro.

Imag­ine com­prar R$ 8 mil em ali­men­tos para econ­o­mizar R$ 500 e depois perder R$ 1.200 em pro­du­tos ven­ci­dos.

O descon­to deixou de ser van­tagem.

Estoque exces­si­vo tam­bém sig­nifi­ca cap­i­tal para­do.

Esse din­heiro pode­ria estar no caixa, pagan­do fornece­dores, mar­ket­ing ou despe­sas.

O mel­hor estoque não é nec­es­sari­a­mente o maior.

É aque­le ade­qua­do à deman­da e ao pra­zo de reposição.


11. Comprar pouco e pagar caro constantemente

O extremo opos­to tam­bém é ruim.

Empre­sas des­or­ga­ni­zadas fazem com­pras emer­gen­ci­ais diari­a­mente.

Acabou quei­jo?

Com­pra no super­me­r­ca­do.

Acabou embal­agem?

Com­pra onde encon­trar.

Acabou óleo?

Corre para a loja mais próx­i­ma.

Com­pras emer­gen­ci­ais ten­dem a reduzir poder de nego­ci­ação.

Por isso, o ide­al é man­ter:

  • estoque mín­i­mo;
  • estoque máx­i­mo;
  • fornece­dor prin­ci­pal;
  • fornece­dor alter­na­ti­vo;
  • cal­endário de com­pras;
  • históri­co de con­sumo.

Gestão de estoque é gestão de din­heiro.


12. Ter um cardápio enorme

Um cardá­pio com 80 pro­du­tos parece trans­mi­tir var­iedade.

Na coz­in­ha pode sig­nificar caos.

Quan­to mais ingre­di­entes exclu­sivos cada item exi­gir, maior tende a ser a com­plex­i­dade opera­cional.

Um cardá­pio muito grande pode provo­car:

  • aumen­to do estoque;
  • maior risco de per­das;
  • demo­ra na pro­dução;
  • difi­cul­dade de treina­men­to;
  • erros de pedi­dos;
  • incon­sistên­cia;
  • cap­i­tal para­do.

O ide­al é bus­car engen­haria de cardá­pio.

Ingre­di­entes devem apare­cer em vários pro­du­tos sem­pre que fiz­er sen­ti­do.

Se fran­go é uti­liza­do em cin­co pratos, existe maior giro.

Se deter­mi­na­do ingre­di­ente existe para ape­nas um pra­to que vende três unidades por sem­ana, talvez ele mereça ser recon­sid­er­a­do.


13. Não saber quais produtos realmente dão lucro

O pro­du­to campeão de ven­das nem sem­pre é o campeão de lucro.

Imag­ine:

Produto A

Ven­da: 1.000 unidades
Margem por unidade: R$ 2

Resul­ta­do:

R$ 2.000

Produto B

Ven­da: 400 unidades
Margem por unidade: R$ 9

Resul­ta­do:

R$ 3.600

O segun­do pro­du­to vende menos da metade e pode con­tribuir mais para o resul­ta­do.

Por isso, cardá­pio não deve ser anal­isa­do ape­nas por quan­ti­dade ven­di­da.

Observe tam­bém:

pop­u­lar­i­dade + margem de con­tribuição.

Pro­du­tos com boa margem e boa aceitação devem rece­ber destaque.


14. Misturar dinheiro da empresa com dinheiro pessoal

Um dos erros clás­si­cos dos pequenos negó­cios.

O pro­pri­etário recebe R$ 2.000 de ven­das e pen­sa:

“Tem din­heiro na con­ta.”

Então paga:

  • super­me­r­ca­do pes­soal;
  • com­bustív­el;
  • roupas;
  • cartão;
  • despe­sas domés­ti­cas.

Quan­do chega o fornece­dor, fal­ta caixa.

Empre­sa pre­cisa ter din­heiro sep­a­ra­do.

O pro­pri­etário deve definir um pró-labore com­patív­el com a real­i­dade finan­ceira do negó­cio.

Se o caixa da empre­sa vira exten­são da carteira pes­soal do dono, qual­quer análise finan­ceira perde con­fi­a­bil­i­dade.


15. Não registrar todas as despesas

É comum reg­is­trar:

“Com­prei R$ 600 de carne.”

Mas igno­rar:

R$ 35 de esta­ciona­men­to;
R$ 80 de com­bustív­el;
R$ 45 de mate­r­i­al de limpeza;
R$ 120 de manutenção;
R$ 70 de pequenos uten­sílios.

São jus­ta­mente as peque­nas despe­sas repet­i­ti­vas que cos­tu­mam sur­preen­der no fechamen­to do mês.

Reg­istre tudo.

Não impor­ta se foram R$ 8 ou R$ 8 mil.


16. Errar na promessa de prazo

Prom­e­ter entre­ga em 30 min­u­tos e entre­gar em 70 prej­u­di­ca muito mais do que a exper­iên­cia de um úni­co pedi­do.

Pode ger­ar:

  • avali­ação neg­a­ti­va;
  • can­ce­la­men­to;
  • reem­bol­so;
  • per­da do cliente;
  • exposição neg­a­ti­va nas redes soci­ais.

É prefer­ív­el prom­e­ter 50 min­u­tos e entre­gar em 42 do que prom­e­ter 25 e entre­gar em 50.

O pra­zo pre­cisa con­sid­er­ar coz­in­ha, deman­da, embal­agem, sep­a­ração e deslo­ca­men­to.


17. Ignorar avaliações dos clientes

Uma avali­ação neg­a­ti­va não é ape­nas críti­ca.

Ela é dado.

Se dez clientes dizem que a bata­ta chega fria, existe um padrão.

Se vários recla­mam de vaza­men­to, talvez o prob­le­ma seja a embal­agem.

Se recla­mam de demo­ra somente aos sába­dos, talvez a capaci­dade da coz­in­ha seja insu­fi­ciente no pico.

O gestor inteligente trans­for­ma recla­mação em diag­nós­ti­co.

Além dis­so, restau­rantes podem cri­ar e admin­is­trar um Per­fil da Empre­sa no Google, onde con­seguem geren­ciar infor­mações com­er­ci­ais e inter­a­gir com con­sum­i­dores. O Google tam­bém per­mite que empre­sas de ali­men­tação adi­cionem cardá­pios e opções rela­cionadas a pedi­dos online.

Respon­der avali­ações demon­stra profis­sion­al­is­mo e aju­da a enten­der a per­cepção do con­sum­i­dor.


18. Ter fotos ruins no cardápio

No deliv­ery, o con­sum­i­dor não sente o cheiro do pro­du­to.

Não vê a comi­da sendo prepara­da.

Não con­ver­sa nec­es­sari­a­mente com um garçom.

Grande parte da decisão acon­tece pela tela.

Por isso, fotografia influ­en­cia dire­ta­mente a per­cepção.

A imagem pre­cisa mostrar clara­mente o pro­du­to real.

Evite fotos:

  • escuras;
  • des­fo­cadas;
  • exces­si­va­mente edi­tadas;
  • difer­entes do pro­du­to entregue;
  • com cenário poluí­do.

Uma fotografia sim­ples, clara e ver­dadeira fre­quente­mente fun­ciona mel­hor do que uma mon­tagem visu­al exager­a­da.


19. Depender exclusivamente de um único canal

Um deliv­ery pode con­stru­ir todas as ven­das den­tro de uma platafor­ma.

Fun­ciona.

Até que algu­ma coisa mude.

Por isso, negó­cios mais maduros cos­tu­mam con­stru­ir tam­bém ativos próprios:

  • Insta­gram;
  • What­sApp;
  • cadas­tro de clientes autor­iza­do;
  • site;
  • cardá­pio dig­i­tal;
  • Per­fil da Empre­sa no Google.

O Sebrae inclu­sive ofer­ece ini­cia­ti­vas voltadas à dig­i­tal­iza­ção de pequenos negó­cios e soluções de pedi­dos através de canais dire­tos, como cardá­pio dig­i­tal e What­sApp.

Isso não sig­nifi­ca aban­donar mar­ket­places.

A mel­hor estraté­gia pode ser com­bi­nar alcance de ter­ceiros com rela­ciona­men­to próprio.


20. Atendimento lento no WhatsApp

O cliente per­gun­ta:

“Vocês entregam no bair­ro X?”

Quarenta min­u­tos depois alguém responde.

Nesse inter­va­lo, provavel­mente ele já pediu em out­ro lugar.

Deliv­ery é um negó­cio movi­do por intenção ime­di­a­ta.

A pes­soa está com fome ago­ra.

Facilite o atendi­men­to.

Uti­lize:

  • respostas ráp­i­das;
  • cardá­pio orga­ni­za­do;
  • endereço sal­vo;
  • for­mas de paga­men­to claras;
  • área de entre­ga defini­da;
  • acom­pan­hamen­to do pedi­do.

Quan­to menor o atri­to, maior a chance de con­ver­são.


21. Não trabalhar para aumentar o ticket médio

Con­quis­tar um novo pedi­do tem cus­to.

Se o cliente já decid­iu com­prar, existe opor­tu­nidade de ofer­e­cer com­ple­men­tos rel­e­vantes.

Por exem­p­lo:

“Quer adi­cionar bata­ta por R$ 7?”

“Dese­ja refrig­er­ante?”

“Por mais R$ 9 você leva sobreme­sa.”

Esse tipo de ven­da adi­cional pode aumen­tar sig­ni­fica­ti­va­mente a margem, espe­cial­mente quan­do o com­ple­men­to pos­sui bom cus­to-bene­fí­cio.

O seg­re­do é não trans­for­mar o atendi­men­to em pressão.

A ofer­ta pre­cisa faz­er sen­ti­do para o pedi­do.


22. Contratar ou escalar a operação cedo demais

As ven­das aumen­taram durante duas sem­anas.

O pro­pri­etário ime­di­ata­mente:

  • alu­ga espaço maior;
  • con­tra­ta três pes­soas;
  • com­pra equipa­men­tos;
  • assume finan­cia­men­to.

Depois o vol­ume vol­ta ao nor­mal.

Ago­ra existe uma estru­tu­ra cara para um fat­u­ra­men­to insu­fi­ciente.

Cresci­men­to sus­ten­táv­el exige obser­var se a deman­da é con­sis­tente.

Cus­tos fixos são espe­cial­mente perigosos porque per­manecem mes­mo quan­do o número de pedi­dos cai.


23. Ignorar custos de gás, água e energia

Equipa­men­tos profis­sion­ais con­somem recur­sos.

Freez­ers, geladeiras, cha­pas, fritadeiras, fornos, ilu­mi­nação, ar-condi­ciona­do e exau­s­tores podem rep­re­sen­tar despe­sas rel­e­vantes.

Ess­es val­ores pre­cisam entrar na estru­tu­ra finan­ceira da empre­sa.

Pro­cure acom­pan­har men­salmente:

  • con­sumo;
  • vari­ação;
  • equipa­men­tos;
  • manutenção.

Um freez­er anti­go con­sumin­do ener­gia em exces­so pode cus­tar mais ao lon­go do tem­po do que sua sub­sti­tu­ição.


24. Economizar onde não deveria: higiene e segurança alimentar

Reduzir cus­tos é impor­tante.

Com­pro­m­e­ter higiene não é estraté­gia de econo­mia.

Prob­le­mas san­itários podem causar con­se­quên­cias finan­ceiras e rep­uta­cionais graves.

A Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária esta­b­elece regras de boas práti­cas para serviços de ali­men­tação por meio da RDC 216/2004. A própria Anvisa disponi­bi­liza uma Car­til­ha de Boas Práti­cas para Serviços de Ali­men­tação ori­en­tan­do esta­b­elec­i­men­tos sobre preparação, armazena­men­to e com­er­cial­iza­ção ade­qua­da dos ali­men­tos.

Treina­men­to, limpeza, armazena­men­to e manip­u­lação cor­re­ta devem ser encar­a­dos como parte cen­tral do negó­cio.


25. Fazer marketing sem calcular retorno

Impul­sion­ar pub­li­cação não sig­nifi­ca nec­es­sari­a­mente faz­er mar­ket­ing.

Imag­ine gas­tar R$ 1.000 em anún­cios e rece­ber R$ 2.000 em ven­das.

À primeira vista:

“Colo­quei R$ 1 mil e vier­am R$ 2 mil.”

Mas ven­das não são lucro.

Se pro­duzir e entre­gar aque­les pedi­dos cus­tou R$ 1.500:

Recei­ta: R$ 2.000
Cus­to dos pedi­dos: R$ 1.500
Mar­ket­ing: R$ 1.000

Resul­ta­do:

-R$ 500.

A cam­pan­ha ger­ou ven­das e pre­juí­zo ao mes­mo tem­po.

Mar­ket­ing pre­cisa ser medi­do.

Observe:

  • cus­to por aquisição;
  • tick­et médio;
  • margem;
  • recom­pra;
  • retorno por cam­pan­ha.

26. Não trabalhar a recompra

Um cliente que com­pra uma vez pode ger­ar R$ 40.

Um cliente que com­pra duas vezes por mês durante um ano pode rep­re­sen­tar:

R$ 960 em fat­u­ra­men­to.

Por isso, a primeira ven­da é ape­nas o começo.

Pense em mecan­is­mos legí­ti­mos de fideliza­ção:

  • bom atendi­men­to;
  • pro­du­to con­sis­tente;
  • embal­agem ade­qua­da;
  • pro­gra­ma de fidel­i­dade;
  • cupons para nova com­pra;
  • comu­ni­cação autor­iza­da pelo What­sApp;
  • exper­iên­cia mem­o­ráv­el.

Quan­to maior a recom­pra, menor a dependên­cia de con­quis­tar novos con­sum­i­dores o tem­po inteiro.


27. Atender uma área de entrega grande demais

“Entreg­amos para toda a cidade.”

Pode pare­cer van­tagem com­pet­i­ti­va.

Mas dis­tân­cias maiores sig­nifi­cam:

  • frete maior;
  • comi­da mais fria;
  • tem­po maior;
  • menor pro­du­tivi­dade do entre­gador;
  • pos­si­bil­i­dade maior de atra­sos.

Às vezes, aten­der menos bair­ros com excelên­cia gera mais lucro do que ten­tar aten­der uma cidade inteira.

Analise pedi­dos por região.

Talvez deter­mi­na­dos bair­ros ten­ham exce­lente tick­et médio e recor­rên­cia.

Out­ros podem ger­ar pouco vol­ume e cus­tos ele­va­dos.


28. Não separar produção de expedição

Quan­do o vol­ume cresce, orga­ni­za­ção físi­ca começa a impactar resul­ta­do.

Pedi­do pron­to que fica esperan­do embal­agem perde qual­i­dade.

Pedi­do embal­a­do esperan­do bebi­da atrasa.

Bebi­da esque­ci­da gera recla­mação.

Mol­ho fal­tan­do exige reen­vio.

Uma peque­na estação de con­fer­ên­cia pode evi­tar muitos dess­es prob­le­mas.

Antes de o pedi­do sair:

✅ pra­to cor­re­to
✅ adi­cionais
✅ bebi­da
✅ mol­hos
✅ sobreme­sa
✅ endereço
✅ iden­ti­fi­cação

Um erro evi­ta­do pode econ­o­mizar pro­du­to, embal­agem, entre­ga e atendi­men­to.


29. Administrar apenas pela intuição

“Eu acho que esse pro­du­to vende bem.”

“Parece que sex­ta é o mel­hor dia.”

“Acho que esse bair­ro pede bas­tante.”

Empre­sa profis­sion­al tro­ca “acho” por números.

Acom­pan­he:

  • fat­u­ra­men­to diário;
  • número de pedi­dos;
  • tick­et médio;
  • CMV;
  • margem;
  • can­ce­la­men­tos;
  • des­perdí­cio;
  • pro­du­tos mais ven­di­dos;
  • horário de pico;
  • bair­ros;
  • canal de origem;
  • clientes recor­rentes.

Você não pre­cisa começar com sis­temas com­plex­os.

Uma boa planil­ha já pode mudar com­ple­ta­mente a visão do negó­cio.


30. Descobrir o prejuízo apenas quando falta dinheiro

Esse é o está­gio final de vários erros ante­ri­ores.

O empresário tra­bal­ha nor­mal­mente até o momen­to em que percebe que não existe din­heiro sufi­ciente para pagar:

  • fornece­dor;
  • impos­tos;
  • aluguel;
  • fun­cionários.

Só então começa a inves­ti­gar.

Gestão finan­ceira deve ante­ci­par o prob­le­ma.

Faça fechamen­to sem­anal e men­sal.

Com­pare:

Pre­vis­to x real­iza­do.

Se deter­mi­na­da despe­sa esta­va pre­vista em R$ 3.000 e chegou a R$ 4.500, des­cubra o moti­vo ime­di­ata­mente.

Não espere três meses.


Uma conta simples que todo delivery deveria fazer

Con­sidere um pedi­do de R$ 50.

Cus­tos:

Ingre­di­entes: R$ 15
Embal­agem: R$ 3
Taxas do canal/pagamento: R$ 8
Sub­sí­dio da entre­ga: R$ 4
Out­ros cus­tos var­iáveis: R$ 3

Total:

R$ 33

Margem de con­tribuição:

R$ 17

Ago­ra imag­ine ofer­e­cer cupom de R$ 10.

A margem cai para:

R$ 7.

Imag­ine ain­da ofer­e­cer R$ 5 de sub­sí­dio adi­cional no frete.

Sobram:

R$ 2.

O fat­u­ra­men­to con­tin­ua apare­cen­do no sis­tema.

Os pedi­dos con­tin­u­am chegan­do.

A coz­in­ha con­tin­ua tra­bal­han­do.

Mas finan­ceira­mente o resul­ta­do se aprox­i­ma de zero.

É por isso que alguns deliv­er­ies pare­cem lota­dos e ain­da assim não con­seguem for­mar caixa.


Como transformar um delivery deficitário em uma operação saudável

A solução não cos­tu­ma ser sim­ples­mente aumen­tar o preço.

Antes dis­so, faça um diag­nós­ti­co.

1. Calcule o custo de cada produto

Ten­ha ficha téc­ni­ca.

2. Analise as embalagens

Des­cubra o cus­to real por pedi­do.

3. Analise cada canal separadamente

Mar­ket­place, What­sApp, reti­ra­da e ven­da dire­ta podem ter mar­gens difer­entes.

4. Revise seu cardápio

Elim­ine itens que ger­am com­plex­i­dade e quase não ven­dem.

5. Negocie fornecedores

Peque­nas reduções recor­rentes ger­am grande impacto anu­al.

6. Controle desperdício

Reg­istre per­das diari­a­mente.

7. Revise o raio de entrega

Dis­tân­cia pre­cisa faz­er sen­ti­do eco­nomi­ca­mente.

8. Crie combos inteligentes

O obje­ti­vo do com­bo deve ser ele­var tick­et e margem, não ape­nas pare­cer bara­to.

9. Incentive recompra

Cliente recor­rente é um ati­vo valioso.

10. Faça fechamento financeiro mensal

Sem números, qual­quer decisão vira apos­ta.


Checklist rápido: seu delivery corre risco de dar prejuízo?

Respon­da sim ou não.

  • Você con­hece o cus­to exa­to de cada pra­to?
  • Pos­sui ficha téc­ni­ca?
  • Sabe o cus­to médio de embal­agem por pedi­do?
  • Con­hece a margem dos pro­du­tos?
  • Reg­is­tra des­perdí­cios?
  • Sabe quan­to cada canal cobra?
  • Con­tro­la estoque?
  • Sabe quais pro­du­tos são mais lucra­tivos?
  • Con­hece seu tick­et médio?
  • Sabe quan­to gas­ta para con­quis­tar um cliente?
  • Anal­isa can­ce­la­men­tos?
  • Con­tro­la despe­sas peque­nas?
  • Man­tém din­heiro pes­soal sep­a­ra­do do empre­sar­i­al?
  • Con­hece sua margem líqui­da men­sal?

Se várias respostas forem não, existe uma grande pos­si­bil­i­dade de o deliv­ery estar per­den­do din­heiro sem que isso apareça clara­mente no vol­ume de ven­das.


Delivery lucrativo não é o que mais vende — é o que melhor controla cada venda

O maior erro de quem começa um deliv­ery é acred­i­tar que aumen­tar pedi­dos auto­mati­ca­mente resolverá todos os prob­le­mas.

Às vezes acon­tece exata­mente o con­trário.

Se existe pre­juí­zo de R$ 1 em cada pedi­do, rece­ber 100 pedi­dos gera R$ 100 de pre­juí­zo.

Rece­ber mil pedi­dos gera R$ 1.000.

Escalar uma oper­ação ruim sig­nifi­ca escalar o prob­le­ma.

Por isso, antes de pen­sar em vender mais, des­cubra se cada ven­da faz sen­ti­do.

Analise seus números.

Padronize receitas.

Con­t­role porções.

Revise embal­a­gens.

Nego­cie com fornece­dores.

Con­heça as taxas dos canais.

Reduza des­perdí­cios.

Analise o cardá­pio.

Mon­i­tore avali­ações.

Tra­bal­he a recom­pra.

E prin­ci­pal­mente: pare de admin­is­trar ape­nas pelo sal­do disponív­el na con­ta bancária.

Um bom deliv­ery não pre­cisa nec­es­sari­a­mente ter o maior cardá­pio, o maior número de fun­cionários ou mil­hares de pedi­dos.

Ele pre­cisa pos­suir uma oper­ação na qual cada eta­pa foi pen­sa­da para pro­duzir três coisas:

qual­i­dade para o con­sum­i­dor, efi­ciên­cia opera­cional e margem para a empre­sa.

Quan­do ess­es três ele­men­tos fun­cionam jun­tos, o deliv­ery deixa de ser ape­nas uma coz­in­ha que recebe pedi­dos e pas­sa a fun­cionar como um negó­cio estru­tu­ra­do.

E existe uma difer­ença enorme entre os dois.

O empresário que con­hece seus números con­segue tomar decisões mel­hores.

Sabe quan­do faz­er pro­moção.

Sabe quan­do aumen­tar preços.

Sabe quan­do um pro­du­to deve sair do cardá­pio.

Sabe quan­to pode inve­stir em mar­ket­ing.

Sabe quais regiões vale a pena aten­der.

Sabe quan­do con­tratar.

E, prin­ci­pal­mente, sabe se o cresci­men­to está real­mente colo­can­do din­heiro no caixa.

No com­pet­i­ti­vo mer­ca­do de ali­men­tação, essa capaci­dade de trans­for­mar dados opera­cionais em decisões finan­ceiras pode ser muito mais impor­tante do que sim­ples­mente con­seguir mais pedi­dos.

Porque, no final das con­tas, um deliv­ery sus­ten­táv­el não vive de fat­u­ra­men­to boni­to na tela. Vive da margem que per­manece depois que todos os cus­tos foram pagos.

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